Após Abilio denunciar ameaça por voto em Bolsonaro, PM faz operação em Cuiabá
Ação da Polícia Militar foi deflagrada após relatos de ameaças para obrigar moradores a votar em determinado candidato; ninguém foi preso e drogas não foram localizadas

A Polícia Militar deflagrou, na noite desta terça-feira (6), a “Operação Liberdade de Expressão” na região do Pedregal, em Cuiabá, com o objetivo de reforçar a segurança e garantir o direito ao voto livre no segundo turno. A ação ocorreu um dia após o prefeito Abilio Brunini relatar publicamente ter recebido informações sobre uma suposta ameaça feita por uma liderança ligada a uma facção criminosa do bairro.
Segundo as denúncias que motivaram a operação, integrantes de uma facção criminosa estariam pressionando moradores da região a votar em determinado político no segundo turno. A suspeita levada às autoridades envolve uma possível tentativa de interferência na escolha dos eleitores por meio de ameaças.
Abilio relatou ameaça nas redes sociais
Na terça-feira (6), antes da operação, Abilio afirmou que havia tomado conhecimento de uma denúncia envolvendo uma liderança faccionada do Pedregal. Segundo o prefeito, a pessoa estaria fazendo ameaças nas redes sociais contra moradores que declarassem intenção de votar em Bolsonaro.
“Fiquei sabendo sobre uma liderança faccionada do bairro Pedregal, que estava ameaçando nas redes sociais que, se soubesse que algum morador vota no Bolsonaro, ele iria botar ‘pra andar’”, afirmou o prefeito.
A declaração ocorreu um dia antes da operação realizada pela Polícia Militar na região. A mobilização teve como uma das finalidades reforçar a segurança dos moradores e garantir que o processo de votação ocorra sem pressão ou intimidação.
Operação também procurou traficantes
Além da apuração relacionada à suposta coação eleitoral, a operação também teve como objetivo localizar traficantes que estariam comercializando drogas na região do Pedregal.
Apesar das diligências realizadas pelos policiais, nenhuma droga foi localizada e ninguém foi preso durante a ação.
A operação, portanto, terminou sem prisões ou apreensões relacionadas ao tráfico, enquanto as denúncias sobre possível pressão política sobre moradores permaneceram como parte da motivação da atuação policial na região.
Publicado originalmente em infoverus.com.br



