Impactos da Reforma Tributária no Comércio Exterior exige preparação imediata das empresas, alerta seminário da Fiemt
Evento reuniu especialistas para orientar empresas sobre mudanças no sistema tributário e apresentar pontos que devem ser avaliados antes da transição para o novo modelo

Simular o impacto dos novos tributos no caixa, revisar a estrutura de importação, avaliar contratos de longo prazo, identificar créditos tributários e verificar possíveis perdas de benefícios fiscais. Esses são alguns dos pontos que as empresas precisam começar a analisar desde já diante da Reforma Tributária. O alerta foi apresentado durante o Seminário Impactos da Reforma Tributária no Comércio Exterior, realizado nesta quinta-feira (22) pelo Conselho Temático Tributário (CTT) da Federação das Indústrias de Mato Grosso (Fiemt).
Durante a palestra “Impactos da Reforma Tributária no Comércio Exterior”, o advogado especialista Dr. Yuri Witczak apresentou um checklist com 10 perguntas práticas que as empresas devem responder antes de 2027, com foco especialmente nas operações de importação e exportação.
Entre os principais pontos estão a necessidade de simular o impacto do IBS e da CBS no caixa das operações de comércio exterior, revisar a estrutura de importação, incluindo operações por conta e ordem, por encomenda e por meio de tradings, e verificar o regime tributário aplicável a cada operação.
O especialista também chamou atenção para a necessidade de avaliar a proteção das exportações, contratos de serviços com o exterior e possíveis teses tributárias preventivas. “A Reforma Tributária não é uma mudança que a empresa poderá deixar para resolver apenas quando as novas regras entrarem plenamente em vigor. É preciso começar agora a mapear operações, contratos, créditos, fornecedores e impactos no fluxo de caixa”, destacou Yuri durante a apresentação.
Prazo para revisão do PIS/Cofins
Um dos alertas apresentados durante a palestra foi o prazo de 31 de dezembro de 2026, considerado uma janela importante para a revisão tributária relacionada ao PIS/Cofins.
Segundo o especialista, a recomendação é que as empresas façam um levantamento dos créditos e passivos tributários antigos antes do encerramento do período, evitando que oportunidades de recuperação ou regularização sejam perdidas.
Para o superintendente da Fiemt, Lucas Barros, o acesso à informação é fundamental para que as empresas possam se antecipar às mudanças.
“Discussões como essa são fundamentais porque a Reforma Tributária traz mudanças profundas e que vão repercutir diretamente na atividade empresarial. O papel do Conselho Temático Tributário é justamente promover esse debate, aproximar especialistas e setor produtivo e contribuir para que as empresas tenham informação qualificada para compreender os impactos e se preparar para esse novo cenário.”, destacou o superintendente da Fiemt.
Publicado originalmente em fiemt.ind.br



