Max Russi celebra votação histórica e maior bancada do Podemos: “Atingimos o objetivo”
Max reconheceu que, apesar de o Podemos já contar com seis parlamentares, ainda será necessário construir uma maioria para alcançar os votos necessários para ser eleito presidente

O deputado estadual Max Russi (Podemos) comemorou o resultado das urnas após ser confirmado como o candidato mais votado para a Assembleia Legislativa de Mato Grosso nas eleições deste domingo (04). Com 86.934 votos, Russi garantiu a reeleição e terminou à frente de Lúdio Cabral (PT), que recebeu 86.107 votos.
Além da votação expressiva, o presidente estadual do Podemos destacou o desempenho da chapa proporcional. O partido elegeu seis deputados estaduais e garantiu a maior bancada da Assembleia Legislativa para a legislatura que começa em 2027.
Visivelmente satisfeito com o resultado, Max afirmou que o desempenho superou as expectativas estabelecidas durante a campanha.
“Feliz. Atingimos o objetivo. O meu objetivo era fazer 71 mil votos. Fizemos, além disso. O objetivo era fazer seis, quase fizemos sete. Batemos na trave. Faltaram 600 votos para fazer sete deputados, ou seja, uma bancada, a maior bancada da Assembleia”, declarou.
Segundo o parlamentar, além das seis cadeiras conquistadas para a Assembleia, o grupo também conseguiu eleger um deputado federal e garantir uma suplência no Senado. Para Max, o resultado representa a consolidação de uma estratégia construída ao longo do período eleitoral.
“Conseguimos eleger um deputado federal. Então, elegemos um deputado federal, um suplente de senador. Foi bom, foi bom. Deu tudo certo. Agora é comemorar e trabalhar muito pelo nosso Mato Grosso nos próximos quatro anos”, afirmou.
Russi também destacou o desempenho da chapa estadual e ressaltou que o projeto do partido sempre foi alcançar a maior bancada possível na Assembleia. O Podemos elegeu, além de Max Russi, Ulysses Moraes, Beto Dois a Um, Alessandra Ferreira, Fabinho Tardin e Adelcino Lopo.
“Eu lancei muita gente que é companheiro meu, mas que foi para disputar a eleição, para ajudar o partido, que colaborou. E o projeto era esse. O projeto nosso era fazer a maior bancada na Assembleia, era fazer seis. Conseguimos seis, quase tivemos uma surpresa positiva. Como eu falei, 600 votos, a gente fazia sete. 600 votos na chapa, faltou muito pouco”, explicou.
O presidente do Podemos também avaliou que a composição da chapa foi determinante para o resultado e lembrou que a campanha envolveu candidatos de diferentes regiões do Estado. Para ele, o desempenho eleitoral foi consequência do trabalho desenvolvido pelo grupo e da confiança conquistada junto aos eleitores.
“O voto não é algo fácil. Eu sempre falo que o voto é muito difícil. Você conquistar o coração, conquistar a pessoa para votar em você não é fácil. E eu tenho a felicidade de ter tido essa eleição. Olha, muito feliz, muito feliz, porque a expectativa foi superada”, disse.
Max também comemorou o resultado das alianças firmadas pelo grupo durante a eleição. O deputado lembrou que o Podemos decidiu apoiar Otaviano Pivetta na disputa pelo Governo de Mato Grosso e avaliou que as escolhas feitas pelo partido foram confirmadas pelo resultado das urnas.
“Todas as decisões foram acertadas, todas as decisões. Muitas vezes você não compreende uma decisão, você raciocina, muita gente não entende, não compreende, mas só sabe no resultado, só sabe no final”, afirmou.
Ao analisar especificamente a chapa para deputado federal, Max falou da estratégia adotada pelo partido e afirmou que o desempenho ficou dentro do planejamento traçado antes da eleição.
“Nós montamos um time, falamos para o pessoal a verdade, nos comprometemos. Falamos que íamos eleger seis. Eu conhecia a nossa chapa, conhecia cada região, cada candidato. Então, olha, é só alegria. Deus abençoou, Deus me permitiu que a gente fizesse uma candidatura linda”, declarou.
O deputado atribuiu ainda a votação recebida ao trabalho desenvolvido ao longo dos últimos quatro anos e às pautas defendidas durante o mandato.
“A população abraçando a gente, a população recebendo a gente, a nossa proposta chegando, os quatro anos de trabalho, as causas que a gente assumiu para receber, para defender, foram importantes e nos deram essa votação. E uma votação de trabalho. Meus votos foram votos de trabalho, de trabalho, de trabalho”, afirmou.
O parlamentar ainda comentou que um candidato que desistiu da disputa poderia ter alterado o resultado final da legenda.
“Teve um candidato que desistiu. Se ele não desistisse, ele teria pelo menos uns 3, 4 mil votos, nós tínhamos feito a sétima vaga. Mas seis foi esperado, ninguém acreditava. Todo mundo: ‘O Max vai fazer quatro, vai fazer cinco’. Eu falei: não, nós vamos fazer seis, podendo ser sete. Quase foi sete”, afirmou.
Com a vitória pessoal e o fortalecimento do Podemos na Assembleia, Max também passou a mirar um novo objetivo: a continuidade na Presidência da Casa. Ele afirmou que pretende colocar novamente seu nome à disposição dos colegas, mas ressaltou que a decisão dependerá da maioria dos deputados.
“Facilita, facilita. É o projeto. Agora termina um, começa outro, né? Vai ser esse o próximo projeto aí. Espero contar com meus pares. A gente fez uma campanha muito limpa, sem deslealdade, valorizando todos os deputados que estão na Assembleia”, declarou.
Max ressaltou que a eventual candidatura à Presidência não será uma decisão individual, mas dependerá da construção de apoio entre os parlamentares.
“Não vai ser uma vontade do deputado, tem que ser uma vontade da maioria entender que nós fizemos um bom trabalho nesses últimos quase dois anos aí e podemos continuar representando aquela casa”, afirmou.
Max reconheceu que, apesar de o Podemos já contar com seis parlamentares, ainda será necessário construir uma maioria para alcançar os votos necessários para ser eleito presidente.
“Essa bancada já tem seis votos. Mas o que ganha não é seis, né? Precisa ter 13, então falta sete ainda. É lógico que é uma composição, né? Tem outros atores aí que vão compor nessa chapa, mas a gente vai procurar conversar com todo mundo”, explicou.
Por fim, o deputado agradeceu aos eleitores e afirmou que pretende transformar a expressiva votação recebida em compromisso para o próximo mandato.
“Quero agradecer aos 87 mil mato-grossenses que confiaram, que acreditaram no Max, no 20, na nossa proposta, no nosso trabalho. E pode ter certeza que vamos honrar muito esses votos nos próximos quatro anos”, concluiu.
Publicado originalmente em 24horasmt.com.br



