Brasil bate recorde de feminicídios com 1.571 mulheres mortas em 2025
Anuário da Segurança Pública aponta aumento de 4% nos casos; país, porém, registrou a menor taxa de mortes violentas intencionais desde 2012
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O Brasil registrou, em 2025, o maior número de feminicídios desde o início da série histórica. De acordo com o 20º Anuário Brasileiro de Segurança Pública, divulgado nesta quarta-feira (23), 1.571 mulheres foram assassinadas por razões de gênero ao longo do ano, o equivalente a 4,3 vítimas por dia.
O total representa um aumento de 4% em comparação com 2024, quando foram contabilizados 1.504 feminicídios. Segundo o levantamento, 44,4% das mulheres assassinadas no país morreram em crimes motivados por questões de gênero, o maior percentual registrado desde que o feminicídio passou a integrar o Código Penal, em 2015.
As tentativas de feminicídio também cresceram. Em 2025, foram registrados 4.189 casos, alta de 5,9% em relação ao ano anterior. Na prática, para cada feminicídio consumado, houve quase três tentativas de assassinato.
Ao considerar os casos consumados e tentados, as regiões Centro-Oeste e Norte apresentaram os maiores índices do país, com taxas de 9,8 e 8 vítimas por 100 mil mulheres, respectivamente. Já as regiões Sudeste (4,2), Nordeste (4,8) e Sul (5,2) registraram os menores índices de violência letal de gênero.
Apesar do aumento dos feminicídios, o anuário mostra que o Brasil reduziu o número de mortes violentas intencionais (MVI). A taxa caiu de 20,6 para 19,1 casos por 100 mil habitantes entre 2024 e 2025, uma redução de 8,2% e o menor patamar desde o início da série histórica, em 2012.
Em números absolutos, foram registradas 40.775 mortes violentas intencionais em 2025, contra 44.127 no ano anterior. A categoria reúne homicídios dolosos, feminicídios, latrocínios, lesões corporais seguidas de morte, mortes decorrentes de intervenções policiais e mortes de policiais em serviço ou fora dele.
Foi a primeira vez que o indicador ficou abaixo de 20 mortes por 100 mil habitantes. Em 2012, a taxa era de 27,7 por 100 mil.
Os dados também apontam redução em diferentes tipos de crimes letais. Os homicídios dolosos caíram 10%, os latrocínios tiveram redução de 17% e as lesões corporais seguidas de morte recuaram 15,2%. Em contrapartida, as mortes provocadas por intervenção policial aumentaram 5,4%, enquanto os feminicídios cresceram 4%.
Embora a média nacional tenha apresentado queda, sete unidades da federação registraram aumento nas mortes violentas intencionais: Rio Grande do Norte (19,6%), Rondônia (7,5%), Acre (6,3%), Roraima (5,8%), Distrito Federal (5,8%), Mato Grosso do Sul (4,9%) e Rio de Janeiro (2,1%).
Entre os estados que reduziram os índices estão Amazonas (-32,5%), Rio Grande do Sul (-25,7%), Mato Grosso (-23,2%), Piauí (-15,7%), Paraná (-15,5%), Minas Gerais (-14,2%), Goiás (-12,7%), Santa Catarina (-11,1%), Bahia (-9,6%), Pernambuco (-9,3%), Espírito Santo (-8,4%), Ceará (-7,5%), Alagoas (-6,6%), Amapá (-5,9%), Paraíba (-3,9%), São Paulo (-3,9%), Pará (-3,7%), Sergipe (-3%), Tocantins (-2,2%) e Maranhão (-2,2%).
O total representa um aumento de 4% em comparação com 2024, quando foram contabilizados 1.504 feminicídios. Segundo o levantamento, 44,4% das mulheres assassinadas no país morreram em crimes motivados por questões de gênero, o maior percentual registrado desde que o feminicídio passou a integrar o Código Penal, em 2015.
As tentativas de feminicídio também cresceram. Em 2025, foram registrados 4.189 casos, alta de 5,9% em relação ao ano anterior. Na prática, para cada feminicídio consumado, houve quase três tentativas de assassinato.
Ao considerar os casos consumados e tentados, as regiões Centro-Oeste e Norte apresentaram os maiores índices do país, com taxas de 9,8 e 8 vítimas por 100 mil mulheres, respectivamente. Já as regiões Sudeste (4,2), Nordeste (4,8) e Sul (5,2) registraram os menores índices de violência letal de gênero.
Apesar do aumento dos feminicídios, o anuário mostra que o Brasil reduziu o número de mortes violentas intencionais (MVI). A taxa caiu de 20,6 para 19,1 casos por 100 mil habitantes entre 2024 e 2025, uma redução de 8,2% e o menor patamar desde o início da série histórica, em 2012.
Em números absolutos, foram registradas 40.775 mortes violentas intencionais em 2025, contra 44.127 no ano anterior. A categoria reúne homicídios dolosos, feminicídios, latrocínios, lesões corporais seguidas de morte, mortes decorrentes de intervenções policiais e mortes de policiais em serviço ou fora dele.
Foi a primeira vez que o indicador ficou abaixo de 20 mortes por 100 mil habitantes. Em 2012, a taxa era de 27,7 por 100 mil.
Os dados também apontam redução em diferentes tipos de crimes letais. Os homicídios dolosos caíram 10%, os latrocínios tiveram redução de 17% e as lesões corporais seguidas de morte recuaram 15,2%. Em contrapartida, as mortes provocadas por intervenção policial aumentaram 5,4%, enquanto os feminicídios cresceram 4%.
Embora a média nacional tenha apresentado queda, sete unidades da federação registraram aumento nas mortes violentas intencionais: Rio Grande do Norte (19,6%), Rondônia (7,5%), Acre (6,3%), Roraima (5,8%), Distrito Federal (5,8%), Mato Grosso do Sul (4,9%) e Rio de Janeiro (2,1%).
Entre os estados que reduziram os índices estão Amazonas (-32,5%), Rio Grande do Sul (-25,7%), Mato Grosso (-23,2%), Piauí (-15,7%), Paraná (-15,5%), Minas Gerais (-14,2%), Goiás (-12,7%), Santa Catarina (-11,1%), Bahia (-9,6%), Pernambuco (-9,3%), Espírito Santo (-8,4%), Ceará (-7,5%), Alagoas (-6,6%), Amapá (-5,9%), Paraíba (-3,9%), São Paulo (-3,9%), Pará (-3,7%), Sergipe (-3%), Tocantins (-2,2%) e Maranhão (-2,2%).
Publicado originalmente em infoverus.com.br



