Getúlio, JK ou Lula: Quem foi o maior líder republicano?
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Devo começar esclarecendo aos leitores que me encontro distante da idolatria lulista, em razão da minha identidade marcadamente liberal, mas não posso negar os feitos do governo petista. Mesmo temendo represálias, acredito ser necessário orientar as pessoas mais próximas adeporem armas nesta guerra ideológica que prejudica o nosso espírito de brasilidade.
Getúlio e Juscelino são, a meu ver, os dois grandes exponenciais históricos que o século XX nos legou.Por um lado, o militar gaúcho assume o governo 1930 após grave desentendimento no grupo interno da Velha República. Com a ruptura do acordo entre paulistas e mineiros, Júlio Prestes é lançado à presidência e o desdobramento da instabilidade resume-se no longo período getulista que variou entre trechos democráticos e autoritários.
Ao todo, Getúlio governou por18 anos. Nesse longo tempo, apresentou feitos históricos como, por exemplo, abertura do capital brasileiro para o mundo, chegada da fábrica alemã de veículos, a criação da Petrobrás, nossa maior empresa privada do Brasil, criação da Eletrobrás, a estruturação da CLT, o lançamento o movimento da marcha para Oeste, inspirando o futuro presidente JK.
Para quem é fã do bolsonarismo, recomendo que estude com atenção o governo de JK. Hoje, temos uma indústria razoavelmenteconsiderável graças à abertura de mercado, a chegada das empresas americanas, e não podemos esquecer da criação da Vale do Rio Doce, nossa maior mineradora do Brasil. Em 5 anos, Juscelino apontou para um futuro promissor, mas terminou o governo atacado pelos adversários e, talvez por isso, não tenha tido oportunidade de se consolidar ainda mais no imaginário nacional como um paradigma de empreendedorismo.
E Luiz Inácio Lula da Silva? Um metalúrgico que alcançou progressão nacional, disputou por 8 vezes a presidência, perdeu 4 eleições e ganhou 4, 16 anos de mandato se concretizar em 2030. Não há como negar a tenacidade tanto do homem quanto do partido a que pertence. Lula assumiu o 1º governo em 2003, depois de 08 anos do FHC, o pai do Plano Real, um estadista liberal, mas sensível a questões sociais, intelectual dos mais preparados que já vimos atuando no meio político.
Lula transpirou esperança e se consolidou em 2 mandatos iniciais, auxiliado pela bonança do crédito internacional. Mesmo com escândalos, ao entregar o cargo à sucessora, o Brasil gozava da 8ª colocação na economia mundial. As empresas evoluíram, a economia se fortaleceu, as exportações deram um salto, e inúmeros programas de desenvolvimento regional foram implementados.
Infelizmente, Lula sofre um revés que gera uma decepção nacional. Preso em 2018 por corrupção, sua imagem viu-se gravemente arranhada e comprometida. Esse hiato de credibilidade oportuniza a Jair Bolsonaro a sua primeira vitória contra um candidato petista menos carismático. Nessa altura, a imagem da corrupção e da ineficiência do governo Dilma aderiu em milhões de brasileiros e o resultado atual é a preocupante polarização política que impede os dois grupos rivais de dialogarem com mais serenidade.
O que vem por aí é incerto. Lula retorna à presidência de forma legítima e inquestionável, prometendo uma gestão diferente, mais moderna e participativa, mas enfrentando um Judiciário dividido e um Congresso rachado. Ainda assim, contra fatos não há argumentos – 4º mandato de um presidente eleito democraticamente.
Portanto, entre Getúlio e Lula, quem seria o maior? E o melhor? Os tempos são outros e os desafios, diferentes. Getúlio lançou bases industriais e trabalhistas, abriu a mente de JK, que pôs em marcha uma incrível locomotiva e Lula entregou bilhetes ao povo para participar da viagem. Talvez seja impossível apontar qualitativamente quem foi melhor. Minha torcida é para que Lula não acabe como os outros dois – morto ou desacreditado. Precisamos de serenidade para observar o fluxo dos acontecimentos de uma maneira desapaixonada e perceber que temos a feliz oportunidade de viver e construir um novo marco histórico para o Brasil.
Por:
Ederaldo Lima, Contador e Economista, Professor da UFMT, Empresário Contábil e Pós Doutorando em Economia.
Eduardo Mahon, Advogado, Escritor e Pesquisador, Membro da Academia Mato-Grossense de Letras.
Getúlio e Juscelino são, a meu ver, os dois grandes exponenciais históricos que o século XX nos legou.Por um lado, o militar gaúcho assume o governo 1930 após grave desentendimento no grupo interno da Velha República. Com a ruptura do acordo entre paulistas e mineiros, Júlio Prestes é lançado à presidência e o desdobramento da instabilidade resume-se no longo período getulista que variou entre trechos democráticos e autoritários.
Ao todo, Getúlio governou por18 anos. Nesse longo tempo, apresentou feitos históricos como, por exemplo, abertura do capital brasileiro para o mundo, chegada da fábrica alemã de veículos, a criação da Petrobrás, nossa maior empresa privada do Brasil, criação da Eletrobrás, a estruturação da CLT, o lançamento o movimento da marcha para Oeste, inspirando o futuro presidente JK.
Para quem é fã do bolsonarismo, recomendo que estude com atenção o governo de JK. Hoje, temos uma indústria razoavelmenteconsiderável graças à abertura de mercado, a chegada das empresas americanas, e não podemos esquecer da criação da Vale do Rio Doce, nossa maior mineradora do Brasil. Em 5 anos, Juscelino apontou para um futuro promissor, mas terminou o governo atacado pelos adversários e, talvez por isso, não tenha tido oportunidade de se consolidar ainda mais no imaginário nacional como um paradigma de empreendedorismo.
E Luiz Inácio Lula da Silva? Um metalúrgico que alcançou progressão nacional, disputou por 8 vezes a presidência, perdeu 4 eleições e ganhou 4, 16 anos de mandato se concretizar em 2030. Não há como negar a tenacidade tanto do homem quanto do partido a que pertence. Lula assumiu o 1º governo em 2003, depois de 08 anos do FHC, o pai do Plano Real, um estadista liberal, mas sensível a questões sociais, intelectual dos mais preparados que já vimos atuando no meio político.
Lula transpirou esperança e se consolidou em 2 mandatos iniciais, auxiliado pela bonança do crédito internacional. Mesmo com escândalos, ao entregar o cargo à sucessora, o Brasil gozava da 8ª colocação na economia mundial. As empresas evoluíram, a economia se fortaleceu, as exportações deram um salto, e inúmeros programas de desenvolvimento regional foram implementados.
Infelizmente, Lula sofre um revés que gera uma decepção nacional. Preso em 2018 por corrupção, sua imagem viu-se gravemente arranhada e comprometida. Esse hiato de credibilidade oportuniza a Jair Bolsonaro a sua primeira vitória contra um candidato petista menos carismático. Nessa altura, a imagem da corrupção e da ineficiência do governo Dilma aderiu em milhões de brasileiros e o resultado atual é a preocupante polarização política que impede os dois grupos rivais de dialogarem com mais serenidade.
O que vem por aí é incerto. Lula retorna à presidência de forma legítima e inquestionável, prometendo uma gestão diferente, mais moderna e participativa, mas enfrentando um Judiciário dividido e um Congresso rachado. Ainda assim, contra fatos não há argumentos – 4º mandato de um presidente eleito democraticamente.
Portanto, entre Getúlio e Lula, quem seria o maior? E o melhor? Os tempos são outros e os desafios, diferentes. Getúlio lançou bases industriais e trabalhistas, abriu a mente de JK, que pôs em marcha uma incrível locomotiva e Lula entregou bilhetes ao povo para participar da viagem. Talvez seja impossível apontar qualitativamente quem foi melhor. Minha torcida é para que Lula não acabe como os outros dois – morto ou desacreditado. Precisamos de serenidade para observar o fluxo dos acontecimentos de uma maneira desapaixonada e perceber que temos a feliz oportunidade de viver e construir um novo marco histórico para o Brasil.
Por:
Ederaldo Lima, Contador e Economista, Professor da UFMT, Empresário Contábil e Pós Doutorando em Economia.
Eduardo Mahon, Advogado, Escritor e Pesquisador, Membro da Academia Mato-Grossense de Letras.



