Justiça autoriza transferência de elefante que vive há 44 anos em zoológico para santuário em MT
Decisão unânime do TJ de São Paulo permite que Sandro seja levado para Chapada dos Guimarães, mas prefeitura promete recorrer
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O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) autorizou a transferência de Sandro, o único elefante macho asiático do Brasil, do Zoológico Municipal de Sorocaba para o Santuário de Elefantes Brasil (SEB), localizado em Chapada dos Guimarães. A decisão foi tomada por unanimidade pelos desembargadores e encerra mais um capítulo de uma disputa judicial que se arrasta há anos.
A medida representa uma vitória para entidades de proteção animal que defendem a mudança do elefante para um ambiente considerado mais adequado às suas necessidades físicas e comportamentais. Sandro vive no zoológico paulista desde 1982.
Apesar da decisão, a Prefeitura de Sorocaba informou que pretende recorrer para tentar impedir a transferência. Segundo a administração municipal, o animal possui idade avançada, não tem mais dentes e depende de uma alimentação especial preparada diariamente pela equipe do zoológico.
O prefeito de Sorocaba, Rodrigo Manga, afirmou ter recebido a decisão com preocupação e argumentou que a longa viagem até Mato Grosso pode representar riscos à saúde do elefante. Em nota, o município também ressaltou que Sandro recebe acompanhamento permanente de veterinários e biólogos e que o zoológico adota protocolos de bem-estar animal.
Mesmo com a possibilidade de recurso, o promotor Jorge Alberto Marum explicou que a medida não possui efeito suspensivo automático. Com isso, após a publicação oficial do acórdão, o Ministério Público poderá solicitar o início dos procedimentos necessários para a remoção do animal.
O destino de Sandro será o Santuário de Elefantes Brasil, considerado o primeiro da América Latina voltado ao acolhimento de elefantes que viveram em cativeiro. O local oferece áreas amplas e naturais para os animais, além de acompanhamento especializado.
A discussão sobre as condições em que o elefante vive ganhou força em setembro de 2025, quando o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) autuou a Prefeitura de Sorocaba. O órgão apontou irregularidades no recinto e classificou a situação como maus-tratos, aplicando multa diária de R$ 1,1 mil até que o espaço fosse adequadamente reformado ou que o animal fosse transferido.
Entre os problemas apontados estavam a altura do teto abaixo do mínimo exigido, tanque de água fora dos padrões estabelecidos e ausência de áreas adequadas de sombreamento. O caso também foi encaminhado ao Ministério Público para apuração criminal.
A controvérsia judicial envolvendo Sandro não é recente. Em 2022, a Justiça havia negado a transferência sob o argumento de que a idade avançada do animal poderia tornar a viagem arriscada. No entanto, uma nova ação civil pública apresentada em 2025 levou o tema novamente ao Judiciário.
Durante a tramitação do processo, foram realizadas perícias e análises técnicas para avaliar tanto as condições de saúde do elefante quanto a viabilidade da mudança. Os estudos resultaram na elaboração de um plano detalhado para garantir a segurança da operação.
Caso a transferência seja concretizada, a viagem seguirá uma série de exigências determinadas pela Justiça. Entre elas estão a presença de um veterinário especializado em grandes mamíferos, adaptação prévia do animal ao contêiner de transporte, monitoramento clínico contínuo, disponibilidade de alimentação, hidratação e medicamentos durante o percurso, além da definição de rotas e paradas planejadas para reduzir impactos da viagem.
Hoje com 53 anos, Sandro é um dos animais mais conhecidos do zoológico de Sorocaba. Em 2020, ele perdeu Haisa, companheira com quem viveu por duas décadas. Agora, a possibilidade de transferência para Chapada dos Guimarães coloca o elefante no centro de uma das maiores operações de transporte de animais de grande porte já planejadas no país.
A medida representa uma vitória para entidades de proteção animal que defendem a mudança do elefante para um ambiente considerado mais adequado às suas necessidades físicas e comportamentais. Sandro vive no zoológico paulista desde 1982.
Apesar da decisão, a Prefeitura de Sorocaba informou que pretende recorrer para tentar impedir a transferência. Segundo a administração municipal, o animal possui idade avançada, não tem mais dentes e depende de uma alimentação especial preparada diariamente pela equipe do zoológico.
O prefeito de Sorocaba, Rodrigo Manga, afirmou ter recebido a decisão com preocupação e argumentou que a longa viagem até Mato Grosso pode representar riscos à saúde do elefante. Em nota, o município também ressaltou que Sandro recebe acompanhamento permanente de veterinários e biólogos e que o zoológico adota protocolos de bem-estar animal.
Mesmo com a possibilidade de recurso, o promotor Jorge Alberto Marum explicou que a medida não possui efeito suspensivo automático. Com isso, após a publicação oficial do acórdão, o Ministério Público poderá solicitar o início dos procedimentos necessários para a remoção do animal.
O destino de Sandro será o Santuário de Elefantes Brasil, considerado o primeiro da América Latina voltado ao acolhimento de elefantes que viveram em cativeiro. O local oferece áreas amplas e naturais para os animais, além de acompanhamento especializado.
A discussão sobre as condições em que o elefante vive ganhou força em setembro de 2025, quando o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) autuou a Prefeitura de Sorocaba. O órgão apontou irregularidades no recinto e classificou a situação como maus-tratos, aplicando multa diária de R$ 1,1 mil até que o espaço fosse adequadamente reformado ou que o animal fosse transferido.
Entre os problemas apontados estavam a altura do teto abaixo do mínimo exigido, tanque de água fora dos padrões estabelecidos e ausência de áreas adequadas de sombreamento. O caso também foi encaminhado ao Ministério Público para apuração criminal.
A controvérsia judicial envolvendo Sandro não é recente. Em 2022, a Justiça havia negado a transferência sob o argumento de que a idade avançada do animal poderia tornar a viagem arriscada. No entanto, uma nova ação civil pública apresentada em 2025 levou o tema novamente ao Judiciário.
Durante a tramitação do processo, foram realizadas perícias e análises técnicas para avaliar tanto as condições de saúde do elefante quanto a viabilidade da mudança. Os estudos resultaram na elaboração de um plano detalhado para garantir a segurança da operação.
Caso a transferência seja concretizada, a viagem seguirá uma série de exigências determinadas pela Justiça. Entre elas estão a presença de um veterinário especializado em grandes mamíferos, adaptação prévia do animal ao contêiner de transporte, monitoramento clínico contínuo, disponibilidade de alimentação, hidratação e medicamentos durante o percurso, além da definição de rotas e paradas planejadas para reduzir impactos da viagem.
Hoje com 53 anos, Sandro é um dos animais mais conhecidos do zoológico de Sorocaba. Em 2020, ele perdeu Haisa, companheira com quem viveu por duas décadas. Agora, a possibilidade de transferência para Chapada dos Guimarães coloca o elefante no centro de uma das maiores operações de transporte de animais de grande porte já planejadas no país.
Publicado originalmente em infoverus.com.br
