Valor de mercado da Petrobras salta R$ 100 bi em duas semanas e alcança R$ 800 bi
Alta do barril do petróleo e rali eleitoral promovem valorização expressiva do papel

A valorização do barril do petróleo em 2026 e o rali das ações brasileiras após o resultado do primeiro turno das eleições promoveram um avanço firme nos papéis da Petrobras, que alçou a empresa a um novo recorde. A companhia alcançou pela primeira vez os R$ 800 bilhões em valor de mercado nesta quarta-feira.
Perto das 14h, os papéis preferenciais (PETR4, sem voto) da companhia avançavam 1,71%, aos R$ 57,81, enquanto as ações ordinárias (PETR3, com voto) valorizavam 2,23%, aos R$ 65,22. Só em 2026, os papéis ordinários já dobraram de tamanho, e apresentam valorização de 105%. Os preferenciais têm alta de 94%.
Com a marca, a empresa também lidera o ranking das maiores empresas da América Latina.
A alta do papel da companhia reflete o avanço do barril do petróleo em 2026. Com a eclosão do conflito entre Estados Unidos e Irã no fim de fevereiro, o barril do tipo Brent (referência internacional) acumula valorização de 75% em 2026. O óleo era negociado aos US$ 106 no início da tarde de hoje.
O avanço do valor do barril reflete diretamente nos resultados da companhia. No segundo trimestre, o lucro quase dobrou.
A empresa havia alcançado um recorde já no último dia 2, quando alcançou R$ 700 bi em valor de mercado, antes do rali eleitoral que catapultou o principal índice da Bolsa brasileira na semana passada. Do início do mês para hoje, os papéis preferenciais da petrolífera saltam 16%, enquanto os ordinários sobem 19%.
Clube dos R$ 100 bilhões cresce na B3
Após a alta expressiva após o primeiro turno das eleições presidenciais, a B3 passou a ter 12 empresas no clube dos três dígitos bilionários. Em valor de mercado, a Sabesp e a B3 passaram a ser avaliadas acima dos R$ 100 bilhões.
Levantamento da consultoria Elos Ayta mostrou que a empresa de saneamento era avaliada em R$ 99,5 bi em 2 de outubro, saltando a R$ 114,7 bi no dia 13. A B3, operadora da Bolsa, saltou de R$ 94,97 bi na sexta-feira véspera das eleições, para R$ 113,7 bi ontem.
No topo do ranking, a Petrobras segue como a mais valiosa da Bolsa brasileira e da América Latina. O Itaú vem em seguida, avaliado em R$ 570 bi.
Em terceiro lugar, o BTG Pactual ultrapassou a Vale. O banco de André Esteves passou a ser avaliado em R$ 309,6 bi, enquanto a mineradora saiu de R$ 306,8 bi em avaliação antes do primeiro turno para R$ 285 bi.
A desvalorização na mineradora acontece diante do recuo do minério de ferro, de cerca de 9% desde meados de agosto, e da realização dos investimentos em exportadoras antes do período eleitoral. Os investidores internacionais compraram papéis destas companhias — assim como Suzano e Embraer — para se protegerem em caso de um dólar mais apreciado. Desde o primeiro turno, no entanto, essas companhias têm desvalorizado diante de um dólar mais depreciado, o que afeta diretamente as receitas.
A lista das maiores companhias da B3 é seguida por:
- Ambev (R$ 166 bi)
- Weg (R$ 213,2 bi)
- Bradesco (R$ 213,1 bi)
- Axia (R$ 166,4 bi)
- e Banco do Brasil (R$ 138,4 bi)
Publicado originalmente em oglobo.globo.com
