Quem é Rosângela 'Janja' da Silva, de militante histórica do PT a primeira-dama e figura ativa no governo
Socióloga e filiada ao PT desde os 17 anos, primeira-dama ganhou projeção nacional na campanha de 2022 e passou a atuar em pautas sociais e ambientais

Rosângela Lula da Silva, conhecida como Janja, ocupa um papel de destaque na vida pública brasileira desde a campanha presidencial de 2022. Mulher do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), reeleito neste domingo (25), ela se afastou do modelo tradicional de primeira-dama voltado principalmente a compromissos protocolares e ações assistenciais, buscando participar de forma mais ativa da agenda política e social do governo.
Nascida em 27 de agosto de 1966, em União da Vitória, no Paraná, Janja cresceu em Curitiba e se formou em Ciências Sociais pela Universidade Federal do Paraná (UFPR). Também possui especialização em História e MBA em Gestão Social e Sustentabilidade.
A aproximação com a política começou ainda na juventude. Ela se filiou ao Partido dos Trabalhadores (PT) em 1983, aos 17 anos, e acompanhou a trajetória da sigla desde seus primeiros anos. Na vida profissional, trabalhou na área de desenvolvimento sustentável da Itaipu Binacional, onde participou de programas de responsabilidade social, e também teve passagem pela Eletrobras.
Atuação como primeira-dama
Janja ganhou visibilidade nacional durante a campanha eleitoral de 2022, quando participou de atividades políticas ao lado de Lula e ajudou a aproximar a candidatura de artistas e influenciadores. Após a vitória do petista, também integrou a equipe de transição do governo.
Já como primeira-dama, passou a participar de agendas relacionadas aos direitos das mulheres, ao combate à fome, à sustentabilidade e à proteção social. Em compromissos internacionais, representou o Brasil em discussões sobre igualdade de gênero e enfrentamento à pobreza.
A atuação ampliada, porém, também alimentou discussões sobre os limites da função. A primeira-dama não ocupa um cargo eletivo e não possui atribuições constitucionais próprias, o que mantém em debate o alcance de sua participação nas atividades do governo.
Ao buscar uma presença mais ativa, Janja procura ampliar o espaço historicamente ocupado pelas primeiras-damas brasileiras. Sua proximidade com Lula e participação em agendas governamentais fizeram dela uma personagem relevante da conjuntura política. Enquanto apoiadores ressaltam sua atuação em pautas sociais, críticos questionam o grau de influência que exerce sobre as decisões presidenciais.
Relacionamento com Lula
Embora conhecesse Lula desde a década de 1990, Janja começou um relacionamento amoroso com o presidente em 2018, após a morte de Marisa Letícia, segunda mulher do petista, em 2017.
O namoro teve início enquanto Lula estava preso em Curitiba, onde permaneceu por 580 dias, entre 2018 e 2019. Naquele período, Janja visitava o então ex-presidente e mantinha contato com ele por meio de cartas.
A relação se tornou pública em novembro de 2019, quando Lula deixou a sede da Polícia Federal, em Curitiba. Em maio de 2022, os dois oficializaram a união em uma cerimônia realizada em São Paulo, poucos meses antes da eleição presidencial daquele ano.
Publicado originalmente em infoverus.com.br



