Chico Guarnieri gastou R$ 44,72 por voto e teve maior custo entre deputados estaduais eleitos em MT

Chico Guarnieri (PSDB) teve, até agora, o voto mais caro entre os 24 deputados estaduais eleitos em Mato Grosso nas eleições de 2026. Com R$ 842,6 mil em despesas contratadas e 18.842 votos recebidos no domingo (4), a campanha declarou o equivalente a R$ 44,72 para cada voto conquistado.
O levantamento do Olhar Direto cruza a votação nominal dos candidatos à Assembleia Legislativa com as despesas declaradas à Justiça Eleitoral até esta quarta-feira (7). O cálculo considera o total de despesas contratadas dividido pelo número de votos recebidos.
Os números ainda são provisórios. As prestações de contas finais referentes ao primeiro turno começaram a ser encaminhadas em 5 de outubro e podem ser apresentadas até 3 de novembro, segundo o calendário do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Guarnieri declarou R$ 842.653,94 em despesas contratadas. Reeleito com 18.842 votos, o parlamentar apresenta uma relação de R$ 44,72 por voto.
O segundo maior custo entre os eleitos aparece com Valmir Moretto (Republicanos). O deputado recebeu 37.653 votos e declarou R$ 1.195.080,52 em despesas contratadas, equivalentes a R$ 31,74 por voto.
Adelcino Lopo (Podemos) vem logo depois. Eleito com 21.146 votos, declarou R$ 646 mil em despesas, uma relação de R$ 30,55 por voto.
Tardin e Nininho também passam de R$ 27
Fabinho Tardin (Podemos) declarou pouco mais de R$ 1 milhão em despesas contratadas e recebeu 36.122 votos. O custo declarado até agora é de R$ 28,23 por voto.
Nininho (Republicanos), com 33.438 votos e R$ 933,5 mil contratados, aparece logo atrás, com R$ 27,92 por voto.
Wilson Santos (PSD) registra R$ 21,68 por voto, enquanto Samantha do Abilio (PL), eleita com 57.900 votos, declarou R$ 1.218.793,08 em despesas contratadas, chegando a R$ 21,05 por voto.
Diego Guimarães (Republicanos), com 40.482 votos, aparece com R$ 20,61 por voto; Thiago Silva (MDB), com 40.856, registra R$ 20,49; e Dr. João (MDB), que recebeu 55.955 votos, chega a R$ 19,35.
Cattani e Ulysses têm menores custos entre eleitos
Na outra ponta do levantamento está Gilberto Cattani (PL). Reeleito com 69.672 votos, o deputado declarou R$ 93.276,19 em despesas contratadas. A relação é de R$ 1,34 por voto, a menor entre os 24 eleitos.
Ulysses Moraes (Podemos) aparece logo acima, com R$ 118.735,33 em despesas para 56.207 votos, equivalentes a R$ 2,11 por voto.
Alcino Barcelos (PL), eleito com 22.624 votos, declarou R$ 73.825,50 e registra R$ 3,26 por voto.
Entre os dois candidatos mais votados para a Assembleia, a relação também ficou abaixo da maior parte dos eleitos. Lúdio Cabral (PT) recebeu 86.107 votos e declarou R$ 642.848,75, chegando a R$ 7,47 por voto. Já Max Russi (Podemos), o mais votado com 86.934 votos, declarou R$ 1.009.037,65, o equivalente a R$ 11,61 por voto.
Veja quanto cada eleito declarou por voto:
Chico Guarnieri (PSDB) — 18.842 votos | R$ 842.653,94 em despesas | R$ 44,72 por voto
Valmir Moretto (Republicanos) — 37.653 votos | R$ 1.195.080,52 | R$ 31,74 por voto
Adelcino Lopo (Podemos) — 21.146 votos | R$ 646.000,00 | R$ 30,55 por voto
Fabinho Tardin (Podemos) — 36.122 votos | R$ 1.019.703,23 | R$ 28,23 por voto
Nininho (Republicanos) — 33.438 votos | R$ 933.598,59 | R$ 27,92 por voto
Wilson Santos (PSD) — 19.911 votos | R$ 431.623,50 | R$ 21,68 por voto
Samantha do Abilio (PL) — 57.900 votos | R$ 1.218.793,08 | R$ 21,05 por voto
Diego Guimarães (Republicanos) — 40.482 votos | R$ 834.256,45 | R$ 20,61 por voto
Thiago Silva (MDB) — 40.856 votos | R$ 836.947,17 | R$ 20,49 por voto
Dr. João (MDB) — 55.955 votos | R$ 1.082.850,88 | R$ 19,35 por voto
Alessandra Ferreira (Podemos) — 50.802 votos | R$ 843.301,20 | R$ 16,60 por voto
Leo Bortolin (MDB) — 51.040 votos | R$ 767.944,37 | R$ 15,05 por voto
Dilmar Dal Bosco (União) — 56.294 votos | R$ 735.633,70 | R$ 13,07 por voto
Beto Dois a Um (Podemos) — 56.148 votos | R$ 721.024,55 | R$ 12,84 por voto
Max Russi (Podemos) — 86.934 votos | R$ 1.009.037,65 | R$ 11,61 por voto
Valdir Barranco (PT) — 32.137 votos | R$ 342.019,63 | R$ 10,64 por voto
Carlos Avallone (PSDB) — 31.035 votos | R$ 321.606,61 | R$ 10,36 por voto
Faissal (PL) — 41.039 votos | R$ 407.124,55 | R$ 9,92 por voto
Dr. Eugênio (Republicanos) — 36.700 votos | R$ 303.818,34 | R$ 8,28 por voto
Lúdio Cabral (PT) — 86.107 votos | R$ 642.848,75 | R$ 7,47 por voto
Sebastião Machado Rezende (União) — 32.108 votos | R$ 191.706,71 | R$ 5,97 por voto
Alcino Barcelos (PL) — 22.624 votos | R$ 73.825,50 | R$ 3,26 por voto
Ulysses Moraes (Podemos) — 56.207 votos | R$ 118.735,33 | R$ 2,11 por voto
Gilberto Cattani (PL) — 69.672 votos | R$ 93.276,19 | R$ 1,34 por voto
Candidato não eleito chega a R$ 1,3 mil por voto
Quando considerados todos os candidatos, e não apenas os 24 eleitos, o custo unitário alcança valores muito maiores em campanhas que tiveram votação reduzida.
Celoir Guedes (PDT) recebeu apenas 30 votos e declarou R$ 40.000,51 em despesas contratadas. A divisão resulta em R$ 1.333,35 por voto, maior valor identificado no levantamento.
Itami dos Santos (PSD), suplente, aparece com R$ 1.294,92 por voto, após receber 36 votos e declarar R$ 46.617. Sillo (PDT) teve 19 votos e R$ 23.207,27 em despesas, chegando a R$ 1.221,44 por voto.
Esses valores devem ser interpretados levando em consideração o baixo número de votos. Como o indicador divide as despesas declaradas pela votação, uma candidatura com poucos votos pode apresentar custo unitário muito elevado mesmo tendo gasto total bastante inferior ao de campanhas mais competitivas.
Contas finais vão até 3 de novembro
Os valores utilizados no levantamento ainda podem mudar. As bases de despesas consultadas foram geradas em 7 de outubro, três dias depois do primeiro turno.
Pelo calendário eleitoral, o período para o encaminhamento das prestações de contas finais das candidaturas e partidos referentes ao primeiro turno começou em 5 de outubro e termina em 3 de novembro de 2026, 30 dias após a votação.
Até o encerramento desse prazo, despesas ainda podem ser declaradas e os valores apresentados no levantamento podem sofrer alterações. O TSE informa que o sistema de prestação de contas reúne a movimentação financeira das campanhas e os gastos eleitorais informados pelos candidatos e partidos.
Dessa forma, os números representam uma fotografia das informações disponíveis em 7 de outubro, e não o custo definitivo das campanhas.
Publicado originalmente em infoverus.com.br



