“Ele guardou R$ 20 bi no exterior”: operador de Vorcaro relata dinheiro escondido e bastidores do caso Master
Em conversas gravadas, Fabiano Zettel afirmou a uma mulher com quem mantinha relacionamento que Daniel Vorcaro teria mantido bilhões fora do país
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Em conversas e áudios de WhatsApp obtidos pela revista piauí, Fabiano Zettel, cunhado e apontado como operador financeiro de Daniel Vorcaro, relatou à mulher com quem mantinha um relacionamento que o ex-banqueiro teria guardado R$ 20 bilhões no exterior. A declaração aparece em meio a uma série de gravações nas quais Zettel comenta os problemas financeiros de Vorcaro, a crise do Banco Master, operações envolvendo empresas do grupo e os desdobramentos das investigações.
A fala ocorreu depois da liquidação do Banco Master e da prisão de Vorcaro. Na conversa, Zettel afirmou que o cunhado estaria sem conseguir acessar os recursos mantidos fora do país porque poderia ser preso novamente caso tentasse movimentá-los.
O valor de R$ 20 bilhões, porém, aparece no material como uma declaração de Zettel, e não como montante confirmado pelas autoridades. Até o momento, segundo o texto da piauí, as autoridades localizaram cerca de R$ 2 bilhões em imóveis e outros bens ligados a Vorcaro.
Zettel diz que escondeu dinheiro no exterior
Meses antes da liquidação do Master, Zettel já havia contado à mulher que viajara ao exterior para esconder dinheiro. Segundo ele, o Banco Central havia dado três semanas para que Vorcaro reformulasse o banco sob risco de liquidação.
“Eu fui lá, escondi um dinheiro”, afirmou Zettel, explicando que pretendia garantir recursos para continuar vivendo caso seus bens e contas fossem bloqueados.
O episódio ocorreu em outubro, pouco antes de o Banco Central determinar a liquidação do Banco Master. Zettel disse que não poderia falar sobre o assunto por telefone enquanto estivesse no exterior e só contou detalhes depois de retornar ao Brasil.
Conversas expõem relação entre cunhados
As gravações também revelam uma relação marcada por tensão entre Zettel e Vorcaro. Nas conversas com Marina, Zettel fazia críticas ao cunhado e o descrevia como alguém que tomava decisões impulsivas e colocava os negócios em risco.
Nas mensagens trocadas diretamente com Vorcaro, porém, o comportamento era diferente. Zettel demonstrava preocupação em manter a proximidade e buscava reconhecimento do cunhado, chegando a reclamar quando não recebia respostas.
Segundo as mensagens obtidas pela Polícia Federal e citadas pela piauí, Zettel também atuava em tarefas financeiras e administrativas para Vorcaro. Entre as funções estavam pagamentos, organização de contratos e outras demandas pessoais e empresariais.
Operador relata pagamentos e empresas
As conversas mencionadas pela reportagem mostram Zettel como responsável pela operacionalização de diferentes pagamentos atribuídos a Vorcaro. O material cita repasses a advogados, auxiliares, jornalistas e outras pessoas que, segundo a publicação, aparecem nas investigações.
Zettel também teria participado da movimentação de recursos por meio de empresas e fundos ligados às operações hoje investigadas. Entre elas está a Moriah Investimentos, empresa que ele dirigia e que aparece no contexto das apurações sobre o grupo.
Em determinado momento, preocupado com sua própria situação, Zettel afirmou que precisava se desvincular do ex-banqueiro. “Eu tenho que trabalhar para me descolar dele de qualquer jeito”, disse, segundo a reportagem.
Prisões e crise financeira
O Banco Master foi liquidado em 18 de novembro. Na véspera, Vorcaro havia sido preso pela Polícia Federal enquanto tentava embarcar para Dubai, em São Paulo.
Depois da liquidação, Zettel relatou à mulher que contas e bens haviam sido bloqueados e que telefones e outros equipamentos estavam sendo apreendidos. Ele também contou que havia mantido um telefone escondido em um compartimento de seu carro.
Vorcaro permaneceu preso por doze dias e depois foi solto mediante medidas cautelares, incluindo o uso de tornozeleira eletrônica. Posteriormente, voltou a ser preso em março, na mesma operação que também prendeu Zettel.
Quanto dinheiro teria sido levado para fora?
A declaração de Zettel sobre os supostos R$ 20 bilhões no exterior contrasta com os valores que, segundo a reportagem, foram efetivamente localizados pelas autoridades. O texto informa que cerca de R$ 2 bilhões em imóveis e outros bens ligados a Vorcaro foram encontrados e destinados ao ressarcimento de credores prejudicados pela quebra do Master.
A reportagem também menciona a liquidação da Titan Capital, holding controlada por Vorcaro nas Ilhas Cayman. Segundo o material, a empresa não possuía ativos disponíveis e acumulava dívidas superiores a R$ 1 bilhão.
O texto cita ainda informações atribuídas à colunista Miriam Leitão, de O Globo, segundo as quais o liquidante do Master teria rastreado um fundo não declarado por Vorcaro, que teria recebido recursos por meio de intermediários. O fundo, conforme a informação reproduzida pela piauí, teria ativos na casa de R$ 1 bilhão.
Vorcaro tenta acordo de delação
Desde a nova prisão, Daniel Vorcaro tenta fechar um acordo de delação premiada, segundo a reportagem. Até o momento, porém, não teria revelado o caminho do dinheiro mantido no exterior nem delatado pessoas próximas.
Fabiano Zettel, por sua vez, não estaria negociando um acordo de delação. As defesas dos dois foram procuradas pela piauí, mas não haviam se manifestado até a publicação do material.
A fala ocorreu depois da liquidação do Banco Master e da prisão de Vorcaro. Na conversa, Zettel afirmou que o cunhado estaria sem conseguir acessar os recursos mantidos fora do país porque poderia ser preso novamente caso tentasse movimentá-los.
O valor de R$ 20 bilhões, porém, aparece no material como uma declaração de Zettel, e não como montante confirmado pelas autoridades. Até o momento, segundo o texto da piauí, as autoridades localizaram cerca de R$ 2 bilhões em imóveis e outros bens ligados a Vorcaro.
Zettel diz que escondeu dinheiro no exterior
Meses antes da liquidação do Master, Zettel já havia contado à mulher que viajara ao exterior para esconder dinheiro. Segundo ele, o Banco Central havia dado três semanas para que Vorcaro reformulasse o banco sob risco de liquidação.
“Eu fui lá, escondi um dinheiro”, afirmou Zettel, explicando que pretendia garantir recursos para continuar vivendo caso seus bens e contas fossem bloqueados.
O episódio ocorreu em outubro, pouco antes de o Banco Central determinar a liquidação do Banco Master. Zettel disse que não poderia falar sobre o assunto por telefone enquanto estivesse no exterior e só contou detalhes depois de retornar ao Brasil.
Conversas expõem relação entre cunhados
As gravações também revelam uma relação marcada por tensão entre Zettel e Vorcaro. Nas conversas com Marina, Zettel fazia críticas ao cunhado e o descrevia como alguém que tomava decisões impulsivas e colocava os negócios em risco.
Nas mensagens trocadas diretamente com Vorcaro, porém, o comportamento era diferente. Zettel demonstrava preocupação em manter a proximidade e buscava reconhecimento do cunhado, chegando a reclamar quando não recebia respostas.
Segundo as mensagens obtidas pela Polícia Federal e citadas pela piauí, Zettel também atuava em tarefas financeiras e administrativas para Vorcaro. Entre as funções estavam pagamentos, organização de contratos e outras demandas pessoais e empresariais.
Operador relata pagamentos e empresas
As conversas mencionadas pela reportagem mostram Zettel como responsável pela operacionalização de diferentes pagamentos atribuídos a Vorcaro. O material cita repasses a advogados, auxiliares, jornalistas e outras pessoas que, segundo a publicação, aparecem nas investigações.
Zettel também teria participado da movimentação de recursos por meio de empresas e fundos ligados às operações hoje investigadas. Entre elas está a Moriah Investimentos, empresa que ele dirigia e que aparece no contexto das apurações sobre o grupo.
Em determinado momento, preocupado com sua própria situação, Zettel afirmou que precisava se desvincular do ex-banqueiro. “Eu tenho que trabalhar para me descolar dele de qualquer jeito”, disse, segundo a reportagem.
Prisões e crise financeira
O Banco Master foi liquidado em 18 de novembro. Na véspera, Vorcaro havia sido preso pela Polícia Federal enquanto tentava embarcar para Dubai, em São Paulo.
Depois da liquidação, Zettel relatou à mulher que contas e bens haviam sido bloqueados e que telefones e outros equipamentos estavam sendo apreendidos. Ele também contou que havia mantido um telefone escondido em um compartimento de seu carro.
Vorcaro permaneceu preso por doze dias e depois foi solto mediante medidas cautelares, incluindo o uso de tornozeleira eletrônica. Posteriormente, voltou a ser preso em março, na mesma operação que também prendeu Zettel.
Quanto dinheiro teria sido levado para fora?
A declaração de Zettel sobre os supostos R$ 20 bilhões no exterior contrasta com os valores que, segundo a reportagem, foram efetivamente localizados pelas autoridades. O texto informa que cerca de R$ 2 bilhões em imóveis e outros bens ligados a Vorcaro foram encontrados e destinados ao ressarcimento de credores prejudicados pela quebra do Master.
A reportagem também menciona a liquidação da Titan Capital, holding controlada por Vorcaro nas Ilhas Cayman. Segundo o material, a empresa não possuía ativos disponíveis e acumulava dívidas superiores a R$ 1 bilhão.
O texto cita ainda informações atribuídas à colunista Miriam Leitão, de O Globo, segundo as quais o liquidante do Master teria rastreado um fundo não declarado por Vorcaro, que teria recebido recursos por meio de intermediários. O fundo, conforme a informação reproduzida pela piauí, teria ativos na casa de R$ 1 bilhão.
Vorcaro tenta acordo de delação
Desde a nova prisão, Daniel Vorcaro tenta fechar um acordo de delação premiada, segundo a reportagem. Até o momento, porém, não teria revelado o caminho do dinheiro mantido no exterior nem delatado pessoas próximas.
Fabiano Zettel, por sua vez, não estaria negociando um acordo de delação. As defesas dos dois foram procuradas pela piauí, mas não haviam se manifestado até a publicação do material.
Publicado originalmente em infoverus.com.br



