Ananias descarta briga por comando do PL em MT e diz não ter vaidade para permanecer no cargo
Presidente estadual afirma que reunião com Valdemar Costa Neto reconheceu o trabalho da atual direção, mas não garantiu sua permanência após a derrota de Wellington Fagundes ao Governo.

O presidente estadual do PL em Mato Grosso, Ananias Filho, minimizou os rumores de que uma ala mais radical do partido estaria articulando sua saída do comando da sigla e afirmou que não pretende disputar a permanência no cargo. Segundo ele, não há apego pessoal à função, que depende da confiança da Executiva Nacional. Ananias também comentou a reunião com o presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, em Brasília, e disse ter recebido o reconhecimento pelo trabalho desenvolvido pela direção estadual nos últimos anos.
O dirigente ressaltou, porém, que o encontro não representou uma garantia formal de continuidade na presidência. Na avaliação dele, a conversa serviu para reconhecer as ações realizadas durante sua gestão, que, segundo afirmou, não devem ser desconsideradas diante das divergências internas e dos resultados eleitorais recentes.
“Não é uma garantia de que eu fique, é uma garantia de que o trabalho foi realizado. O trabalho realizado não pode ser, de forma alguma, jogado às traças”, declarou.
Derrota de Wellington ampliou pressão interna
As especulações sobre uma possível mudança no comando estadual do PL ganharam força após a derrota do senador Wellington Fagundes na disputa pelo Governo de Mato Grosso. Ananias é próximo do parlamentar e integrou o grupo responsável pelas articulações políticas da campanha, incluindo as negociações para formar uma coligação com o MDB.
A aliança foi questionada por integrantes de uma ala mais radical do partido, que criticam a aproximação com o MDB e classificam a legenda como de esquerda. O movimento passou a alimentar questionamentos sobre a condução política do PL no estado e sobre a permanência de Ananias à frente da direção estadual.
Apesar das pressões, o presidente afirmou estar tranquilo e disse que não pretende transformar a discussão em uma disputa pessoal pelo cargo. Ele destacou que a escolha do comando estadual está vinculada à direção nacional e que eventuais interessados podem apresentar seus nomes diretamente à Executiva.
Presidente diz que não pretende disputar eleições
Ananias também rejeitou a possibilidade de que a permanência na presidência seja motivada por vaidade ou interesse pessoal. Ele lembrou que está ligado ao PL desde 1989, mas que só assumiu a função de presidente estadual nos últimos três anos. Segundo ele, ocupar o posto representa uma tarefa partidária, e não um objetivo pessoal pelo qual esteja disposto a entrar em confronto com outros integrantes da legenda.
“Nós temos muita tranquilidade, confiança. Mas nós não temos também o apego de querer lutar e brigar por um cargo de presidente. Eu sou PL desde 89. A primeira vez que eu estou servindo como presidente é agora, nesses últimos três anos”, afirmou.
Questionado diretamente sobre a possibilidade de ter vaidade em permanecer no comando, Ananias reforçou que já abriu mão de disputar eleições em diferentes momentos e declarou que não pretende mais concorrer a cargos eletivos.
“Eu não tenho ego, nem vaidade por cargo nenhum. Eu nunca tive. [...] Eu já decidi, eu não vou disputar cargos eletivos”, disse.
Ananias diz não temer concorrentes
O presidente estadual também afirmou que não vê problema na movimentação de outros integrantes do partido que desejem assumir a direção do PL em Mato Grosso. Para ele, a apresentação de possíveis candidaturas faz parte da dinâmica interna da legenda e deve ser tratada junto à Executiva Nacional, responsável pela definição do comando estadual.
“Podem todos aí discutirem e buscarem e se inserirem como um pretenso candidato a presidente do PL. É só ir discutindo na nacional e é natural, a democracia é feita para isso. Eu não tenho nenhum medo, nenhuma preocupação”, declarou.
Ao defender sua gestão, Ananias afirmou que seguiu as orientações recebidas da direção nacional e que não se arrepende das decisões tomadas durante o período em que esteve à frente do partido. A declaração reforça sua posição de que a avaliação de seu trabalho deve considerar as diretrizes partidárias que orientaram sua atuação, mesmo diante das críticas após o resultado eleitoral.
“Eu tenho uma certeza. Eu fiz aquilo que era determinado pela nacional e eu não me arrependo do que eu fiz”, concluiu.
Publicado originalmente em infoverus.com.br



