Elson Ramos: De 'rei da noite' a peça-chave na disputa eleitoral de MT
Dono de empreendimentos no setor de entretenimento, empresário passou a ser peça-chave nas negociações do Podemos entre os grupos de Otaviano Pivetta e Wellington Fagundes
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Em um cenário político tradicionalmente dominado por lideranças ligadas ao agronegócio, setor empresarial e grupos já consolidados, uma figura vinda do entretenimento passou a ocupar espaço de destaque nas articulações para as eleições de Mato Grosso: o empresário Elson Ramos de Figueiredo.
Conhecido por comandar algumas das principais casas noturnas e empreendimentos gastronômicos do Estado, Elson deixou de ser apenas um nome associado à vida noturna e passou a ser tratado como um fato novo no tabuleiro eleitoral, especialmente nas negociações envolvendo o Podemos, partido comandado pelo deputado estadual Max Russi.
O empresário passou a ser apontado como uma das principais opções da legenda para compor uma chapa majoritária, em meio à disputa entre dois grupos políticos: o do governador Otaviano Pivetta (Republicanos), que busca a reeleição, e o do senador Wellington Fagundes (PL), candidato ao Governo.
Da noite cuiabana ao setor de grandes eventos
A trajetória empresarial de Elson Ramos começou no segmento de entretenimento. Ele ganhou projeção com o Gerônimo, casa noturna que se tornou referência no setor sertanejo em Cuiabá.
Depois, ampliou sua atuação com a criação da marca Ditado Popular, transformada em uma rede de bares presente em cidades como Rondonópolis, Sinop e Tangará da Serra.
O empresário também passou a atuar em outros segmentos, como o restaurante de alta gastronomia Baronês e a boate Musiva, considerada uma das principais estruturas para grandes shows na Capital.
Atualmente, Elson aparece como sócio e administrador de 11 empreendimentos ligados a bares, eventos e entretenimento, estrutura que ampliou sua presença entre empresários, artistas e formadores de opinião em Mato Grosso.
Nome ganhou força nas articulações do Podemos
A aproximação com a política ocorreu principalmente pela relação construída com Max Russi, presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT). Elson é apontado como afilhado político do deputado e passou a contar com apoio dentro do grupo liderado pelo parlamentar.
Além da ligação com Max, o empresário também mantém proximidade com integrantes do grupo governista, incluindo a ex-primeira-dama Virgínia Mendes (União), segundo articulações de bastidores.
A combinação entre influência empresarial, trânsito político e atuação no setor de eventos colocou Elson no centro das negociações para a formação das chapas majoritárias.
O empresário também é responsável pela realização dos eventos artísticos e shows no Parque Novo Mato Grosso. Sua atuação inclui ainda projetos e festivais realizados por meio de emendas parlamentares da Assembleia Legislativa e mecanismos de incentivo do Governo do Estado.
Wellington aceita indicação para vice
Dentro das conversas eleitorais, o nome de Elson Ramos ganhou força como possível vice na chapa de Wellington Fagundes. O senador confirmou que aceitou a indicação feita por Max Russi, mas afirmou que a definição depende da decisão final do presidente do Podemos.
“Vai depender dele [Max]. Ainda nos falaremos”, declarou Wellington.
Max tem como prazo final desta quarta-feira (5) para definir se o Podemos seguirá com Wellington ou se apoiará a candidatura de Otaviano Pivetta.
As conversas entre os grupos se intensificaram nos últimos dias. Wellington e Max chegaram a se reunir em pelo menos duas oportunidades na terça-feira (4), incluindo uma conversa reservada que avançou até o período da noite.
Durante as tratativas, também houve sugestões para que o Podemos apoiasse apenas a candidatura de Janaina Riva (MDB) ao Senado e liberasse os integrantes do partido para outros posicionamentos, mas Max ainda não havia definido o caminho da sigla.
Divisão interna no Podemos
Apesar das negociações, o partido enfrenta divergências internas. Entre os nomes que já sinalizaram apoio a Pivetta estão o ex-ministro da Agricultura Neri Geller, candidato a deputado federal, e o deputado estadual Beto Dois a Um.
Beto possui ligação política de longa data com o ex-governador Mauro Mendes (União) e integra o grupo mais próximo de Pivetta e do ex-governador.
Já Neri teria condicionado sua filiação ao Podemos ao apoio ao projeto de reeleição de Pivetta.
Com a decisão se aproximando, Elson Ramos se tornou uma das principais peças do Podemos nas conversas de composição, reunindo trânsito no setor empresarial, respaldo político e capacidade de articulação entre diferentes grupos da política mato-grossense.
Conhecido por comandar algumas das principais casas noturnas e empreendimentos gastronômicos do Estado, Elson deixou de ser apenas um nome associado à vida noturna e passou a ser tratado como um fato novo no tabuleiro eleitoral, especialmente nas negociações envolvendo o Podemos, partido comandado pelo deputado estadual Max Russi.
O empresário passou a ser apontado como uma das principais opções da legenda para compor uma chapa majoritária, em meio à disputa entre dois grupos políticos: o do governador Otaviano Pivetta (Republicanos), que busca a reeleição, e o do senador Wellington Fagundes (PL), candidato ao Governo.
Da noite cuiabana ao setor de grandes eventos
A trajetória empresarial de Elson Ramos começou no segmento de entretenimento. Ele ganhou projeção com o Gerônimo, casa noturna que se tornou referência no setor sertanejo em Cuiabá.
Depois, ampliou sua atuação com a criação da marca Ditado Popular, transformada em uma rede de bares presente em cidades como Rondonópolis, Sinop e Tangará da Serra.
O empresário também passou a atuar em outros segmentos, como o restaurante de alta gastronomia Baronês e a boate Musiva, considerada uma das principais estruturas para grandes shows na Capital.
Atualmente, Elson aparece como sócio e administrador de 11 empreendimentos ligados a bares, eventos e entretenimento, estrutura que ampliou sua presença entre empresários, artistas e formadores de opinião em Mato Grosso.
Nome ganhou força nas articulações do Podemos
A aproximação com a política ocorreu principalmente pela relação construída com Max Russi, presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT). Elson é apontado como afilhado político do deputado e passou a contar com apoio dentro do grupo liderado pelo parlamentar.
Além da ligação com Max, o empresário também mantém proximidade com integrantes do grupo governista, incluindo a ex-primeira-dama Virgínia Mendes (União), segundo articulações de bastidores.
A combinação entre influência empresarial, trânsito político e atuação no setor de eventos colocou Elson no centro das negociações para a formação das chapas majoritárias.
O empresário também é responsável pela realização dos eventos artísticos e shows no Parque Novo Mato Grosso. Sua atuação inclui ainda projetos e festivais realizados por meio de emendas parlamentares da Assembleia Legislativa e mecanismos de incentivo do Governo do Estado.
Wellington aceita indicação para vice
Dentro das conversas eleitorais, o nome de Elson Ramos ganhou força como possível vice na chapa de Wellington Fagundes. O senador confirmou que aceitou a indicação feita por Max Russi, mas afirmou que a definição depende da decisão final do presidente do Podemos.
“Vai depender dele [Max]. Ainda nos falaremos”, declarou Wellington.
Max tem como prazo final desta quarta-feira (5) para definir se o Podemos seguirá com Wellington ou se apoiará a candidatura de Otaviano Pivetta.
As conversas entre os grupos se intensificaram nos últimos dias. Wellington e Max chegaram a se reunir em pelo menos duas oportunidades na terça-feira (4), incluindo uma conversa reservada que avançou até o período da noite.
Durante as tratativas, também houve sugestões para que o Podemos apoiasse apenas a candidatura de Janaina Riva (MDB) ao Senado e liberasse os integrantes do partido para outros posicionamentos, mas Max ainda não havia definido o caminho da sigla.
Divisão interna no Podemos
Apesar das negociações, o partido enfrenta divergências internas. Entre os nomes que já sinalizaram apoio a Pivetta estão o ex-ministro da Agricultura Neri Geller, candidato a deputado federal, e o deputado estadual Beto Dois a Um.
Beto possui ligação política de longa data com o ex-governador Mauro Mendes (União) e integra o grupo mais próximo de Pivetta e do ex-governador.
Já Neri teria condicionado sua filiação ao Podemos ao apoio ao projeto de reeleição de Pivetta.
Com a decisão se aproximando, Elson Ramos se tornou uma das principais peças do Podemos nas conversas de composição, reunindo trânsito no setor empresarial, respaldo político e capacidade de articulação entre diferentes grupos da política mato-grossense.
Publicado originalmente em infoverus.com.br



