Advogado admite que saída do júri de Carlinhos Bezerra foi planejada e cita direito de defesa
Advogado se retirou da sessão após alegar falta de acesso integral a provas e documentos do processo que apura mortes de Thays Machado e Willian Moreno
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O julgamento de Carlos Alberto Gomes Bezerra, o Carlinhos Bezerra, acusado pelos homicídios da advogada Thays Machado e de Willian César Moreno, foi interrompido nesta terça-feira (21), no Fórum de Cuiabá, após a defesa deixar o plenário do Tribunal do Júri. O advogado Edson Marcelino da Silva Júnior confirmou que a decisão foi planejada e afirmou que a medida teve como objetivo garantir o que classificou como “plenitude da defesa”.
Segundo o defensor, a saída da sessão não representa abandono da causa, mas uma estratégia jurídica diante de supostas dificuldades de acesso a documentos e elementos da investigação. O júri era conduzido pela juíza Mônica Catarina Perri Siqueira, da 1ª Vara Criminal de Cuiabá.
“Isso é uma estratégia de garantir a plenitude da defesa”, afirmou o advogado.
A defesa sustenta que não teve acesso integral a todos os materiais considerados necessários para a preparação do julgamento. Entre os pontos levantados está o recebimento de aproximadamente 109 gigabytes de arquivos digitais e mais de 3 mil páginas de documentos em período considerado insuficiente para análise detalhada antes da sessão.
De acordo com Marcelino, o acesso completo aos autos é um direito do acusado e não apenas uma prerrogativa da defesa técnica. “Todas as pessoas acusadas, submetidas ao Tribunal do Júri, elas merecem minimamente o direito que a Constituição prevê, o acesso da sua defesa de forma integral aos autos”, declarou.
O advogado também afirmou que houve dificuldades envolvendo processos sigilosos relacionados ao caso. Segundo ele, a defesa deveria ter acesso aos documentos para realizar uma avaliação completa dos elementos que seriam apresentados durante o julgamento.
“A defesa tem que pedir acesso integral. Isso aqui é um direito do acusado, não é da defesa”, disse.
Outro ponto questionado pela defesa envolve mensagens trocadas entre as vítimas. O advogado levantou dúvidas sobre a cadeia de custódia das provas, procedimento que registra o caminho percorrido pelos elementos coletados durante uma investigação, desde a obtenção até a utilização no processo.
Segundo Marcelino, existiriam inconsistências relacionadas aos horários das mensagens anexadas aos autos, o que, na avaliação da defesa, poderia prejudicar a compreensão completa do contexto dos fatos ocorridos em 18 de janeiro de 2023.
A acusação do Ministério Público de Mato Grosso aponta que Carlos Alberto Gomes Bezerra, filho do ex-governador Carlos Bezerra, matou Thays Machado e Willian César Moreno motivado por ciúmes e inconformismo com o fim do relacionamento com a advogada.
Carlinhos Bezerra responde por feminicídio qualificado contra Thays e homicídio qualificado contra Willian. O caso chegou ao Tribunal do Júri após a Justiça considerar que havia elementos suficientes para levar o réu a julgamento popular.
Com a saída da defesa do plenário, a sessão foi interrompida e o julgamento foi remarcado para o dia 31 de julho.
Segundo o defensor, a saída da sessão não representa abandono da causa, mas uma estratégia jurídica diante de supostas dificuldades de acesso a documentos e elementos da investigação. O júri era conduzido pela juíza Mônica Catarina Perri Siqueira, da 1ª Vara Criminal de Cuiabá.
“Isso é uma estratégia de garantir a plenitude da defesa”, afirmou o advogado.
A defesa sustenta que não teve acesso integral a todos os materiais considerados necessários para a preparação do julgamento. Entre os pontos levantados está o recebimento de aproximadamente 109 gigabytes de arquivos digitais e mais de 3 mil páginas de documentos em período considerado insuficiente para análise detalhada antes da sessão.
De acordo com Marcelino, o acesso completo aos autos é um direito do acusado e não apenas uma prerrogativa da defesa técnica. “Todas as pessoas acusadas, submetidas ao Tribunal do Júri, elas merecem minimamente o direito que a Constituição prevê, o acesso da sua defesa de forma integral aos autos”, declarou.
O advogado também afirmou que houve dificuldades envolvendo processos sigilosos relacionados ao caso. Segundo ele, a defesa deveria ter acesso aos documentos para realizar uma avaliação completa dos elementos que seriam apresentados durante o julgamento.
“A defesa tem que pedir acesso integral. Isso aqui é um direito do acusado, não é da defesa”, disse.
Outro ponto questionado pela defesa envolve mensagens trocadas entre as vítimas. O advogado levantou dúvidas sobre a cadeia de custódia das provas, procedimento que registra o caminho percorrido pelos elementos coletados durante uma investigação, desde a obtenção até a utilização no processo.
Segundo Marcelino, existiriam inconsistências relacionadas aos horários das mensagens anexadas aos autos, o que, na avaliação da defesa, poderia prejudicar a compreensão completa do contexto dos fatos ocorridos em 18 de janeiro de 2023.
A acusação do Ministério Público de Mato Grosso aponta que Carlos Alberto Gomes Bezerra, filho do ex-governador Carlos Bezerra, matou Thays Machado e Willian César Moreno motivado por ciúmes e inconformismo com o fim do relacionamento com a advogada.
Carlinhos Bezerra responde por feminicídio qualificado contra Thays e homicídio qualificado contra Willian. O caso chegou ao Tribunal do Júri após a Justiça considerar que havia elementos suficientes para levar o réu a julgamento popular.
Com a saída da defesa do plenário, a sessão foi interrompida e o julgamento foi remarcado para o dia 31 de julho.
Publicado originalmente em infoverus.com.br



