Após vitória de Lula, Gilmar Mendes destaca força da democracia e cobra harmonia entre Poderes
Ministro do STF elogiou a Justiça Eleitoral, ressaltou a participação dos eleitores e defendeu diálogo entre Judiciário, Executivo e Legislativo; por recomendação médica, ele não votou em Mato Grosso

O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), destacou a força da democracia brasileira após a reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), neste domingo (25), e defendeu o diálogo e a harmonia entre os Poderes. Em publicação na rede social X, o magistrado também elogiou a atuação da Justiça Eleitoral e ressaltou os índices de participação dos eleitores no segundo turno.
Ao comentar o resultado de uma disputa marcada pela polarização entre Lula e Flávio Bolsonaro (PL), Mendes afirmou que o eleitor teve papel central no processo eleitoral. Ele também destacou a redução das abstenções e dos votos brancos e nulos, apontando esses indicadores como sinais da vitalidade democrática do país.
“Em um pleito marcado por disputas acirradas, o protagonismo foi inteiramente do eleitor. Tivemos o menor percentual de abstenções e de votos brancos ou nulos dos últimos anos. A vitalidade, a força e a maturidade da democracia brasileira mais uma vez ficaram evidentes”, escreveu o ministro.
Ministro defende cooperação entre os Poderes
Na manifestação, Gilmar Mendes afirmou que o país precisa fortalecer a independência e a harmonia entre Judiciário, Executivo e Legislativo. Para ele, o respeito institucional e o diálogo são necessários para que as diferentes esferas do poder público atuem em benefício da população.
O ministro defendeu que os Poderes caminhem em conjunto, mantendo suas atribuições e respeitando as regras democráticas. Ao encerrar a mensagem, também manifestou reconhecimento aos eleitores e aos candidatos que participaram da disputa dentro das normas do processo eleitoral.
Gilmar Mendes não votou em Mato Grosso
Único mato-grossense a integrar o STF, Gilmar Mendes não participou da votação do segundo turno. Aos 70 anos, ele mantém domicílio eleitoral em Diamantino, município localizado a cerca de 208 quilômetros de Cuiabá, mas permaneceu em Brasília para se recuperar de uma lesão no braço.
Por orientação médica, o ministro não viajou a Mato Grosso para votar. A ausência ocorreu no mesmo dia em que ele publicou a mensagem sobre o resultado eleitoral e a importância do fortalecimento das instituições democráticas.
Publicado originalmente em infoverus.com.br



