Paraguai apreende jatinhos, iate e carros de luxo de CEO ligado ao Ueno Bank
Federico Vázquez está entre os oito presos na investigação sobre supostas irregularidades financeiras que atingiram o banco; veículos foram avaliados em US$ 14 milhões

O Ministério Público e a Polícia Nacional do Paraguai apreenderam dois jatinhos, um iate e sete carros de luxo que seriam ligados a Federico Miguel Vázquez, CEO do Grupo Vázquez, principal controlador do Ueno Bank. O executivo está entre as oito pessoas presas na investigação sobre um suposto esquema de irregularidades financeiras envolvendo a instituição.
As apreensões ocorreram entre a noite de quinta-feira (5) e a manhã desta sexta-feira (6), em diferentes cidades paraguaias. A operação foi realizada um dia depois da prisão dos investigados e em meio à repercussão do escândalo financeiro que também resultou na renúncia do presidente do Paraguai, Santiago Peña.
Iate e aeronaves são localizados em operações
Segundo o jornal paraguaio ABC Color, agentes do Ministério Público e policiais do Departamento contra Crimes Econômicos e Financeiros foram até o condomínio Agua Vista, em San Juan del Paraná, onde encontraram um iate da fabricante italiana Azimut Yachts.
Outra diligência ocorreu no aeroporto de Luque. No local, foi apreendido um jatinho particular que seria de Vázquez, encontrado em um hangar. Uma segunda aeronave também foi retida pelas autoridades. Ela estava registrada em nome do Ueno Bank.
Na residência do executivo, em Assunção, os agentes apreenderam sete veículos de luxo. De acordo com o jornal Última Hora, os automóveis foram avaliados em US$ 14 milhões, o equivalente a aproximadamente R$ 77,05 milhões. Para retirar os carros do imóvel, os policiais precisaram utilizar guindastes.
Investigação aponta suspeita de créditos irregulares
Segundo o Ministério Público paraguaio, Vázquez teria participado da aprovação de linhas de crédito consideradas irregulares e da transferência de recursos para outras empresas ligadas ao Ueno.
Entre os episódios investigados está uma operação envolvendo a suposta venda simulada de uma carteira de crédito de US$ 74,4 milhões pela empresa Vinanzas SA, que pertenceria ao grupo. Conforme a investigação, a aquisição teria sido financiada com dinheiro emprestado pelo próprio Ueno Bank e repassado por meio de outras empresas.
O executivo também é apontado como ligado a outras empresas relacionadas ao banco e suspeitas de participação no esquema, como Itti, Grupo Mowi e Grupo M. A investigação ainda aponta empréstimos milionários concedidos a familiares ligados às empresas Aime e Franede SA, também citadas como participantes da suposta fraude.
As suspeitas são objeto de investigação das autoridades paraguaias.
Publicado originalmente em infoverus.com.br


