ALMT terá 25% de renovação e Podemos forma maior bancada para 2027
Dos 24 eleitos, 18 já integram a atual composição da Casa; seis nomes chegam ou retornam ao Parlamento estadual na próxima legislatura

A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) terá 25% de renovação a partir de 2027. Com 100% das urnas apuradas, 18 dos 24 deputados eleitos já fazem parte da atual composição da Casa, enquanto seis nomes que não integram o grupo atual conquistaram uma cadeira para a próxima legislatura.
O Podemos será a maior força partidária do Parlamento estadual, com seis deputados eleitos. A legenda será representada por Max Russi, Ulysses Moraes, Beto Dois a Um, Alessandra Ferreira, Fabinho Tardin e Adelcino Lopo.
Max Russi terminou como o deputado estadual mais votado de Mato Grosso, com 86.934 votos. Lúdio Cabral (PT) ficou em segundo, com 86.107, apenas 827 votos atrás. Gilberto Cattani (PL) ocupou a terceira colocação, com 69.672 votos.
Na sequência aparecem Samantha do Abilio (PL), com 57.900 votos; Dilmar Dal Bosco (União), com 56.294; Ulysses Moraes (Podemos), com 56.207; Beto Dois a Um (Podemos), com 56.148; e Dr. João (MDB), com 55.955.
Os seis nomes que não fazem parte da atual composição e terão cadeira a partir de 2027 são Samantha do Abilio (PL), Ulysses Moraes (Podemos), Léo Bortolin (MDB), Alessandra Ferreira (Podemos), Alcino Barcelos (PL) e Adelcino Lopo (Podemos). Ulysses, entretanto, já passou pela Assembleia e exerceu mandato entre 2019 e 2023.
No total, 2.049.718 eleitores compareceram às urnas em Mato Grosso, o equivalente a 77,79% dos 2.634.992 eleitores aptos. A abstenção foi de 585.274 pessoas, ou 22,21%.
Na disputa pelas cadeiras da Assembleia, foram registrados 1.925.830 votos válidos, sendo 1.822.273 votos nominais e 103.557 votos de legenda. Outros 78.422 votos, correspondentes a 3,83%, foram brancos, enquanto 43.870, ou 2,14%, foram anulados.
Também foram registrados 1.596 votos anulados sub judice. O quociente eleitoral ficou em 80.243 votos, índice utilizado na distribuição das 24 cadeiras pelo sistema proporcional. A Justiça Eleitoral diferencia a apuração realizada em cada urna da totalização, que reúne os resultados de todas as seções para consolidar o resultado da eleição.
A composição dos 24 eleitos, em ordem de votação, ficou assim:
- Max Russi (Podemos) – 86.934 votos
- Lúdio Cabral (PT) – 86.107 votos
- Gilberto Cattani (PL) – 69.672 votos
- Samantha do Abilio (PL) – 57.900 votos
- Dilmar Dal Bosco (União) – 56.294 votos
- Ulysses Moraes (Podemos) – 56.207 votos
- Beto Dois a Um (Podemos) – 56.148 votos
- Dr. João (MDB) – 55.955 votos
- Léo Bortolin (MDB) – 51.040 votos
- Alessandra Ferreira (Podemos) – 50.802 votos
- Faissal (PL) – 41.039 votos
- Thiago Silva (MDB) – 40.856 votos
- Diego Guimarães (Republicanos) – 40.482 votos
- Valmir Moretto (Republicanos) – 37.653 votos
- Dr. Eugênio (Republicanos) – 36.700 votos
- Fabinho Tardin (Podemos) – 36.122 votos
- Nininho (Republicanos) – 33.438 votos
- Valdir Barranco (PT) – 32.137 votos
- Engº Sebastião Machado Rezende (União) – 32.108 votos
- Carlos Avallone (PSDB) – 31.035 votos
- Alcino Barcelos (PL) – 22.624 votos
- Adelcino Lopo (Podemos) – 21.146 votos
- Wilson Santos (PSD) – 19.911 votos
- Chico Guarnieri (PSDB) – 18.842 votos
Podemos lidera composição partidária
A eleição também alterou a distribuição das bancadas na Assembleia. O Podemos terá seis dos 24 deputados, ocupando sozinho um quarto das cadeiras. Além de Max Russi, foram eleitos Ulysses Moraes, Beto Dois a Um, Alessandra Ferreira, Fabinho Tardin e Adelcino Lopo.
PL e Republicanos terão quatro representantes cada. Pelo PL, foram eleitos Gilberto Cattani, Samantha do Abilio, Faissal e Alcino Barcelos. O Republicanos terá Diego Guimarães, Valmir Moretto, Dr. Eugênio e Nininho.
O MDB ficará com três cadeiras, ocupadas por Dr. João, Léo Bortolin e Thiago Silva. PT, União Brasil e PSDB terão dois deputados cada. Lúdio Cabral e Valdir Barranco representarão o PT; Dilmar Dal Bosco e Sebastião Rezende, o União; enquanto Carlos Avallone e Chico Guarnieri formarão a bancada do PSDB. O PSD terá Wilson Santos como único representante.
Reeleitos aumentaram votação
Entre os 18 integrantes da atual Assembleia que conseguiram permanecer no Legislativo, a maioria ampliou a votação em relação a 2022.
Max Russi passou de 70.328 para 86.934 votos, aumento de 16.606. Lúdio Cabral subiu de 47.533 para 86.107, crescimento de 38.574 votos. Gilberto Cattani avançou de 44.705 para 69.672, com acréscimo de 24.967.
Dilmar Dal Bosco passou de 42.156 para 56.294 votos, enquanto Dr. João mais que dobrou a votação, saindo de 24.957 para 55.955. Beto Dois a Um também teve crescimento expressivo, de 26.462 para 56.148 votos.
Faissal passou de 30.240 para 41.039 votos; Thiago Silva, de 30.506 para 40.856; Diego Guimarães, de 25.907 para 40.482; Valmir Moretto, de 25.207 para 37.653; Dr. Eugênio, de 25.378 para 36.700; Fabinho Tardin, de 29.709 para 36.122; Valdir Barranco, de 29.359 para 32.137; e Carlos Avallone, de 26.594 para 31.035 votos.
Três reeleitos, porém, tiveram desempenho inferior ao de quatro anos atrás. Nininho caiu de 50.875 para 33.438 votos; Sebastião Rezende passou de 36.919 para 32.108; e Wilson Santos recuou de 23.446 para 19.911 votos. Mesmo com a redução, os três garantiram a permanência na Assembleia pela distribuição proporcional das vagas.
Chico Guarnieri, que recebeu 18.842 votos e foi reeleito, tem uma situação diferente. Ele integra a atual composição da Assembleia, mas não estava entre os 24 candidatos originalmente eleitos em 2022.
Seis cadeiras serão ocupadas por novos nomes
A renovação de 25% ocorre com a saída de seis integrantes da atual composição. Janaina Riva (MDB) não concorreu novamente à Assembleia porque deixou a disputa proporcional para tentar uma vaga no Senado.
Outros deputados que buscaram a reeleição também não conseguiram ficar entre os 24 eleitos. Em 2022, Eduardo Botelho havia conquistado 51.998 votos; Júlio Campos, 33.800; Paulo Araújo, 24.551; Elizeu Nascimento, 22.415; e Juca do Guaraná, 20.723.
Com seis alterações entre as 24 cadeiras, a Assembleia que tomará posse em fevereiro de 2027 terá 75% de continuidade e 25% de renovação. Além da mudança nos nomes, o Legislativo estadual começa a próxima legislatura com uma nova correlação partidária, marcada pela liderança isolada do Podemos, que ocupará seis cadeiras.
Publicado originalmente em infoverus.com.br



