Dilmar aponta mudanças no PRD como ‘grande erro’ e diz que condução do partido prejudicou reeleição de Júlio e Botelho

O deputado estadual reeleito Dilmar Dal Bosco (União) atribuiu à condução do PRD parte das dificuldades enfrentadas por nomes como Júlio Campos (União) e Eduardo Botelho (PRD) na disputa por uma vaga na Assembleia Legislativa.
Ao analisar o resultado eleitoral, ele classificou como “desastre” a forma como o partido foi conduzido durante a janela partidária.
Segundo Dilmar, houve uma oportunidade de formar uma composição partidária mais competitiva, mas alguns nomes acabaram deixando de permanecer ou ingressar em siglas que, na avaliação dele, ofereciam melhores condições para a disputa proporcional.
“Eu acho que o grande erro da condução do Estado foi a questão do PRD e, para mim, foi um desastre o que fizeram com as pessoas que poderiam estar eleitas hoje de deputado estadual”, afirmou.
A crítica ocorre após o PRD e o Solidariedade alterarem o comando das estruturas estaduais às vésperas do fim da janela partidária. Na ocasião, Mauro Carvalho foi 'expulso' do comando do diretório regional. Ele afirmou ter sido surpreendido pela decisão da federação e disse que havia um entendimento político diferente em Mato Grosso.
O presidente nacional do PRD, Ovasco Resende, por outro lado, afirmou ao Olhar Direto que a mudança ocorreu porque a direção estadual não havia conseguido viabilizar uma chapa competitiva para deputado federal.
Dilmar também afirmou que alertou Botelho sobre o risco de deixar o União Brasil e avaliou que a permanência na legenda poderia ter produzido um resultado diferente para alguns candidatos.
“Eu falei para alguns colegas que eles estavam prepotentes. Falei: olha, eu não acho que seja viável você ir para outro partido ao invés de você ficar no partido que nós estamos, que era muito melhor. Tem uma história dentro do partido”, disse.
O deputado citou ainda a própria dinâmica eleitoral do União como argumento para sua avaliação.
“Toda vez que eu percebi o partido hoje do União Brasil, ele vota nos candidatos do seu partido. Eu acho que ele deveria ter ficado, por exemplo, dentro do União Brasil. Como também falei com outros colegas aí que correram o risco que poderiam ir para outro partido”, afirmou.
Publicado originalmente em infoverus.com.br



