Briga entre Michelle e Flávio Bolsonaro começa a afetar estratégia para eleição presidencial
Pesquisa aponta que mais eleitores concordam com Michelle Bolsonaro no conflito com Flávio, enquanto pré-campanha do senador tenta reorganizar estratégia para 2026
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O embate público entre Michelle Bolsonaro (PL) e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) deixou de ser apenas uma crise familiar e passou a interferir na articulação política para a próxima disputa presidencial. Pesquisas recentes mostram que o episódio alterou a percepção dos eleitores sobre os dois nomes ligados ao grupo do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Um levantamento Genial/Quaest indica que a ex-primeira-dama aparece em vantagem na avaliação dos entrevistados sobre a briga: 42% disseram concordar mais com a versão apresentada por Michelle, enquanto 18% declararam apoio a Flávio. Uma parcela de 22% afirmou não ficar ao lado de nenhum dos dois.
A pesquisa também mediu a repercussão da decisão de Michelle de divulgar um vídeo no qual relatou ter sido tratada de maneira ofensiva pelo enteado. Para 45% das pessoas ouvidas, a atitude foi correta. Já 38% avaliaram que ela não deveria ter tornado o episódio público.
O levantamento foi realizado entre 10 e 13 de julho, ouviu 2.004 pessoas e possui margem de erro de dois pontos percentuais.
O desentendimento começou após uma divergência envolvendo a formação de alianças do PL no Ceará. Michelle passou a defender a candidatura de Eduardo Girão (Novo-CE) ao governo estadual e se colocou contra uma possível aproximação do partido com Ciro Gomes (PSDB).
A discussão ganhou dimensão nacional depois que a ex-primeira-dama afirmou, em vídeo publicado em junho, que Flávio teria sido ríspido durante uma conversa e tentado limitar sua participação nas decisões políticas da legenda.
Michelle também declarou que os filhos de Bolsonaro estariam adotando uma postura conjunta contra ela. Flávio rebateu as acusações e afirmou que nunca desrespeitaria a mulher do próprio pai.
Mesmo dizendo que considerava o caso encerrado, o senador não conseguiu impedir que o episódio continuasse gerando repercussão dentro do campo bolsonarista.
A crise ganhou atenção especial porque Michelle era considerada uma das principais figuras do grupo para dialogar com o eleitorado feminino. A saída dela da presidência do PL Mulher aumentou a necessidade da pré-campanha de Flávio reorganizar sua estratégia.
Após deixar o comando da ala feminina do partido, Michelle informou que se dedicaria aos cuidados com Jair Bolsonaro e com a filha do casal.
Em resposta, a campanha do senador passou a ampliar a participação de outras mulheres em suas agendas. A esposa de Flávio, Fernanda Bolsonaro, passou a aparecer com mais frequência nas redes sociais e compromissos públicos.
Outro movimento foi o lançamento do programa “Brasil por Elas”, que reúne propostas voltadas para temas como saúde feminina, combate à violência contra a mulher, empreendedorismo, geração de renda e apoio a famílias.
Dentro da articulação política, a economista Daniella Marques passou a ser citada como uma das possibilidades para ocupar a vaga de vice na chapa de Flávio.
Ex-presidente da Caixa Econômica Federal, Daniella participou da apresentação do programa voltado às mulheres e começou a acompanhar compromissos da pré-campanha.
A definição, porém, ainda depende de negociações entre partidos aliados e acordos regionais. A direção do PL afirma que a escolha do vice deverá considerar um nome capaz de ampliar o alcance eleitoral da chapa.
Com o desgaste envolvendo Michelle, a presença feminina passou a ganhar ainda mais importância na construção da candidatura de Flávio Bolsonaro para a disputa presidencial.
Um levantamento Genial/Quaest indica que a ex-primeira-dama aparece em vantagem na avaliação dos entrevistados sobre a briga: 42% disseram concordar mais com a versão apresentada por Michelle, enquanto 18% declararam apoio a Flávio. Uma parcela de 22% afirmou não ficar ao lado de nenhum dos dois.
A pesquisa também mediu a repercussão da decisão de Michelle de divulgar um vídeo no qual relatou ter sido tratada de maneira ofensiva pelo enteado. Para 45% das pessoas ouvidas, a atitude foi correta. Já 38% avaliaram que ela não deveria ter tornado o episódio público.
O levantamento foi realizado entre 10 e 13 de julho, ouviu 2.004 pessoas e possui margem de erro de dois pontos percentuais.
O desentendimento começou após uma divergência envolvendo a formação de alianças do PL no Ceará. Michelle passou a defender a candidatura de Eduardo Girão (Novo-CE) ao governo estadual e se colocou contra uma possível aproximação do partido com Ciro Gomes (PSDB).
A discussão ganhou dimensão nacional depois que a ex-primeira-dama afirmou, em vídeo publicado em junho, que Flávio teria sido ríspido durante uma conversa e tentado limitar sua participação nas decisões políticas da legenda.
Michelle também declarou que os filhos de Bolsonaro estariam adotando uma postura conjunta contra ela. Flávio rebateu as acusações e afirmou que nunca desrespeitaria a mulher do próprio pai.
Mesmo dizendo que considerava o caso encerrado, o senador não conseguiu impedir que o episódio continuasse gerando repercussão dentro do campo bolsonarista.
A crise ganhou atenção especial porque Michelle era considerada uma das principais figuras do grupo para dialogar com o eleitorado feminino. A saída dela da presidência do PL Mulher aumentou a necessidade da pré-campanha de Flávio reorganizar sua estratégia.
Após deixar o comando da ala feminina do partido, Michelle informou que se dedicaria aos cuidados com Jair Bolsonaro e com a filha do casal.
Em resposta, a campanha do senador passou a ampliar a participação de outras mulheres em suas agendas. A esposa de Flávio, Fernanda Bolsonaro, passou a aparecer com mais frequência nas redes sociais e compromissos públicos.
Outro movimento foi o lançamento do programa “Brasil por Elas”, que reúne propostas voltadas para temas como saúde feminina, combate à violência contra a mulher, empreendedorismo, geração de renda e apoio a famílias.
Dentro da articulação política, a economista Daniella Marques passou a ser citada como uma das possibilidades para ocupar a vaga de vice na chapa de Flávio.
Ex-presidente da Caixa Econômica Federal, Daniella participou da apresentação do programa voltado às mulheres e começou a acompanhar compromissos da pré-campanha.
A definição, porém, ainda depende de negociações entre partidos aliados e acordos regionais. A direção do PL afirma que a escolha do vice deverá considerar um nome capaz de ampliar o alcance eleitoral da chapa.
Com o desgaste envolvendo Michelle, a presença feminina passou a ganhar ainda mais importância na construção da candidatura de Flávio Bolsonaro para a disputa presidencial.
Publicado originalmente em infoverus.com.br



