Campanha de Pedro Taques ao Senado registra R$ 2,46 milhões em despesas, mas declara menos de R$ 1 milhão em receitas
Prestação de contas do ex-governador mostra diferença de R$ 1,52 milhão entre arrecadação e gastos contratados; Mauro Mendes também registra despesas superiores às receitas na disputa pelo Senado

O ex-governador Pedro Taques (PSB) declarou R$ 941,4 mil em receitas e R$ 2,46 milhões em despesas contratadas durante a campanha ao Senado nas eleições de 2026. A diferença entre o que arrecadou e os compromissos financeiros assumidos chega a aproximadamente R$ 1,52 milhão, conforme levantamento do site Olhar Direto com base nos dados disponibilizados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Os arquivos foram gerados nesta quarta-feira (4), um dia depois do encerramento do prazo para entrega das prestações de contas finais do primeiro turno, que terminou às 23h59 de terça-feira (3).
No detalhamento das contas de Taques, os pagamentos efetivamente registrados somam cerca de R$ 892,7 mil, enquanto as despesas contratadas chegam a R$ 2,46 milhões. Nesse caso, a diferença entre os compromissos assumidos e os valores já pagos é de aproximadamente R$ 1,57 milhão.
A diferença, entretanto, não significa necessariamente que a campanha tenha encerrado com uma dívida nesse montante. Para confirmar a existência de débitos, é preciso analisar os demonstrativos de obrigações pendentes e verificar se eventuais valores foram assumidos pelo partido.
Outro candidato ao Senado com despesas contratadas superiores à arrecadação foi Mauro Mendes (União), também ex-governador e senador eleito. Ele declarou R$ 1,87 milhão em receitas e R$ 3,78 milhões em gastos contratados, uma diferença de aproximadamente R$ 1,91 milhão.
Os pagamentos registrados pela campanha de Mauro somam R$ 1,77 milhão. Com isso, cerca de R$ 2 milhões em despesas contratadas ainda não apresentam pagamento correspondente na base de dados consultada.
Entre os demais candidatos ao Senado, José Medeiros (PL) declarou R$ 4,43 milhões em receitas e R$ 4,27 milhões em despesas contratadas, diferença de aproximadamente R$ 163 mil.
A deputada estadual Janaina Riva (MDB) informou ter arrecadado R$ 3,99 milhões e contratado R$ 3,77 milhões em despesas. Já Margareth Buzetti (PP) registrou R$ 3,31 milhões em receitas e R$ 3,15 milhões em gastos.
O senador eleito Carlos Fávaro (PSD) declarou arrecadação de R$ 2,94 milhões e despesas contratadas de R$ 2,41 milhões. Apesar de ter receitas superiores aos gastos, os dados apontam R$ 581,1 mil em despesas sem pagamento correspondente.
Antônio Galvan (Avante) informou R$ 1,07 milhão em receitas e R$ 1,02 milhão em despesas. Darwin Germano (Democrata) declarou R$ 107,5 mil arrecadados e R$ 105 mil em gastos.
Benival Alves (Agir) registrou R$ 48,3 mil em receitas, com despesas em valor semelhante. Nelson Carlos Ferreira Junior (Agir), por sua vez, informou R$ 1,85 mil tanto em arrecadação quanto em gastos.
Disputa pelo Governo
Na disputa pelo Governo de Mato Grosso, Wellington Fagundes (PL) declarou R$ 8,24 milhões em receitas e R$ 7,9 milhões em despesas contratadas. A diferença entre os valores é de aproximadamente R$ 341,4 mil.
O governador reeleito Otaviano Pivetta (Republicanos) informou arrecadação de R$ 7,71 milhões e despesas de R$ 7,64 milhões, com diferença de R$ 70,3 mil.
Natasha Slhessarenko (PSD) declarou R$ 4,76 milhões em receitas e R$ 4,69 milhões em gastos. Rafaell Milas (Missão) registrou R$ 103,2 mil arrecadados e R$ 100,4 mil em despesas.
Sargento Laudicério (Agir) informou R$ 65 mil tanto em receitas quanto em gastos. Maurício Coelho (Mobiliza) declarou aproximadamente R$ 11,7 mil nas duas categorias.
Prestação de contas
O prazo para apresentação das prestações de contas finais referentes ao primeiro turno terminou às 23h59 de terça-feira (3). A obrigação inclui todos os recursos arrecadados e as despesas realizadas durante a campanha, inclusive aqueles estimáveis em dinheiro.
Embora as bases consultadas apresentem movimentações financeiras dos 16 candidatos que disputaram o Governo e o Senado, os arquivos disponíveis não permitem confirmar se todos entregaram formalmente a prestação de contas final dentro do prazo.
Agora, as informações declaradas serão examinadas pela Justiça Eleitoral, que poderá exigir documentos adicionais e esclarecimentos antes de julgar as contas. Os valores apresentados também podem sofrer alterações caso os candidatos façam retificações.
Publicado originalmente em infoverus.com.br



