Max Russi promete apoiar Pivetta para enxugar máquina pública em 2027, mas cobra serviços à população
Presidente da Assembleia afirma que ainda não foi procurado pelo governador eleito para discutir mudanças, mas se coloca à disposição para contribuir com a proposta antes ou durante a tramitação no Legislativo

O presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), Max Russi (Podemos), afirmou que apoiará o governador eleito Otaviano Pivetta (Republicanos) caso ele decida promover uma reforma administrativa em 2027 para reduzir a estrutura do Estado. Apesar de ainda não ter sido procurado para discutir o assunto, o parlamentar defendeu o enxugamento da máquina pública, desde que as mudanças não prejudiquem a prestação de serviços à população.
Max disse que tomou conhecimento das discussões sobre a possível reforma apenas por meio da imprensa. Mesmo sem conversas diretas com Pivetta sobre o tema, avaliou que o futuro governador terá autonomia para promover as alterações que considerar necessárias no início de sua gestão.
“Se o governador Pivetta entende que é o momento de fazer o enxugamento, que é o momento de diminuir a máquina, com certeza ele terá o meu apoio. Eu acho que o Estado mínimo, mas o Estado necessário, é o que nós precisamos trabalhar”, declarou.
Max se coloca à disposição para discutir proposta
O presidente da Assembleia afirmou que pretende contribuir com a elaboração da reforma caso seja chamado pelo governo. Ele também ressaltou que poderá participar das discussões quando o projeto chegar ao Legislativo, independentemente de uma eventual consulta prévia por parte de Pivetta.
Max citou sua experiência em diferentes funções públicas, como vereador, prefeito e chefe da Casa Civil, como parte de sua trajetória para colaborar com o debate. Segundo ele, a participação nas discussões deve ter como prioridade os interesses de Mato Grosso.
“Se for chamado para contribuir, eu vou dar a minha contribuição. Se não for, quando esse projeto chegar à Assembleia, eu vou dar a minha contribuição. Sempre pensando no melhor para Mato Grosso”, afirmou.
Presidente da Assembleia defende manutenção dos serviços essenciais
Apesar de sinalizar apoio à redução da estrutura administrativa, Max ressaltou que a reforma não deve ser tratada apenas como um corte de despesas ou de órgãos públicos. Para ele, o principal critério precisa ser a capacidade do Estado de atender às necessidades da população e garantir que as políticas públicas sejam efetivamente executadas.
O parlamentar afirmou que a reorganização administrativa deve preservar a prestação dos serviços essenciais e assegurar que as ações do governo cheguem aos cidadãos. A defesa, segundo ele, está alinhada ao discurso que adotou durante a campanha eleitoral e que pretende manter ao longo do mandato.
“As políticas públicas têm que chegar na ponta. A entrega tem que acontecer. Nós precisamos cuidar das pessoas. É isso que eu defendi durante a minha campanha política e eu vou defender agora durante o meu mandato”, completou.
Publicado originalmente em infoverus.com.br



