“É um absurdo, uma aberração”, afirma promotora sobre abandono da defesa que adiou júri de Carlinhos Bezerra
A defesa alegou supostas nulidades processuais para deixar a sessão, entre elas questionamentos sobre a cadeia de custódia das provas e mensagens que teriam sido enviadas do celular de uma das vítimas após o crime.
Por Vinicius Ferreira2 min de leitura

A promotora de Justiça Élide Manzini classificou como um “absurdo” e “aberração” a decisão da defesa de abandonar o plenário do Tribunal do Júri do empresário Carlos Alberto Gomes Bezerra Filho, na manhã desta terça-feira (21), no Fórum de Cuiabá. A medida provocou o adiamento do julgamento para o próximo 31 de julho, às 9h.
Para Manzini, a estratégia adotada pela defesa tem caráter exclusivamente protelatório e ocorre após mais de três anos da morte de Thays Machado e Adriano Balbinote, vítimas do duplo homicídio ocorrido em janeiro de 2023.
“É um absurdo, uma aberração, uma medida protelatória. Após mais de três anos do fato, a família aguardando o julgamento, a defesa argui nulidades que não existem e já foram completamente afastadas, tanto pelo Tribunal quanto pelo juízo da Primeira Vara”, afirmou.
A defesa alegou supostas nulidades processuais para deixar a sessão, entre elas questionamentos sobre a cadeia de custódia das provas e mensagens que teriam sido enviadas do celular de uma das vítimas após o crime. Para a promotora, as alegações não se sustentam.
“Não procede. Conforme consta nos autos, o celular da Thays estava com diferença de três horas no horário. É uma questão de configuração do aparelho. É um absurdo o que a defesa disse”, declarou.
Élide afirmou ainda que o Ministério Público entende que a intenção da defesa era apenas impedir a realização do julgamento.
“É uma estratégia para tentar postergar o julgamento. Já tentaram incidente de insanidade e outras medidas. Tudo isso já foi afastado. Não há motivo algum para esse julgamento não acontecer.”
A promotora lembrou que esta não foi a primeira tentativa de adiar o júri. Inicialmente marcado para o dia 7 de julho, o julgamento já havia sido remarcado após um pedido da própria defesa para análise de provas. Nos últimos dias, segundo ela, foram apresentados quatro recursos na tentativa de impedir a realização da sessão desta terça-feira.
Após o abandono do plenário, a juíza Mônica Catarina Perri Siqueira, da 1ª Vara Criminal da Capital, redesignou o julgamento para o dia 31 de julho e determinou que o réu constitua uma nova defesa. Caso isso não ocorra, a Defensoria Pública assumirá a representação do acusado.
“Os advogados podem até tentar novas medidas, mas o réu já foi intimado para nomear outra defesa e, se isso não ocorrer, a Defensoria Pública atuará no caso. O julgamento será realizado”, concluiu a promotora.
Para Manzini, a estratégia adotada pela defesa tem caráter exclusivamente protelatório e ocorre após mais de três anos da morte de Thays Machado e Adriano Balbinote, vítimas do duplo homicídio ocorrido em janeiro de 2023.
“É um absurdo, uma aberração, uma medida protelatória. Após mais de três anos do fato, a família aguardando o julgamento, a defesa argui nulidades que não existem e já foram completamente afastadas, tanto pelo Tribunal quanto pelo juízo da Primeira Vara”, afirmou.
A defesa alegou supostas nulidades processuais para deixar a sessão, entre elas questionamentos sobre a cadeia de custódia das provas e mensagens que teriam sido enviadas do celular de uma das vítimas após o crime. Para a promotora, as alegações não se sustentam.
“Não procede. Conforme consta nos autos, o celular da Thays estava com diferença de três horas no horário. É uma questão de configuração do aparelho. É um absurdo o que a defesa disse”, declarou.
Élide afirmou ainda que o Ministério Público entende que a intenção da defesa era apenas impedir a realização do julgamento.
“É uma estratégia para tentar postergar o julgamento. Já tentaram incidente de insanidade e outras medidas. Tudo isso já foi afastado. Não há motivo algum para esse julgamento não acontecer.”
A promotora lembrou que esta não foi a primeira tentativa de adiar o júri. Inicialmente marcado para o dia 7 de julho, o julgamento já havia sido remarcado após um pedido da própria defesa para análise de provas. Nos últimos dias, segundo ela, foram apresentados quatro recursos na tentativa de impedir a realização da sessão desta terça-feira.
Após o abandono do plenário, a juíza Mônica Catarina Perri Siqueira, da 1ª Vara Criminal da Capital, redesignou o julgamento para o dia 31 de julho e determinou que o réu constitua uma nova defesa. Caso isso não ocorra, a Defensoria Pública assumirá a representação do acusado.
“Os advogados podem até tentar novas medidas, mas o réu já foi intimado para nomear outra defesa e, se isso não ocorrer, a Defensoria Pública atuará no caso. O julgamento será realizado”, concluiu a promotora.
Publicado originalmente em 24horasmt.com.br



