Governo prevê entrega do BRT entre Cuiabá e Várzea Grande até dezembro de 2026
Sinfra apresentou cronograma na ALMT e afirmou que obras passaram por ajustes após problemas no contrato inicial e mudanças no projeto das estações
Por Everson Teodoro3 min de leitura

As obras do BRT no trecho entre a Avenida do CPA, em Cuiabá, e o Aeroporto Internacional Marechal Rondon, em Várzea Grande, devem ser concluídas até o fim de dezembro de 2026, segundo previsão apresentada pelo secretário de Estado de Infraestrutura e Logística (Sinfra), Marcelo Oliveira, durante audiência pública realizada nesta segunda-feira (13), na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT).
A reunião foi convocada para discutir o andamento das obras, os contratos, o cronograma de execução, os custos do empreendimento e as alterações realizadas no projeto. Durante a apresentação, a equipe técnica da Sinfra detalhou mudanças previstas para as 77 estações do sistema, a implantação do corredor da Avenida Fernando Corrêa da Costa, a aquisição de ônibus elétricos e as medidas adotadas após a rescisão do contrato com a primeira empresa responsável pela execução do projeto.
Antes de deixar a audiência pública, Marcelo Oliveira também afirmou que a venda dos trens e o leilão dos materiais remanescentes do antigo Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) devem resultar em mais de R$ 1 bilhão aos cofres públicos. O secretário defendeu a atual condução do projeto e afirmou que o Governo precisou lidar com dificuldades acumuladas desde o período em que o VLT foi planejado.
Segundo Oliveira, a primeira empresa contratada para executar o BRT não conseguiu cumprir as obrigações previstas no contrato, o que levou o Estado a rescindir o acordo, aplicar penalidades e reformular a execução do empreendimento.
O secretário também citou desafios relacionados ao crescimento populacional e ao aumento da frota de veículos entre 2012 e 2024, fatores que, segundo ele, impactaram o planejamento da mobilidade urbana na região metropolitana.
Alterações no projeto
Durante a audiência, o secretário-adjunto de Obras da Sinfra, Isac Nascimento, explicou que o projeto das estações passou por alterações para melhorar a estrutura e ampliar a durabilidade dos equipamentos. Entre as mudanças estão a substituição do sistema convencional de ar-condicionado por equipamentos industriais, instalação de vidros antivandalismo e adequações estruturais.
O trecho entre Cuiabá e Várzea Grande terá aproximadamente 15 quilômetros de extensão e contará com 25 ônibus elétricos. Já o corredor da Avenida Fernando Corrêa da Costa terá cerca de sete quilômetros, mas ainda não possui licitação lançada nem recursos empenhados.
De acordo com Nascimento, a previsão é que os trabalhos nesse trecho sejam iniciados somente no próximo ano. O processo para aquisição dos ônibus elétricos, por sua vez, segue em tramitação interna na Sinfra.
Cronograma alterado
O secretário-adjunto explicou ainda que o cronograma inicial do Lote 1 previa a conclusão do primeiro corredor estrutural de transporte coletivo entre o Terminal de Várzea Grande e o Terminal do CPA, em Cuiabá, em seis meses, com sete frentes de trabalho simultâneas entre o Viaduto da Sefaz e a Ponte Júlio Müller.
No entanto, após a abertura da primeira frente de obras, os impactos no trânsito provocaram reclamações da população e repercussão pública, levando a Sinfra a revisar a estratégia.
Segundo Nascimento, a abertura simultânea de todas as frentes poderia causar um colapso na mobilidade urbana da capital. Por isso, a execução passou a ocorrer de forma gradual, com planejamento conjunto com a Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana (Semob).
“As intervenções são planejadas em conjunto para definir quais trechos podem ser interditados, considerando também outras obras em andamento na cidade, como as executadas pela concessionária de abastecimento de água e esgotamento sanitário”, explicou o secretário-adjunto.
A Sinfra informou que o acompanhamento das obras continuará sendo feito de forma integrada com os órgãos municipais, buscando reduzir impactos no trânsito durante a execução do empreendimento.
A reunião foi convocada para discutir o andamento das obras, os contratos, o cronograma de execução, os custos do empreendimento e as alterações realizadas no projeto. Durante a apresentação, a equipe técnica da Sinfra detalhou mudanças previstas para as 77 estações do sistema, a implantação do corredor da Avenida Fernando Corrêa da Costa, a aquisição de ônibus elétricos e as medidas adotadas após a rescisão do contrato com a primeira empresa responsável pela execução do projeto.
Antes de deixar a audiência pública, Marcelo Oliveira também afirmou que a venda dos trens e o leilão dos materiais remanescentes do antigo Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) devem resultar em mais de R$ 1 bilhão aos cofres públicos. O secretário defendeu a atual condução do projeto e afirmou que o Governo precisou lidar com dificuldades acumuladas desde o período em que o VLT foi planejado.
Segundo Oliveira, a primeira empresa contratada para executar o BRT não conseguiu cumprir as obrigações previstas no contrato, o que levou o Estado a rescindir o acordo, aplicar penalidades e reformular a execução do empreendimento.
O secretário também citou desafios relacionados ao crescimento populacional e ao aumento da frota de veículos entre 2012 e 2024, fatores que, segundo ele, impactaram o planejamento da mobilidade urbana na região metropolitana.
Alterações no projeto
Durante a audiência, o secretário-adjunto de Obras da Sinfra, Isac Nascimento, explicou que o projeto das estações passou por alterações para melhorar a estrutura e ampliar a durabilidade dos equipamentos. Entre as mudanças estão a substituição do sistema convencional de ar-condicionado por equipamentos industriais, instalação de vidros antivandalismo e adequações estruturais.
O trecho entre Cuiabá e Várzea Grande terá aproximadamente 15 quilômetros de extensão e contará com 25 ônibus elétricos. Já o corredor da Avenida Fernando Corrêa da Costa terá cerca de sete quilômetros, mas ainda não possui licitação lançada nem recursos empenhados.
De acordo com Nascimento, a previsão é que os trabalhos nesse trecho sejam iniciados somente no próximo ano. O processo para aquisição dos ônibus elétricos, por sua vez, segue em tramitação interna na Sinfra.
Cronograma alterado
O secretário-adjunto explicou ainda que o cronograma inicial do Lote 1 previa a conclusão do primeiro corredor estrutural de transporte coletivo entre o Terminal de Várzea Grande e o Terminal do CPA, em Cuiabá, em seis meses, com sete frentes de trabalho simultâneas entre o Viaduto da Sefaz e a Ponte Júlio Müller.
No entanto, após a abertura da primeira frente de obras, os impactos no trânsito provocaram reclamações da população e repercussão pública, levando a Sinfra a revisar a estratégia.
Segundo Nascimento, a abertura simultânea de todas as frentes poderia causar um colapso na mobilidade urbana da capital. Por isso, a execução passou a ocorrer de forma gradual, com planejamento conjunto com a Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana (Semob).
“As intervenções são planejadas em conjunto para definir quais trechos podem ser interditados, considerando também outras obras em andamento na cidade, como as executadas pela concessionária de abastecimento de água e esgotamento sanitário”, explicou o secretário-adjunto.
A Sinfra informou que o acompanhamento das obras continuará sendo feito de forma integrada com os órgãos municipais, buscando reduzir impactos no trânsito durante a execução do empreendimento.
Publicado originalmente em infoverus.com.br



