Buzetti gasta R$ 45 por voto; Mauro e Medeiros têm custos bem menores no Senado em MT; ENTENDA
Campanha da candidata do PP declarou quase R$ 3 milhões em despesas para conquistar 65,5 mil votos; Mauro Mendes teve o menor custo entre os mais votados

A candidata Margareth Buzetti (PP) teve, até agora, o maior custo por voto entre os dez concorrentes ao Senado por Mato Grosso nas eleições de 2026. Com R$ 2,98 milhões em despesas contratadas e 65.559 votos recebidos no domingo (4), a campanha declarou o equivalente a R$ 45,52 para cada voto conquistado.
O levantamento cruza a votação obtida pelos candidatos com as despesas declaradas à Justiça Eleitoral até esta quarta-feira (7). Os valores, porém, ainda são provisórios, já que as campanhas estão dentro do período destinado à apresentação das contas finais do primeiro turno.
Buzetti declarou R$ 2.984.424,93 em despesas contratadas, sendo que R$ 2.964.994,93 já aparecem como efetivamente pagos. Quando são considerados somente os pagamentos realizados, o custo cai levemente para R$ 45,23 por voto.
A candidata é seguida por Beny Godoy (Agir), que teve uma votação muito menor, mas também apresentou uma relação elevada entre gastos e votos. Com apenas 1.854 votos e R$ 47.171,51 em despesas contratadas, a campanha chegou a R$ 25,44 por voto. Do total declarado, R$ 37.171,51 constam como pagos.
Taques supera R$ 10 por voto
Entre as campanhas que movimentaram valores mais altos, Pedro Taques (PSB) aparece na sequência. O ex-governador recebeu 224.621 votos e declarou R$ 2.286.223,79 em despesas contratadas, resultando em um custo de R$ 10,18 por voto.
Dos gastos declarados por Taques, R$ 700.105,08 aparecem como pagos até a atualização da base consultada.
A diferença entre as campanhas fica mais evidente quando são considerados os candidatos que receberam as maiores votações. Mesmo tendo movimentado milhões de reais, os concorrentes mais votados apresentam uma relação menor entre despesas e votos justamente pelo volume expressivo de votos obtidos.
Medeiros gastou mais, mas Mauro teve menor custo por voto
Entre os dois candidatos eleitos para o Senado, José Medeiros (PL) declarou o maior volume de despesas e também apresentou um custo por voto superior ao de Mauro Mendes (União).
A campanha de Medeiros contratou R$ 4.264.235,91, o maior valor declarado entre os dez candidatos. Como recebeu 977.777 votos, a relação chega a R$ 4,36 por voto. Do montante contratado, R$ 2.185.129,17 aparecem como pagos.
Mauro Mendes, por sua vez, foi o candidato mais votado da disputa, com 1.187.352 votos. A campanha declarou R$ 3.005.841,70 em despesas contratadas, o que representa R$ 2,53 por voto.
Até o momento, R$ 675.192,80 das despesas de Mauro aparecem como efetivamente pagas. Considerando apenas esse valor, o custo cai para R$ 0,57 por voto.
Janaina fica em R$ 3,38 por voto
Terceira colocada na disputa, Janaina Riva (MDB) recebeu 519.434 votos e declarou R$ 1.758.029,17 em despesas contratadas. A relação entre o valor declarado e a votação resulta em R$ 3,38 por voto.
Carlos Fávaro (PSD), que terminou com 411.020 votos, declarou R$ 2.267.865,74 em despesas, chegando a R$ 5,52 por voto.
Antônio Galvan (Avante) aparece logo acima, com R$ 5,86 por voto. A campanha declarou R$ 991.798,88 em gastos contratados e recebeu 169.265 votos.
Coronel Darwin (Democrata), por sua vez, recebeu 12.819 votos e declarou R$ 74.106,33 em despesas contratadas, alcançando R$ 5,78 por voto.
Na outra ponta está Professor Nelson Ferreira (Agir), que apresenta o menor custo entre os dez candidatos. A campanha declarou apenas R$ 1 mil em despesas contratadas e recebeu 5.563 votos, o equivalente a R$ 0,18 por voto.
Custo por voto
- Candidato Votos Despesas contratadas Custo por voto
- Candidato Votos Despesas contratadas Custo por voto Margareth Buzetti (PP) 65.559 R$ 2.984.424,93 R$ 45,52
- Beny Godoy (Agir) 1.854 R$ 47.171,51 R$ 25,44
- Pedro Taques (PSB) 224.621 R$ 2.286.223,79 R$ 10,18
- Antônio Galvan (Avante) 169.265 R$ 991.798,88 R$ 5,86
- Coronel Darwin (Democrata) 12.819 R$ 74.106,33 R$ 5,78
- Carlos Fávaro (PSD) 411.020 R$ 2.267.865,74 R$ 5,52
- José Medeiros (PL) 977.777 R$ 4.264.235,91 R$ 4,36
- Janaina Riva (MDB) 519.434 R$ 1.758.029,17 R$ 3,38
- Mauro Mendes (União) 1.187.352 R$ 3.005.841,70 R$ 2,53
- Professor Nelson Ferreira (Agir) 5.563 R$ 1.000,00 R$ 0,18
Contas ainda podem mudar
Os valores apresentados não representam necessariamente o custo final das campanhas. A base utilizada no levantamento foi gerada em 7 de outubro, apenas três dias depois da votação, enquanto as candidaturas ainda estão no período de prestação das contas finais do primeiro turno.
Pelo calendário eleitoral, as candidaturas e os partidos começaram a encaminhar as prestações referentes ao primeiro turno em 5 de outubro. O prazo para apresentação das contas termina em 3 de novembro de 2026, 30 dias após a votação.
Até o encerramento desse período, novas despesas e pagamentos podem ser registrados e modificar a relação entre os gastos e os votos obtidos por cada candidato. Os números utilizados no levantamento são aqueles declarados pelas próprias candidaturas e partidos à Justiça Eleitoral.
Publicado originalmente em infoverus.com.br



