Quem são os cotados para ministérios, caso Flávio Bolsonaro seja eleito
Com a vantagem de Flávio Bolsonaro (PL) no primeiro turno contra Lula (PT), aliados do senador passaram a discutir nas últimas semanas os...

Com a vantagem de Flávio Bolsonaro (PL) no primeiro turno contra Lula (PT), aliados do senador passaram a discutir nas últimas semanas os possíveis nomes que vão ocupar cargos na Esplanada dos Ministérios.
Se eleito, Flávio tem o desafio de acomodar integrantes dos partidos do centrão -Republicanos, União, Progressistas, Podemos- que passaram a apoiar sua candidatura depois do primeiro turno. Oficialmente, a equipe do senador diz que não está discutindo pessoas.
O único confirmado por Flávio até agora foi o chefe do Ministério da Saúde. O candidato do PL convidou o médico oftalmologista Cláudio Lottenberg, do hospital Albert Einstein, para comandar a pasta.
Nos bastidores, se diz que as escolhas serão diferentes daquelas feitas pelo seu pai, Jair Bolsonaro, que privilegiou militares e ministros ideológicos. Flávio pode abrir espaço para políticos eleitos em outubro, desde que sejam figuras de peso nos partidos.
Ele ainda terá o desafio de acomodar os escolhidos em um desenho menor do que o atual, já que prometeu durante a campanha a redução do número de ministérios -hoje são 38.
Os nomes ventilados
Aliado de Flávio, o senador eleito por São Paulo Guilherme Derrite (PP) é o mais citado para assumir o Ministério da Segurança Pública, que deve ser recriado. Ex-secretário da área no governo de São Paulo, Derrite também é conhecido pela "linha dura" dentro das políticas de segurança.
O ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD), que foi candidato à Presidência, teve seu nome ventilado para o comando da pasta. Após ficar em quarto lugar no primeiro turno, ele declarou apoio a Flávio. Na ocasião, o senador elogiou as políticas de segurança pública implementadas pelo goiano, que foi chamado de "ministro" pela plateia presente.
Para educação, o UOL apurou que Flávio e seus aliados buscam uma pessoa com experiência no setor público. O secretário estadual de São Paulo, Renato Feder, e outros chefes da área na região Sul foram citados. A ideia é ter uma liderança alinhada politicamente.
Feder chegou a receber um convite para ser ministro durante o governo de Jair Bolsonaro. Secretário no Paraná, na época, ele negou a proposta após seu nome ser rejeitado por alas ideológicas do bolsonarismo. Quem assumiu foi o pastor presbiteriano Milton Ribeiro, que foi exonerado dois anos depois após a divulgação de um áudio em que ele dizia priorizar verbas a prefeituras ligadas a dois pastores. Meses depois, ele foi preso preventivamente.
A administradora de empresas Daniella Marques, braço-direito de Flávio na campanha e convidada a ser vice, deve ocupar o Ministério da Prosperidade, que pretende reunir programas sociais. A estrutura dessa pasta deve seguir a do atual Ministério do Desenvolvimento Social.
Outra aliada de Flávio, também convidada para vice e figura importante na aliança com o centrão no segundo turno, a senadora Tereza Cristina (PP-MS) deve ser contemplada com alguma pasta. Uma das possibilidades aventadas é o Ministério de Relações Exteriores.
Este é um dos pontos mais complexos do quebra-cabeça de Flávio. O Itamaraty é justamente a área na qual seu irmão Eduardo Bolsonaro mais tem interesse. O senador já disse, no entanto, que o ex-deputado não vai ocupar o cargo. A declaração abriu especulações sobre quais poderiam ser os ocupantes da vaga -Tereza Cristina aparece com mais força.
A senadora teve um papel importante em 2025 durante a crise do tarifaço, que teve o apoio de Eduardo. Tereza viajou aos EUA para se reunir com parlamentares americanos e conversou com diferentes agentes econômicos e políticos para amenizar a crise.
Flávio também já afirmou que a pasta da Agricultura será ocupada por uma indicação da Frente Parlamentar da Agropecuária. O nome mais cotado nos bastidores é o do deputado Pedro Lupion (PP-PR), atual presidente do grupo.
Publicado originalmente em infoverus.com.br



