Futebol e indústria de Mato Grosso: o jogo com o Japão vai além das fronteiras
Por Felipe Leonel2 min de leitura

Brasil e Japão se enfrentam pela primeira fase do mata-mata da Copa do Mundo, na próxima segunda-feira (29), em Houston. Fora do gramado, porém, a rivalidade dá lugar a uma relação comercial consolidada entre Mato Grosso e o mercado japonês.
Dados do setor de Internacionalização da Federação das Indústrias do Estado de Mato Grosso (Fiemt) mostram que as indústrias de MT exportaram US$ 41,4 milhões para o Japão, enquanto a importação foi de US$ 4,6 milhões nos cinco primeiros meses de 2026.
O presidente da Fiemt, Silvio Rangel, destaca que o país asiático ocupa a 24ª posição entre os destinos das exportações mato-grossenses, enquanto o estado é o sétimo maior exportador brasileiro para o mercado japonês.
"O Japão é um parceiro estratégico e um mercado que reconhece a qualidade dos produtos da nossa indústria. Essa relação comercial demonstra o potencial das empresas mato-grossenses para competir internacionalmente e ampliar sua presença em mercados cada vez mais exigentes", destaca Rangel.
Dentre os principais produtos exportados pela indústria nos últimos anos para o país asiático estão:
Resíduos de extração do óleo de soja
Carne de aves
Preparações de carnes
Órgãos de animais para indústria farmacêutica
Madeira beneficiada
Miudezas de animais
Ácido graxo
Gelatinas
No time das exportações da indústria para o Japão, os resíduos da extração do óleo de soja são os artilheiros, respondendo por 75% do volume embarcado. A carne de aves ocupa a vice-liderança (18%), seguida pelas preparações de carnes (4,3%). Em 2026, um novo jogador entrou em campo: o DDG, coproduto obtido na produção de etanol de milho.
Até o momento, o Brasil exportou 250 toneladas de DDG para os samurais azuis.
No sentido inverso, Mato Grosso importou US$ 4,6 milhões em produtos japoneses em 2026. Entre os principais itens estão:
Máquinas para indústria alimentícia
Máquinas de carga
Rolamentos e engrenagens
Motocicletas
Aparelhos de imagem e som
Bombas de ar
Outros acumuladores
Outros equipamentos elétricos
Outros instrumentos de medida
Aparelhos de som
Brasil x Japão: o placar dos números
O Observatório de Mato Grosso também reuniu dados comparativos entre Brasil e Japão. Segundo o levantamento, com base em informações do Banco Mundial, o Brasil possui população de 211,9 milhões de habitantes, enquanto o Japão registra 123,9 milhões.
Em extensão territorial, a diferença também é expressiva. O Brasil possui 8,5 milhões de km², enquanto o Japão tem 377 mil km². Apenas Mato Grosso, com mais de 900 mil km², já corresponde a mais de duas vezes o território japonês.
O crescimento populacional brasileiro é de 0,4% ao ano, acima do índice registrado no Japão, de 0,1%.
Por outro lado, o Japão apresenta indicadores econômicos superiores em alguns aspectos. O PIB per capita japonês é de US$ 32,4 mil, enquanto o brasileiro é de US$ 10,3 mil. O PIB total do Japão também supera o do Brasil, com US$ 4,04 trilhões, contra US$ 2,19 trilhões.
Dados do setor de Internacionalização da Federação das Indústrias do Estado de Mato Grosso (Fiemt) mostram que as indústrias de MT exportaram US$ 41,4 milhões para o Japão, enquanto a importação foi de US$ 4,6 milhões nos cinco primeiros meses de 2026.
O presidente da Fiemt, Silvio Rangel, destaca que o país asiático ocupa a 24ª posição entre os destinos das exportações mato-grossenses, enquanto o estado é o sétimo maior exportador brasileiro para o mercado japonês.
"O Japão é um parceiro estratégico e um mercado que reconhece a qualidade dos produtos da nossa indústria. Essa relação comercial demonstra o potencial das empresas mato-grossenses para competir internacionalmente e ampliar sua presença em mercados cada vez mais exigentes", destaca Rangel.
Dentre os principais produtos exportados pela indústria nos últimos anos para o país asiático estão:
Resíduos de extração do óleo de soja
Carne de aves
Preparações de carnes
Órgãos de animais para indústria farmacêutica
Madeira beneficiada
Miudezas de animais
Ácido graxo
Gelatinas
No time das exportações da indústria para o Japão, os resíduos da extração do óleo de soja são os artilheiros, respondendo por 75% do volume embarcado. A carne de aves ocupa a vice-liderança (18%), seguida pelas preparações de carnes (4,3%). Em 2026, um novo jogador entrou em campo: o DDG, coproduto obtido na produção de etanol de milho.
Até o momento, o Brasil exportou 250 toneladas de DDG para os samurais azuis.
No sentido inverso, Mato Grosso importou US$ 4,6 milhões em produtos japoneses em 2026. Entre os principais itens estão:
Máquinas para indústria alimentícia
Máquinas de carga
Rolamentos e engrenagens
Motocicletas
Aparelhos de imagem e som
Bombas de ar
Outros acumuladores
Outros equipamentos elétricos
Outros instrumentos de medida
Aparelhos de som
Brasil x Japão: o placar dos números
O Observatório de Mato Grosso também reuniu dados comparativos entre Brasil e Japão. Segundo o levantamento, com base em informações do Banco Mundial, o Brasil possui população de 211,9 milhões de habitantes, enquanto o Japão registra 123,9 milhões.
Em extensão territorial, a diferença também é expressiva. O Brasil possui 8,5 milhões de km², enquanto o Japão tem 377 mil km². Apenas Mato Grosso, com mais de 900 mil km², já corresponde a mais de duas vezes o território japonês.
O crescimento populacional brasileiro é de 0,4% ao ano, acima do índice registrado no Japão, de 0,1%.
Por outro lado, o Japão apresenta indicadores econômicos superiores em alguns aspectos. O PIB per capita japonês é de US$ 32,4 mil, enquanto o brasileiro é de US$ 10,3 mil. O PIB total do Japão também supera o do Brasil, com US$ 4,04 trilhões, contra US$ 2,19 trilhões.
Publicado originalmente em fiemt.ind.br



