Secretário abandona audiência do BRT após tensão com deputados na ALMT: "Isso vai me infartar"
Secretário da Sinfra deixou reunião após se irritar com cobranças sobre contratos e custo das obras do modal
Por Everson Teodoro2 min de leitura

O secretário de Estado de Infraestrutura e Logística (Sinfra), Marcelo de Oliveira, conhecido como Marcelo Padeiro, abandonou uma audiência pública na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), nesta segunda-feira (13), após afirmar que o clima da discussão sobre as obras do BRT poderia lhe causar um infarto. A audiência foi solicitada pelo deputado estadual Lúdio Cabral (PT) para esclarecer o andamento dos contratos do modal, os cronogramas, a execução financeira e o aumento dos custos da obra, que já ultrapassam R$ 530 milhões.
Visivelmente irritado com os questionamentos feitos pelos parlamentares, Marcelo interrompeu sua participação e justificou a saída afirmando que preferia deixar o plenário para preservar a própria saúde.
"Tem coisa que eu quero falar, mas não vou falar. Isso vai me infartar. Porque são coisas que aconteceram que todo mundo sabe, mas eu vou pedir, em nome da minha equipe, licença para eu não enfartar", declarou.
Antes de deixar a audiência, o secretário rebateu críticas ao ritmo das obras e afirmou que a atual gestão adota rigor na fiscalização dos contratos, destacando que não há pagamentos sem a devida comprovação dos serviços executados.
Durante a fala, também voltou a comparar o BRT ao antigo projeto do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), iniciado para a Copa do Mundo de 2014 e posteriormente abandonado. "Quando chegaram os trens, teve foguetório na cidade e não tinha um trilho assentado. Foram milhões e milhões de reais pagos, e os trens ficaram parados por 10 anos sem um trilho instalado", afirmou.
Marcelo ainda criticou o cenário político nacional ao citar temas como emendas Pix, orçamento secreto e supostos casos de mau uso do dinheiro público.
Enquanto isso, Lúdio Cabral cobrava explicações sobre o aumento do custo das estações do BRT, cujo contrato passou de R$ 68 milhões para R$ 120 milhões após a desclassificação de uma empresa, além do baixo índice de execução de alguns lotes, como o das estações, que registra apenas 1% de conclusão.
Mesmo após a saída do secretário, a audiência prosseguiu com a participação de técnicos da Sinfra, que permaneceram na Assembleia para responder aos questionamentos técnicos apresentados pelos deputados.
Visivelmente irritado com os questionamentos feitos pelos parlamentares, Marcelo interrompeu sua participação e justificou a saída afirmando que preferia deixar o plenário para preservar a própria saúde.
"Tem coisa que eu quero falar, mas não vou falar. Isso vai me infartar. Porque são coisas que aconteceram que todo mundo sabe, mas eu vou pedir, em nome da minha equipe, licença para eu não enfartar", declarou.
Antes de deixar a audiência, o secretário rebateu críticas ao ritmo das obras e afirmou que a atual gestão adota rigor na fiscalização dos contratos, destacando que não há pagamentos sem a devida comprovação dos serviços executados.
Durante a fala, também voltou a comparar o BRT ao antigo projeto do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), iniciado para a Copa do Mundo de 2014 e posteriormente abandonado. "Quando chegaram os trens, teve foguetório na cidade e não tinha um trilho assentado. Foram milhões e milhões de reais pagos, e os trens ficaram parados por 10 anos sem um trilho instalado", afirmou.
Marcelo ainda criticou o cenário político nacional ao citar temas como emendas Pix, orçamento secreto e supostos casos de mau uso do dinheiro público.
Enquanto isso, Lúdio Cabral cobrava explicações sobre o aumento do custo das estações do BRT, cujo contrato passou de R$ 68 milhões para R$ 120 milhões após a desclassificação de uma empresa, além do baixo índice de execução de alguns lotes, como o das estações, que registra apenas 1% de conclusão.
Mesmo após a saída do secretário, a audiência prosseguiu com a participação de técnicos da Sinfra, que permaneceram na Assembleia para responder aos questionamentos técnicos apresentados pelos deputados.
Publicado originalmente em infoverus.com.br



