Coronel, instrutor e pedreiro são condenados pelo assassinato do advogado Roberto Zampieri; penas somam 68 anos

O Tribunal do Júri de Cuiabá condenou, na noite desta quinta-feira (1), três réus pelo assassinato do advogado Roberto Zampieri, ocorrido em dezembro de 2023. Após três dias de julgamento, o Conselho de Sentença reconheceu a culpa de Antônio Gomes da Silva, Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas, e Hedilerson Fialho Martins Barbosa por homicídio triplamente qualificado.
O pedreiro Antônio Gomes da Silva, executor confesso, foi condenado 21 a anos, 10 meses e 15 dias. O instrutor de tiros, Hedilerson Fialho Martins Barbosa, dono da arma que auxiliou na execução do crime, recebeu pena de 25 anos. O coronel do Exército, Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas, que fez a ponte entre os mandantes e os executores, mediante paga e promessa de recompensa, foi condenado a 21 anos.
Os três permanecerão presos e não poderão recorrer em liberdade, com o cumprimento inicial das penas em regime fechado. Cabe recurso da sentença.
A acusação em plenário foi conduzida pelos promotores de Justiça Samuel Frungilo e Vinícius Gahyva Martins, integrantes do Núcleo de Defesa da Vida do Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT), autor da denúncia.
A sessão realizada iniciada na terça (29) e encerrada hoje foi a segunda convocada para julgar o caso. O primeiro júri, iniciado em 28 de julho, foi interrompido com a dissolução do Conselho de Sentença em razão de problemas de saúde de um dos jurados.
Conforme a denúncia do MPMT, acatada pelos jurados, Antônio foi o autor dos disparos que mataram Roberto Zampieri, com auxílio e a arma de Hedilerson Fialho Martins Barbosa. Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas teria participado da empreitada criminosa mediante promessa de recompensa, sendo quem repassou o dinheiro.
Roberto Zampieri foi assassinado em dezembro de 2023, no bairro Bosque da Saúde, em Cuiabá. Segundo as investigações, o crime teria relação com uma disputa agrária e judicial envolvendo uma propriedade rural avaliada em aproximadamente R$ 100 milhões, travada com o suposto mandante, que está preso aguardando o júri, Aníbal Laurindo.
Publicado originalmente em olhardireto.com.br



