Flávio Bolsonaro declara guerra contra o crime organizado do Brasil
Em evento de campanha no Rio de Janeiro, senador defendeu ações contra facções criminosas, ampliação do Farmácia Popular e manutenção dos programas sociais; candidato também prometeu menos impostos e crédito mais barato

O candidato à Presidência da República pelo PL, senador Flávio Bolsonaro, afirmou nesta sexta-feira (9) que está alinhado ao deputado estadual Douglas Ruas (PL-RJ), eleito governador do Rio de Janeiro, na proposta de declarar guerra ao crime organizado. A declaração foi feita durante um evento de campanha na Ilha Itanhangá, na Barra da Tijuca, onde o senador reuniu apoiadores e políticos.
Ao conversar com jornalistas durante um intervalo do evento, Flávio direcionou a promessa a grupos criminosos que atuam no país, citando facções e milícias. A fala foi apresentada como parte de sua proposta de segurança pública para o Brasil.
“Aos narcoterroristas de Comando Vermelho, PCC e milícias que estão aqui no Rio, estão em São Paulo, estão em todo o Brasil”.
Em 2003, quando era deputado estadual, Flávio propôs uma moção de louvor ao miliciano Adriano da Nóbrega. Dois anos depois, Adriano também recebeu a Medalha Tiradentes por iniciativa do então parlamentar.
Flávio nega intenção de acabar com programas sociais
Durante o ato de campanha, o senador chamou de “boatos” as informações de que pretende privatizar a Petrobras e acabar com o Bolsa Família. Ele afirmou que pretende manter os programas sociais e disse ser alvo de notícias falsas.
“Há várias mentiras circulando. Uma delas é que eu acabaria com o Bolsa Família. Isso é mentira”, declarou.
Segundo Flávio, o programa deverá ser direcionado às pessoas que mais precisam, com ações complementares de capacitação e qualificação profissional. O candidato afirmou que pretende transformar a iniciativa no “maior programa de mobilidade social que esse Brasil já viu”.
O senador também prometeu ampliar o Farmácia Popular, com entrega de medicamentos em domicílio e envio de avisos pelo celular sobre os horários das medicações.
A proposta foi apresentada apesar das críticas relacionadas ao orçamento do programa durante o governo de Jair Bolsonaro. No Projeto de Lei Orçamentária Anual de 2023, enviado ao Congresso em 2022, a previsão do governo era reduzir em 59% os recursos destinados ao Farmácia Popular, de R$ 2,04 bilhões para cerca de R$ 804 milhões, um corte aproximado de R$ 1,2 bilhão.
Candidato critica subsídios ao diesel e promete menos impostos
Flávio também criticou a política de subsídios do governo para conter o preço do diesel, que, segundo o texto, está em alta por causa da guerra no Irã. Ele afirmou que o fim dos incentivos poderia provocar aumento do combustível logo após as eleições.
Na área econômica, o candidato prometeu reduzir impostos, oferecer financiamento mais barato e incentivar o empreendedorismo entre as mulheres. Segundo ele, a economia de um eventual governo será “baseada na produtividade”.
O senador também agradeceu o apoio anunciado na véspera pelo candidato derrotado à Presidência Augusto Cury (Avante) e afirmou que mantém conversas com outros partidos em busca de novas alianças.
Publicado originalmente em infoverus.com.br



