Após derrota de nomes tradicionais, Max Russi diz que políticos devem refletir e buscar novos projetos
Presidente da Assembleia cita derrota de nomes tradicionais e afirma que resultado das urnas deve servir para que políticos se fortaleçam para novas eleições

O presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), deputado estadual reeleito Max Russi (Podemos), avaliou a renovação provocada pelo resultado das eleições deste ano e afirmou que a derrota de políticos tradicionais faz parte da dinâmica eleitoral. Entre os nomes que não conseguiram renovar o mandato estão Eduardo Botelho (MDB), Júlio Campos (União), Paulo Araújo (Republicanos), Juca do Guaraná (PSDB) e Elizeu Nascimento (Novo).
Para Max, o resultado das urnas representa a escolha dos eleitores e deve ser encarado pelos políticos como parte da trajetória de quem decide seguir na vida pública. Ele lembrou que também já passou por derrotas e vitórias eleitorais e defendeu que os candidatos que não conseguiram se eleger façam uma avaliação dos próprios projetos.
“É a vontade do eleitor, né? Todo mundo tem o seu momento. Quem está na política, um dia chega esse momento. Se você não parar antes ou se você não buscar um outro projeto”, afirmou.
O presidente da ALMT reconheceu que perder uma eleição é difícil, mas avaliou que o resultado não deve ser motivo para abandonar a política. Segundo ele, quem pretende continuar na atividade precisa usar a derrota para se preparar para próximas disputas.
“Aqueles que não obtiveram êxito têm que fazer a reflexão. Eu já perdi a eleição e ganhei a eleição. Então conheço muito bem o que é perder e o que é ganhar. O que é perder não é bom, não é positivo”, disse.
“Quem não teve êxito nesta eleição tem que se fortalecer, trabalhar para outras. Quem gosta da política não pode desanimar num percalço, numa derrota”, completou.
Apesar de não terem conquistado a reeleição, quatro dos cinco deputados que disputaram um novo mandato terminaram a eleição como suplentes e ainda podem retornar à Assembleia durante a próxima legislatura.
Botelho recebeu 37.359 votos e ficou como primeiro suplente do MDB. Paulo Araújo obteve 30.338 votos e também terminou como primeiro suplente, no Republicanos. Júlio Campos, com 18.517 votos, ocupa a primeira suplência da Federação União Progressista.
Juca do Guaraná recebeu 17.349 votos e ficou na primeira posição da fila de suplência da Federação PSDB/Cidadania. Já Elizeu Nascimento não aparece entre os suplentes porque o Novo não conseguiu eleger nenhum representante para a Assembleia.
Na avaliação sobre o resultado geral das eleições, Max também citou desempenhos que considerou expressivos. Entre eles, destacou a votação da deputada federal eleita Coronel Fernanda (PL), que, segundo ele, fez história, além do resultado obtido pelo deputado estadual Lúdio Cabral (PT) em Cuiabá.
“Tivemos algumas surpresas. Algumas votações de federais aí que a Coronel Fernanda fez história, a mais votada da história. Então tivemos fatores positivos nessa eleição. A força do PL também, a força do Lúdio. A votação do Lúdio em Cuiabá é uma votação também, acho que histórica”, afirmou.
Publicado originalmente em infoverus.com.br



