Barranco admite dificuldade do PT para falar com eleitor e aposta em abstenção para recuperar Lula em MT

O deputado estadual Valdir Barranco (PT) admitiu que o partido enfrenta um “desafio gigantesco” de comunicação no segundo turno e afirmou que a estratégia para tentar recuperar a votação de Lula em Mato Grosso passa por reconquistar eleitores que deixaram de votar no petista e mobilizar abstencionistas.
Barranco reconheceu que Lula perdeu participação no eleitorado mato-grossense em relação a 2022 e disse que o objetivo é voltar ao patamar registrado há quatro anos.
“Trabalhar, trabalhar e tentar se comunicar com essa população que deixou de votar em nós”, afirmou, nesta quarta-feira (7). Durante a coletiva, o deputado também admitiu dificuldade na comunicação com o eleitorado.
“Esse é um desafio para esses próximos 20 dias. Não vamos dizer que nós temos a mesma facilidade que a extrema-direita tem para se comunicar”, disse.
Barranco afirmou que a campanha precisará comunicar melhor medidas do governo Lula, como a isenção do Imposto de Renda para salários de até R$ 5 mil e a proposta de redução da jornada semanal de trabalho.
Aposta nos ausentes
A principal aposta apresentada pelo petista para o segundo turno é reduzir a abstenção. Segundo Barranco, parte importante do eleitorado de Lula está entre as camadas de menor renda e teria maior dificuldade para comparecer às urnas.
“O eleitor do presidente Lula é da camada mais pobre, tem dificuldade inclusive com transporte”, afirmou.
A avaliação foi questionada diante do avanço de Flávio Bolsonaro entre eleitores de menor renda no primeiro turno. Barranco, porém, manteve o foco nos abstencionistas.
“O que nós temos que fazer é garantir que esse eleitor que se absteve, que não conseguiu chegar às urnas, chegue às urnas”, respondeu.
Apesar da queda de Lula em Mato Grosso, Barranco rejeitou a avaliação de que o campo progressista tenha encolhido na Assembleia. Segundo ele, o grupo manteve duas cadeiras e recuperou uma terceira.
“Não dá para dizer que nós encolhemos. Nós ampliamos porque recuperamos a vaga da Rosa Neide e mantivemos as duas cadeiras que já tínhamos”, afirmou.
Para Barranco, o problema central está na disputa presidencial. “Agora é comunicar com a população para eles compreenderem isso”, resumiu.
Publicado originalmente em infoverus.com.br



