Café, carnes e frutas ficam mais baratos e puxam inflação para menor nível desde outubro de 2025
Inflação oficial teve o menor resultado mensal desde outubro de 2025; em 12 meses, índice acumula alta de 4,64%
4 min de leitura

A inflação oficial do país desacelerou em junho e fechou o mês com alta de 0,16% no Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), segundo dados divulgados nesta sexta-feira (10) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado foi o menor registrado desde outubro de 2025 e foi influenciado principalmente pela queda nos preços dos alimentos.
O recuo dos preços dos alimentos foi o primeiro desde novembro de 2025 e ajudou a reduzir o ritmo da inflação pelo quarto mês consecutivo. Em maio, o IPCA havia registrado alta de 0,58%.
No acumulado de 12 meses, a inflação soma 4,64%, acima da meta do governo, que prevê limite de até 4,5%, mas abaixo do resultado acumulado até maio, quando o índice estava em 4,72%. Em junho de 2025, a variação mensal havia sido de 0,24%.
No primeiro semestre de 2026, o IPCA acumula alta de 3,36%. O comportamento da inflação oficial nos últimos meses foi:
Junho: 0,16%
Maio: 0,58%
banner trinix 5
Abril: 0,67%
Março: 0,88%
Fevereiro: 0,70%
Janeiro: 0,33%
O resultado de junho ficou abaixo da expectativa do mercado. O relatório Focus, divulgado na segunda-feira (6) pelo Banco Central com projeções de agentes financeiros, estimava uma inflação de 0,32% para o período. Para o encerramento de 2026, a previsão do mercado é de IPCA em 5,3%.
Alimentos puxam queda
Dos nove grupos de produtos e serviços pesquisados pelo IBGE, o grupo Alimentação e bebidas foi o principal responsável pela redução do índice, com queda de 0,24% e impacto de -0,05 ponto percentual no IPCA.
Dentro do grupo, a alimentação no domicílio ficou 0,39% mais barata em média. Essa foi a primeira deflação desde novembro de 2025 e o menor resultado desde agosto de 2025, quando o segmento havia recuado 0,83%.
Já a alimentação fora do domicílio registrou alta de 0,15%.
Entre os produtos que mais contribuíram para a redução da inflação estão:
Café moído: -3,72% (-0,02 p.p.)
Frutas: -1,58% (-0,02 p.p.)
Carnes: -0,64% (-0,02 p.p.)
Açaí (emulsão): -14,41% (-0,01 p.p.)
Óleo de soja: -2,78% (-0,01 p.p.)
Tomate: -2,02% (-0,01 p.p.)
Segundo o analista da pesquisa, Fernando Gonçalves, a redução nos preços dos alimentos indica uma tendência de devolução de altas registradas anteriormente e também está relacionada ao aumento da oferta de alguns produtos, como o tomate.
Energia elétrica pressiona inflação
Apesar da queda nos alimentos, o grupo Habitação foi o que exerceu maior pressão de alta sobre o IPCA de junho, com avanço de 0,63% e impacto de 0,10 ponto percentual.
O principal fator foi a energia elétrica residencial, que aumentou 1,53%. A alta ocorreu devido à manutenção da bandeira tarifária amarela, que acrescenta R$ 1,885 a cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos, além de reajustes aplicados em Porto Alegre, Curitiba, Belo Horizonte e Rio de Janeiro.
Como o IPCA é calculado nacionalmente, os reajustes locais entram na composição da média da inflação brasileira.
Transportes têm alta, mas combustíveis ficam mais baratos
No grupo Transportes, que subiu 0,17% e teve impacto de 0,03 ponto percentual, as passagens aéreas foram o principal fator de pressão, com aumento de 7,12%.
Por outro lado, os combustíveis ficaram 0,48% mais baratos no período. As reduções foram:
Etanol: -3,09%
Óleo diesel: -1,19%
Gás veicular: -0,19%
Gasolina: -0,12%
Mais da metade dos itens teve alta
O índice de difusão do IPCA, que mede a proporção de produtos e serviços que tiveram aumento de preço, ficou em 54% em junho. O indicador mostra que mais da metade dos 377 itens pesquisados pelo IBGE registrou elevação.
Esse foi o menor percentual desde outubro de 2025, quando o índice de difusão ficou em 52%.
Na análise por grupos, os serviços tiveram alta de 0,34% em junho, abaixo do resultado de maio, quando avançaram 0,40%. Já os preços monitorados, que incluem itens como energia elétrica e combustíveis, subiram 0,29%, também abaixo da variação registrada no mês anterior, de 0,43%.
O IPCA é o indicador utilizado pelo Banco Central para acompanhar o cumprimento da meta de inflação definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). A meta atual é de 3%, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos, permitindo uma variação entre 1,5% e 4,5%.
Desde o início de 2025, a avaliação considera a inflação acumulada nos 12 meses anteriores, e a meta é considerada descumprida caso o índice permaneça acima do limite de tolerância por seis meses consecutivos.
O indicador mede o custo de vida das famílias com renda entre um e 40 salários mínimos. Para o cálculo, o IBGE acompanha os preços de 377 produtos e serviços em dez regiões metropolitanas — Belém, Fortaleza, Recife, Salvador, Belo Horizonte, Vitória, Rio de Janeiro, São Paulo, Curitiba e Porto Alegre — além de Brasília e das capitais Goiânia, Campo Grande, Rio Branco, São Luís e Aracaju.
O recuo dos preços dos alimentos foi o primeiro desde novembro de 2025 e ajudou a reduzir o ritmo da inflação pelo quarto mês consecutivo. Em maio, o IPCA havia registrado alta de 0,58%.
No acumulado de 12 meses, a inflação soma 4,64%, acima da meta do governo, que prevê limite de até 4,5%, mas abaixo do resultado acumulado até maio, quando o índice estava em 4,72%. Em junho de 2025, a variação mensal havia sido de 0,24%.
No primeiro semestre de 2026, o IPCA acumula alta de 3,36%. O comportamento da inflação oficial nos últimos meses foi:
Junho: 0,16%
Maio: 0,58%
banner trinix 5
Abril: 0,67%
Março: 0,88%
Fevereiro: 0,70%
Janeiro: 0,33%
O resultado de junho ficou abaixo da expectativa do mercado. O relatório Focus, divulgado na segunda-feira (6) pelo Banco Central com projeções de agentes financeiros, estimava uma inflação de 0,32% para o período. Para o encerramento de 2026, a previsão do mercado é de IPCA em 5,3%.
Alimentos puxam queda
Dos nove grupos de produtos e serviços pesquisados pelo IBGE, o grupo Alimentação e bebidas foi o principal responsável pela redução do índice, com queda de 0,24% e impacto de -0,05 ponto percentual no IPCA.
Dentro do grupo, a alimentação no domicílio ficou 0,39% mais barata em média. Essa foi a primeira deflação desde novembro de 2025 e o menor resultado desde agosto de 2025, quando o segmento havia recuado 0,83%.
Já a alimentação fora do domicílio registrou alta de 0,15%.
Entre os produtos que mais contribuíram para a redução da inflação estão:
Café moído: -3,72% (-0,02 p.p.)
Frutas: -1,58% (-0,02 p.p.)
Carnes: -0,64% (-0,02 p.p.)
Açaí (emulsão): -14,41% (-0,01 p.p.)
Óleo de soja: -2,78% (-0,01 p.p.)
Tomate: -2,02% (-0,01 p.p.)
Segundo o analista da pesquisa, Fernando Gonçalves, a redução nos preços dos alimentos indica uma tendência de devolução de altas registradas anteriormente e também está relacionada ao aumento da oferta de alguns produtos, como o tomate.
Energia elétrica pressiona inflação
Apesar da queda nos alimentos, o grupo Habitação foi o que exerceu maior pressão de alta sobre o IPCA de junho, com avanço de 0,63% e impacto de 0,10 ponto percentual.
O principal fator foi a energia elétrica residencial, que aumentou 1,53%. A alta ocorreu devido à manutenção da bandeira tarifária amarela, que acrescenta R$ 1,885 a cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos, além de reajustes aplicados em Porto Alegre, Curitiba, Belo Horizonte e Rio de Janeiro.
Como o IPCA é calculado nacionalmente, os reajustes locais entram na composição da média da inflação brasileira.
Transportes têm alta, mas combustíveis ficam mais baratos
No grupo Transportes, que subiu 0,17% e teve impacto de 0,03 ponto percentual, as passagens aéreas foram o principal fator de pressão, com aumento de 7,12%.
Por outro lado, os combustíveis ficaram 0,48% mais baratos no período. As reduções foram:
Etanol: -3,09%
Óleo diesel: -1,19%
Gás veicular: -0,19%
Gasolina: -0,12%
Mais da metade dos itens teve alta
O índice de difusão do IPCA, que mede a proporção de produtos e serviços que tiveram aumento de preço, ficou em 54% em junho. O indicador mostra que mais da metade dos 377 itens pesquisados pelo IBGE registrou elevação.
Esse foi o menor percentual desde outubro de 2025, quando o índice de difusão ficou em 52%.
Na análise por grupos, os serviços tiveram alta de 0,34% em junho, abaixo do resultado de maio, quando avançaram 0,40%. Já os preços monitorados, que incluem itens como energia elétrica e combustíveis, subiram 0,29%, também abaixo da variação registrada no mês anterior, de 0,43%.
O IPCA é o indicador utilizado pelo Banco Central para acompanhar o cumprimento da meta de inflação definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). A meta atual é de 3%, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos, permitindo uma variação entre 1,5% e 4,5%.
Desde o início de 2025, a avaliação considera a inflação acumulada nos 12 meses anteriores, e a meta é considerada descumprida caso o índice permaneça acima do limite de tolerância por seis meses consecutivos.
O indicador mede o custo de vida das famílias com renda entre um e 40 salários mínimos. Para o cálculo, o IBGE acompanha os preços de 377 produtos e serviços em dez regiões metropolitanas — Belém, Fortaleza, Recife, Salvador, Belo Horizonte, Vitória, Rio de Janeiro, São Paulo, Curitiba e Porto Alegre — além de Brasília e das capitais Goiânia, Campo Grande, Rio Branco, São Luís e Aracaju.
Publicado originalmente em infoverus.com.br



