PF aponta suposto uso de familiares de Mendes, Carvalho e Garcia em esquema investigado na Operação Heritage
Investigação do STF apura se parentes de autoridades foram utilizados para ocultar beneficiários finais de recursos relacionados ao acordo com a Oi
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A Polícia Federal e o Ministério Público Federal apontam que familiares do ex-governador Mauro Mendes (União), do secretário-chefe da Casa Civil, Mauro Carvalho, e do deputado federal Fábio Garcia (União) teriam sido utilizados em uma suposta estrutura de lavagem de dinheiro investigada na Operação Heritage, que apura irregularidades envolvendo um acordo de R$ 308 milhões entre o Governo de Mato Grosso e a empresa Oi S.A.
Segundo a investigação, a suposta estratégia teria usado fundos de investimento e empresas intermediárias para fragmentar os recursos e dificultar a identificação dos beneficiários finais das operações financeiras.
Conforme os investigadores, valores relacionados ao acordo teriam sido direcionados para estruturas empresariais ligadas às famílias dos investigados, criando uma aparência de regularidade em transações societárias que, na avaliação da PF e do MPF, poderiam ter servido para ocultar uma eventual destinação irregular de recursos públicos.
A apuração aponta que o mecanismo funcionaria por meio de diferentes camadas financeiras, com fundos de investimento, pessoas jurídicas e operações societárias utilizadas para afastar a ligação direta entre o dinheiro e os supostos beneficiários.
A investigação ainda está em andamento e os fatos são tratados como suspeitas pelas autoridades. Os envolvidos poderão apresentar suas versões e exercer o direito de defesa ao longo do processo.
Nome da operação
A Operação Heritage faz referência à palavra em inglês que significa “herança” ou “patrimônio”. O termo também é associado a valores, bens e tradições transmitidos entre gerações, relação que, segundo os investigadores, teria ligação simbólica com a suspeita de utilização de vínculos familiares na estrutura analisada.
Segundo a investigação, a suposta estratégia teria usado fundos de investimento e empresas intermediárias para fragmentar os recursos e dificultar a identificação dos beneficiários finais das operações financeiras.
Conforme os investigadores, valores relacionados ao acordo teriam sido direcionados para estruturas empresariais ligadas às famílias dos investigados, criando uma aparência de regularidade em transações societárias que, na avaliação da PF e do MPF, poderiam ter servido para ocultar uma eventual destinação irregular de recursos públicos.
A apuração aponta que o mecanismo funcionaria por meio de diferentes camadas financeiras, com fundos de investimento, pessoas jurídicas e operações societárias utilizadas para afastar a ligação direta entre o dinheiro e os supostos beneficiários.
A investigação ainda está em andamento e os fatos são tratados como suspeitas pelas autoridades. Os envolvidos poderão apresentar suas versões e exercer o direito de defesa ao longo do processo.
Nome da operação
A Operação Heritage faz referência à palavra em inglês que significa “herança” ou “patrimônio”. O termo também é associado a valores, bens e tradições transmitidos entre gerações, relação que, segundo os investigadores, teria ligação simbólica com a suspeita de utilização de vínculos familiares na estrutura analisada.
Publicado originalmente em infoverus.com.br



