Paula Calil diz que grupo ‘jogou a toalha’ e defende Câmara sem conflitos após eleição
Presidente afirma que decisão de apoiar Ilde Taques ocorreu após grupo reconhecer falta de votos e defende relação independente com o Executivo

A presidente da Câmara de Cuiabá, Paula Calil (PL), afirmou que seu grupo decidiu “jogar a toalha” na disputa pela presidência do Legislativo após perceber que Dilemário Alencar (União), escolhido como plano B, não tinha votos suficientes para enfrentar Ilde Taques (Podemos).
Segundo Paula, a decisão foi tomada em uma conversa com os vereadores aliados na manhã desta terça-feira (6), antes da eleição. Com a consolidação de 15 votos em torno de Ilde, o grupo optou por apoiar a chapa única e evitar uma disputa que poderia ampliar os conflitos entre os parlamentares.
“Hoje pela manhã tivemos uma conversa com os vereadores do nosso grupo para que a gente acompanhasse essa chapa. Uma vez que nós temos 15 vereadores que declararam o voto ao vereador Ilde Taques, a gente sinalizou de uma forma positiva para que votássemos na chapa”, afirmou.
‘Queremos uma Câmara harmônica’
Ao comentar o resultado, Paula disse que considera importante iniciar um processo de pacificação entre os vereadores. Para ela, a prioridade agora é garantir um ambiente de trabalho com menos conflitos dentro do Legislativo.
“Nós queremos uma Câmara harmônica, uma Câmara que não tenha conflitos entre os pares, e que a gente tenha um bom ambiente de trabalho. Os nossos interesses maiores são os interesses da população”, declarou.
A presidente também comentou a possibilidade de articulações externas terem influenciado a eleição, especialmente uma eventual participação do presidente da Assembleia Legislativa, Max Russi (Podemos), em favor de Ilde. Paula evitou afirmar que houve interferência direta, mas reconheceu que diferentes forças políticas fazem parte da disputa.
“Eu não posso dizer que houve uma interferência da Assembleia Legislativa, mas a gente entende que é um conjunto. É um mundo político, nós temos a Assembleia Legislativa, nós temos o Executivo Municipal, nós temos a Câmara de Vereadores, então tudo é um conjunto”, afirmou.
Paula rebate críticas à gestão
Ao avaliar os últimos um ano e dez meses à frente da Câmara, Paula defendeu a relação construída com o prefeito Abilio Brunini (PL), mas ressaltou que, segundo ela, o Legislativo manteve sua independência.
“Desde o início a gente vem trabalhando para termos uma Câmara que defenda realmente os interesses da população, que nós temos um convívio harmônico com o Executivo, de forma independente e harmônica”, disse.
Paula também rebateu a avaliação de que sua gestão teria transformado a Câmara em um “puxadinho do Executivo”. Ela argumentou que as decisões não são tomadas individualmente pela presidência, mas pelo conjunto dos vereadores durante as votações em plenário.
“E quando você fala ‘puxadinho do Executivo’, como assim? Se quem avalia é o plenário. O voto aqui não é um voto único, monocrático, o voto é do plenário”, afirmou.
Como exemplo, a presidente citou a rejeição da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), apontando o episódio como demonstração de que os vereadores não seguem necessariamente as orientações do Executivo.
‘Procuramos cuidar da Câmara’
Paula também destacou medidas que considera como parte do legado de sua gestão. Entre elas, citou ações de economicidade, melhorias estruturais, aquisição de equipamentos, iniciativas voltadas aos servidores e a inauguração da Procuradoria Especial da Mulher.
Outro ponto mencionado foi a implantação do refeitório para os funcionários da Câmara. Segundo a presidente, as ações buscaram melhorar as condições oferecidas aos servidores e a estrutura da própria Casa.
“Procuramos cuidar da Câmara como ela merece, cuidar dos servidores, dar condições para que os servidores desenvolvam o seu trabalho”, afirmou.
Publicado originalmente em infoverus.com.br



