Alckmin recebe proposta de entidades de MT para criar fundo de R$ 8 bilhões e destravar crédito do Plano Safra
Entidades do agro apresentaram a Alckmin modelo que pode ampliar financiamentos em até R$ 80 bilhões para custeio da próxima safra
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Representantes do setor produtivo apresentaram ao vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, uma proposta para criar um fundo garantidor de risco de crédito voltado ao agronegócio. A medida busca reduzir as barreiras enfrentadas por produtores rurais na contratação de financiamentos e garantir que os recursos anunciados pelo governo federal para o Plano Safra 2026/27 cheguem efetivamente ao campo.
A proposta foi apresentada nesta quarta-feira (8) por entidades que representam produtores de soja, milho e algodão, incluindo organizações de Mato Grosso e de atuação nacional, como Aprosoja MT, Aprosoja Brasil, Associação Mato-grossense dos Produtores de Algodão (Ampa), Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato) e Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA).
Além de Alckmin, as discussões envolveram o ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, e a secretária de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Débora Freire.
A proposta surge em meio às dificuldades relatadas por produtores para acessar novas linhas de financiamento. Segundo as entidades, fatores como juros elevados, perdas causadas por eventos climáticos, queda de renda, maior exigência dos bancos e redução das garantias patrimoniais disponíveis têm limitado a liberação de crédito.
O setor argumenta que muitos produtores continuam economicamente viáveis, mas encontram dificuldades para apresentar novas garantias exigidas pelas instituições financeiras.
A iniciativa, segundo as entidades, não tem relação com renegociação de dívidas rurais, tema que já está sendo tratado pelo governo federal e pelo Congresso Nacional. O objetivo é criar um mecanismo permanente de compartilhamento de riscos para liberar novos recursos destinados ao custeio da próxima safra.
"O fundo garantidor atua exatamente no ponto em que hoje está o principal gargalo do crédito, que é a percepção de risco e a exaustão das garantias. Não basta anunciar recursos se eles não conseguem chegar ao produtor", afirmou o presidente da Aprosoja Brasil e da Aprosoja MT, Lucas Costa Beber.
Pelo modelo apresentado, a primeira etapa prevê a criação de uma carteira específica dentro do Fundo Garantidor para Investimentos (FGI-PEAC), administrado pelo BNDES, com aporte inicial de R$ 8 bilhões do Tesouro Nacional. A expectativa é que o valor permita alavancar até R$ 80 bilhões em novas operações de custeio rural.
O fundo funcionaria com cobertura parcial do risco das operações, reduzindo a necessidade de garantias exigidas pelos bancos, mas sem substituir a análise de crédito. A proposta prevê que os recursos sejam destinados exclusivamente a novos financiamentos para implantação, condução e colheita das lavouras, sem incluir dívidas antigas ou processos de renegociação.
A segunda etapa do projeto, prevista para 2027, estabelece a criação de um fundo garantidor permanente com participação da União, estados e municípios.
Para as entidades do setor, o mecanismo pode diminuir a dependência de medidas emergenciais em períodos de crise e ampliar o acesso ao crédito para produtores que mantêm capacidade de produção, mas enfrentam limitações para apresentar garantias exigidas pelo sistema financeiro.
A proposta foi apresentada nesta quarta-feira (8) por entidades que representam produtores de soja, milho e algodão, incluindo organizações de Mato Grosso e de atuação nacional, como Aprosoja MT, Aprosoja Brasil, Associação Mato-grossense dos Produtores de Algodão (Ampa), Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato) e Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA).
Além de Alckmin, as discussões envolveram o ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, e a secretária de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Débora Freire.
A proposta surge em meio às dificuldades relatadas por produtores para acessar novas linhas de financiamento. Segundo as entidades, fatores como juros elevados, perdas causadas por eventos climáticos, queda de renda, maior exigência dos bancos e redução das garantias patrimoniais disponíveis têm limitado a liberação de crédito.
O setor argumenta que muitos produtores continuam economicamente viáveis, mas encontram dificuldades para apresentar novas garantias exigidas pelas instituições financeiras.
A iniciativa, segundo as entidades, não tem relação com renegociação de dívidas rurais, tema que já está sendo tratado pelo governo federal e pelo Congresso Nacional. O objetivo é criar um mecanismo permanente de compartilhamento de riscos para liberar novos recursos destinados ao custeio da próxima safra.
"O fundo garantidor atua exatamente no ponto em que hoje está o principal gargalo do crédito, que é a percepção de risco e a exaustão das garantias. Não basta anunciar recursos se eles não conseguem chegar ao produtor", afirmou o presidente da Aprosoja Brasil e da Aprosoja MT, Lucas Costa Beber.
Pelo modelo apresentado, a primeira etapa prevê a criação de uma carteira específica dentro do Fundo Garantidor para Investimentos (FGI-PEAC), administrado pelo BNDES, com aporte inicial de R$ 8 bilhões do Tesouro Nacional. A expectativa é que o valor permita alavancar até R$ 80 bilhões em novas operações de custeio rural.
O fundo funcionaria com cobertura parcial do risco das operações, reduzindo a necessidade de garantias exigidas pelos bancos, mas sem substituir a análise de crédito. A proposta prevê que os recursos sejam destinados exclusivamente a novos financiamentos para implantação, condução e colheita das lavouras, sem incluir dívidas antigas ou processos de renegociação.
A segunda etapa do projeto, prevista para 2027, estabelece a criação de um fundo garantidor permanente com participação da União, estados e municípios.
Para as entidades do setor, o mecanismo pode diminuir a dependência de medidas emergenciais em períodos de crise e ampliar o acesso ao crédito para produtores que mantêm capacidade de produção, mas enfrentam limitações para apresentar garantias exigidas pelo sistema financeiro.
Publicado originalmente em infoverus.com.br


