Ex-PM morto em confronto com a policia participou de atentado contra dono de site em Cuiabá
Enilton Rafael Santos Costa foi expulso da Polícia Militar após envolvimento em ataque contra o empresário Geandré Latorraca e morreu durante tentativa de executar um empresário
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O ex-policial militar Enilton Rafael Santos Costa, morto na manhã desta terça-feira (8) durante uma tentativa de homicídio em uma marmoraria de Sinop (500 km de Cuiabá), acumulava um histórico recente de envolvimento em crimes de grande repercussão. Expulso da Polícia Militar de Mato Grosso em novembro de 2024, ele era apontado como um dos participantes do atentado contra o empresário e proprietário do portal Estadão Mato Grosso, Geandré Latorraca, ocorrido pouco mais de um mês antes, em Cuiabá.
A exclusão da corporação ocorreu após a participação no episódio que teve ampla repercussão estadual e culminou na abertura de investigações sobre a atuação de policiais militares em ações criminosas.
Segundo as informações preliminares, Enilton foi até uma marmoraria em Sinop na manhã desta terça-feira com o objetivo de matar o proprietário do estabelecimento.
O empresário, que vinha relatando ameaças atribuídas ao ex-policial, já havia procurado apoio de um amigo policial militar, que passou a realizar rondas frequentes nas proximidades da empresa para evitar um possível ataque.
No momento em que Enilton chegou ao local, o policial encontrou o suspeito. Ao perceber que ele estaria armado, anunciou a abordagem. A situação evoluiu para um confronto, e o ex-PM foi atingido por cinco disparos de fuzil, morrendo ainda no local.
As informações iniciais apontam ainda que Enilton teria ligação com integrantes da facção criminosa Comando Vermelho, circunstância que também deverá ser aprofundada durante as investigações.
A área foi isolada para os trabalhos da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec), enquanto o corpo foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML). O caso ficará sob responsabilidade da Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).
Atentado contra empresário da comunicação
O nome de Enilton Rafael Santos Costa ganhou notoriedade em outubro de 2024, quando ele foi apontado como integrante do grupo que invadiu o restaurante Fonte do Paladar, em Cuiabá, para intimidar o empresário Geandré Latorraca, proprietário do portal Estadão Mato Grosso.
Na ocasião, segundo o relato da vítima, quatro homens chegaram ao estabelecimento após entrarem em contato alegando interesse na compra de marmitas. O encontro, no entanto, seria apenas um pretexto para atrair o empresário.
Assim que chegaram ao restaurante, os suspeitos revelaram o verdadeiro objetivo da visita: obrigar Geandré a gravar um vídeo afirmando que não mantinha relacionamento com uma mulher casada.
O empresário recusou a exigência e relatou ter sido coagido pelo grupo durante toda a ação.
“Eles sentaram e falaram que não era nada sobre marmita, mas que eles precisavam que eu gravasse um vídeo. Aí eu questionei e disseram que era para eu gravar o vídeo falando que não mexo com mulher casada. Eu neguei qualquer envolvimento e afirmei que não iria gravar nada”, declarou Geandré à época.
As investigações identificaram a participação do então policial militar na ação, fato que resultou na instauração de procedimento disciplinar dentro da corporação.
Expulsão da Polícia Militar
Pouco mais de um mês após o atentado contra o empresário da comunicação, Enilton foi oficialmente excluído dos quadros da Polícia Militar de Mato Grosso.
A decisão administrativa ocorreu em novembro de 2024, após a corporação concluir o procedimento disciplinar relacionado à participação do militar no episódio.
Desde então, ele passou a responder fora da instituição pelas acusações decorrentes do caso.
Agora, sua morte encerra uma trajetória marcada pelo envolvimento em investigações criminais que começaram ainda quando integrava a Polícia Militar e que culminaram, nesta terça-feira, em uma nova ocorrência violenta, durante uma tentativa de homicídio em Sinop.
A exclusão da corporação ocorreu após a participação no episódio que teve ampla repercussão estadual e culminou na abertura de investigações sobre a atuação de policiais militares em ações criminosas.
Segundo as informações preliminares, Enilton foi até uma marmoraria em Sinop na manhã desta terça-feira com o objetivo de matar o proprietário do estabelecimento.
O empresário, que vinha relatando ameaças atribuídas ao ex-policial, já havia procurado apoio de um amigo policial militar, que passou a realizar rondas frequentes nas proximidades da empresa para evitar um possível ataque.
No momento em que Enilton chegou ao local, o policial encontrou o suspeito. Ao perceber que ele estaria armado, anunciou a abordagem. A situação evoluiu para um confronto, e o ex-PM foi atingido por cinco disparos de fuzil, morrendo ainda no local.
As informações iniciais apontam ainda que Enilton teria ligação com integrantes da facção criminosa Comando Vermelho, circunstância que também deverá ser aprofundada durante as investigações.
A área foi isolada para os trabalhos da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec), enquanto o corpo foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML). O caso ficará sob responsabilidade da Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).
Atentado contra empresário da comunicação
O nome de Enilton Rafael Santos Costa ganhou notoriedade em outubro de 2024, quando ele foi apontado como integrante do grupo que invadiu o restaurante Fonte do Paladar, em Cuiabá, para intimidar o empresário Geandré Latorraca, proprietário do portal Estadão Mato Grosso.
Na ocasião, segundo o relato da vítima, quatro homens chegaram ao estabelecimento após entrarem em contato alegando interesse na compra de marmitas. O encontro, no entanto, seria apenas um pretexto para atrair o empresário.
Assim que chegaram ao restaurante, os suspeitos revelaram o verdadeiro objetivo da visita: obrigar Geandré a gravar um vídeo afirmando que não mantinha relacionamento com uma mulher casada.
O empresário recusou a exigência e relatou ter sido coagido pelo grupo durante toda a ação.
“Eles sentaram e falaram que não era nada sobre marmita, mas que eles precisavam que eu gravasse um vídeo. Aí eu questionei e disseram que era para eu gravar o vídeo falando que não mexo com mulher casada. Eu neguei qualquer envolvimento e afirmei que não iria gravar nada”, declarou Geandré à época.
As investigações identificaram a participação do então policial militar na ação, fato que resultou na instauração de procedimento disciplinar dentro da corporação.
Expulsão da Polícia Militar
Pouco mais de um mês após o atentado contra o empresário da comunicação, Enilton foi oficialmente excluído dos quadros da Polícia Militar de Mato Grosso.
A decisão administrativa ocorreu em novembro de 2024, após a corporação concluir o procedimento disciplinar relacionado à participação do militar no episódio.
Desde então, ele passou a responder fora da instituição pelas acusações decorrentes do caso.
Agora, sua morte encerra uma trajetória marcada pelo envolvimento em investigações criminais que começaram ainda quando integrava a Polícia Militar e que culminaram, nesta terça-feira, em uma nova ocorrência violenta, durante uma tentativa de homicídio em Sinop.
Publicado originalmente em infoverus.com.br


