Botão do Pânico em Cuiabá representa avanço histórico na proteção dos profissionais da saúde
Por Merielly Cristina Nantes2 min de leitura

Cuiabá dá um passo histórico na proteção dos profissionais da saúde ao se tornar o primeiro município de Mato Grosso a implantar o programa “Vigia Mais Saúde – Botão do Pânico”. A iniciativa representa muito mais do que tecnologia e segurança: ela simboliza respeito, valorização e reconhecimento a milhares de trabalhadores que diariamente enfrentam jornadas exaustivas, pressão emocional e, infelizmente, situações recorrentes de violência dentro das unidades de saúde.
Como enfermeira e presidente da Câmara Setorial Temática (CST) da Enfermagem da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, acompanho de perto a realidade vivida por médicos, enfermeiros, técnicos, recepcionistas e demais profissionais que atuam na linha de frente do atendimento à população. Durante muito tempo, a violência sofrida por esses trabalhadores foi naturalizada. Hoje, finalmente começamos a mudar essa realidade.
O lançamento do botão do pânico nas UPAs Leblon, Verdão, Morada do Ouro, Pascoal Ramos, além do Hospital Municipal de Cuiabá (HMC) e Hospital São Benedito, mostra que o poder público começa a compreender que proteger quem cuida da população também é uma política de saúde pública.
A violência contra profissionais da saúde cresceu nos últimos anos em todo o Brasil. Casos de agressões verbais, ameaças, depredações e até ataques físicos passaram a fazer parte da rotina de muitas unidades. Isso gera adoecimento emocional, afastamentos e insegurança para trabalhadores e pacientes.
Por isso, a integração entre saúde e segurança pública é tão importante. O sistema permitirá que qualquer situação de risco seja comunicada imediatamente à Secretaria de Estado de Segurança Pública, garantindo resposta rápida das forças policiais e aumentando a sensação de proteção dentro das unidades.
Essa pauta sempre esteve entre as prioridades da Câmara Setorial Temática da Enfermagem, instalada pelo presidente da Assembleia Legislativa, deputado Max Russi. Desde a criação da CST, defendemos a elaboração de um Plano Estadual de Prevenção à Violência contra Profissionais da Saúde, justamente porque entendemos que não existe atendimento humanizado quando o trabalhador atua sob medo constante.
Inclusive, uma indicação apresentada na Assembleia Legislativa propôs a instalação de sistemas tecnológicos de segurança em hospitais e UPAs de Mato Grosso, com monitoramento eletrônico, integração às forças policiais e implantação de botões de pânico para prevenir agressões e proteger os trabalhadores da saúde.
A implantação desse projeto em Cuiabá pode se transformar em referência para outros municípios do estado e do país. Precisamos ampliar esse debate e garantir que todas as unidades de saúde tenham protocolos de segurança modernos, eficientes e permanentes.
Além da luta pelo piso salarial nacional da enfermagem, pela PEC 19 e pela valorização profissional, também precisamos defender condições dignas de trabalho. Segurança é dignidade. Segurança é valorização. Segurança também salva vidas.
O profissional da saúde precisa entrar no plantão preocupado em cuidar das pessoas, e não em voltar vivo para casa.
Cuiabá sai na frente ao reconhecer essa urgência. Agora, esperamos que outros municípios tenham a mesma sensibilidade e compromisso com aqueles que sustentam diariamente o funcionamento do sistema de saúde.
Como enfermeira e presidente da Câmara Setorial Temática (CST) da Enfermagem da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, acompanho de perto a realidade vivida por médicos, enfermeiros, técnicos, recepcionistas e demais profissionais que atuam na linha de frente do atendimento à população. Durante muito tempo, a violência sofrida por esses trabalhadores foi naturalizada. Hoje, finalmente começamos a mudar essa realidade.
O lançamento do botão do pânico nas UPAs Leblon, Verdão, Morada do Ouro, Pascoal Ramos, além do Hospital Municipal de Cuiabá (HMC) e Hospital São Benedito, mostra que o poder público começa a compreender que proteger quem cuida da população também é uma política de saúde pública.
A violência contra profissionais da saúde cresceu nos últimos anos em todo o Brasil. Casos de agressões verbais, ameaças, depredações e até ataques físicos passaram a fazer parte da rotina de muitas unidades. Isso gera adoecimento emocional, afastamentos e insegurança para trabalhadores e pacientes.
Por isso, a integração entre saúde e segurança pública é tão importante. O sistema permitirá que qualquer situação de risco seja comunicada imediatamente à Secretaria de Estado de Segurança Pública, garantindo resposta rápida das forças policiais e aumentando a sensação de proteção dentro das unidades.
Essa pauta sempre esteve entre as prioridades da Câmara Setorial Temática da Enfermagem, instalada pelo presidente da Assembleia Legislativa, deputado Max Russi. Desde a criação da CST, defendemos a elaboração de um Plano Estadual de Prevenção à Violência contra Profissionais da Saúde, justamente porque entendemos que não existe atendimento humanizado quando o trabalhador atua sob medo constante.
Inclusive, uma indicação apresentada na Assembleia Legislativa propôs a instalação de sistemas tecnológicos de segurança em hospitais e UPAs de Mato Grosso, com monitoramento eletrônico, integração às forças policiais e implantação de botões de pânico para prevenir agressões e proteger os trabalhadores da saúde.
A implantação desse projeto em Cuiabá pode se transformar em referência para outros municípios do estado e do país. Precisamos ampliar esse debate e garantir que todas as unidades de saúde tenham protocolos de segurança modernos, eficientes e permanentes.
Além da luta pelo piso salarial nacional da enfermagem, pela PEC 19 e pela valorização profissional, também precisamos defender condições dignas de trabalho. Segurança é dignidade. Segurança é valorização. Segurança também salva vidas.
O profissional da saúde precisa entrar no plantão preocupado em cuidar das pessoas, e não em voltar vivo para casa.
Cuiabá sai na frente ao reconhecer essa urgência. Agora, esperamos que outros municípios tenham a mesma sensibilidade e compromisso com aqueles que sustentam diariamente o funcionamento do sistema de saúde.
Publicado originalmente em araguaianoticia.com.br



