Defesa de réu diz que fatos desconhecidos sobre morte de Zampieri serão revelados no júri: "não vou sair daqui sem a verdade"
Advogado Nilton Ribeiro afirma que autoria dos disparos não é questionada, mas diz que julgamento deve esclarecer quem teria mandado matar o advogado
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O advogado Nilton Ribeiro, que defende Antônio Gomes da Silva no julgamento do assassinato de Roberto Zampieri, afirmou nesta terça-feira (29) que informações ainda desconhecidas da imprensa e da Justiça devem ser apresentadas durante o Tribunal do Júri. Antônio é apontado pelo Ministério Público como responsável pelos disparos que mataram o advogado.
Em entrevista antes da sessão, Ribeiro disse esperar que os delegados responsáveis pela investigação sejam ouvidos novamente. Segundo ele, o processo tem "muita sujeira debaixo do tapete" e "provavelmente essa sujeira toda vai vir à tona" durante o julgamento.
O defensor afirmou que não há discussão sobre quem efetuou os disparos. "Quem matou foi o Antônio, isso é incontroverso", declarou. Para ele, a principal questão a ser esclarecida durante o júri é "quem mandou". Antônio confessou participação no assassinato durante as investigações.
Ribeiro veio de Curitiba (PR) para atuar no caso e afirmou que prefere discutir eventual pena somente depois das revelações que, segundo ele, serão apresentadas em plenário. O advogado não antecipou a tese da defesa e disse que ela será exposta durante o julgamento.
"Eu espero que a verdade seja revelada hoje e não vou sair daqui sem a verdade", afirmou.
O advogado também disse não saber quanto tempo o júri deverá durar. Segundo ele, os trabalhos podem avançar até quinta-feira. Ribeiro defendeu ainda que é necessário "quebrar o ovo para fazer o omelete" para que o julgamento seja justo e adequado, conforme espera, segundo ele, a imprensa e a sociedade de Mato Grosso.
Além de Antônio, também são julgados Hedilerson Fialho Martins Barbosa, apontado como intermediário da execução, e o coronel da reserva do Exército Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas, acusado de financiar o crime. Os três respondem por homicídio triplamente qualificado e permanecem presos.
A acusação é conduzida pelos promotores de Justiça Samuel Frungilo e Vinícius Gahyva Martins. O julgamento é presidido pelo juiz José Mauro Nagib Jorge, da 11ª Vara Criminal de Cuiabá.
O Tribunal do Júri havia começado em 28 de julho, mas foi interrompido depois que um dos jurados passou mal. Com isso, o Conselho de Sentença foi dissolvido e um novo grupo precisou ser formado. Os atos realizados em plenário devem ser repetidos, enquanto as provas produzidas anteriormente continuam anexadas ao processo.
Roberto Zampieri foi morto a tiros em 5 de dezembro de 2023, no bairro Bosque da Saúde, em Cuiabá. Conforme as investigações, o assassinato estaria ligado a uma disputa agrária e judicial envolvendo uma propriedade rural avaliada em aproximadamente R$ 100 milhões.
Aníbal Manoel Laurindo e Elenice Ballarotti Laurindo são apontados pela acusação como os mandantes do assassinato. Os dois, porém, respondem em processo separado e não participam do julgamento realizado nesta terça-feira.
Em entrevista antes da sessão, Ribeiro disse esperar que os delegados responsáveis pela investigação sejam ouvidos novamente. Segundo ele, o processo tem "muita sujeira debaixo do tapete" e "provavelmente essa sujeira toda vai vir à tona" durante o julgamento.
O defensor afirmou que não há discussão sobre quem efetuou os disparos. "Quem matou foi o Antônio, isso é incontroverso", declarou. Para ele, a principal questão a ser esclarecida durante o júri é "quem mandou". Antônio confessou participação no assassinato durante as investigações.
Ribeiro veio de Curitiba (PR) para atuar no caso e afirmou que prefere discutir eventual pena somente depois das revelações que, segundo ele, serão apresentadas em plenário. O advogado não antecipou a tese da defesa e disse que ela será exposta durante o julgamento.
"Eu espero que a verdade seja revelada hoje e não vou sair daqui sem a verdade", afirmou.
O advogado também disse não saber quanto tempo o júri deverá durar. Segundo ele, os trabalhos podem avançar até quinta-feira. Ribeiro defendeu ainda que é necessário "quebrar o ovo para fazer o omelete" para que o julgamento seja justo e adequado, conforme espera, segundo ele, a imprensa e a sociedade de Mato Grosso.
Além de Antônio, também são julgados Hedilerson Fialho Martins Barbosa, apontado como intermediário da execução, e o coronel da reserva do Exército Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas, acusado de financiar o crime. Os três respondem por homicídio triplamente qualificado e permanecem presos.
A acusação é conduzida pelos promotores de Justiça Samuel Frungilo e Vinícius Gahyva Martins. O julgamento é presidido pelo juiz José Mauro Nagib Jorge, da 11ª Vara Criminal de Cuiabá.
O Tribunal do Júri havia começado em 28 de julho, mas foi interrompido depois que um dos jurados passou mal. Com isso, o Conselho de Sentença foi dissolvido e um novo grupo precisou ser formado. Os atos realizados em plenário devem ser repetidos, enquanto as provas produzidas anteriormente continuam anexadas ao processo.
Roberto Zampieri foi morto a tiros em 5 de dezembro de 2023, no bairro Bosque da Saúde, em Cuiabá. Conforme as investigações, o assassinato estaria ligado a uma disputa agrária e judicial envolvendo uma propriedade rural avaliada em aproximadamente R$ 100 milhões.
Aníbal Manoel Laurindo e Elenice Ballarotti Laurindo são apontados pela acusação como os mandantes do assassinato. Os dois, porém, respondem em processo separado e não participam do julgamento realizado nesta terça-feira.
Publicado originalmente em infoverus.com.br



