Janaina Riva e Max Russi avaliam entrar na disputa pelo Governo de Mato Grosso
Reunião entre os dois partidos terminou sem definição, mas manteve aberta a possibilidade de uma chapa própria enquanto seguem as negociações com a base governista
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As articulações para a sucessão estadual ganharam um novo capítulo após uma reunião entre dirigentes do MDB e do Podemos, realizada nessa sexta-feira (31), em Cuiabá. O encontro terminou sem uma definição sobre eventual candidatura ao Governo de Mato Grosso, mas consolidou o entendimento de que os dois partidos vão manter abertas todas as possibilidades até os próximos dias.
Segundo pessoas que acompanharam a conversa, os deputados estaduais Janaina Riva (MDB) e Max Russi (Podemos) decidiram ouvir familiares, lideranças regionais e aliados políticos antes de qualquer anúncio. A expectativa é que uma nova rodada de negociações aconteça até domingo (2), quando o grupo pretende avaliar os próximos passos.
A hipótese de lançar uma candidatura ao Palácio Paiaguás ganhou força depois que integrantes das duas legendas passaram a defender um projeto próprio diante da redução do espaço reservado ao MDB e ao Podemos nas negociações da base do governador Mauro Mendes (União Brasil).
Apesar disso, nos bastidores a avaliação é de que o debate também amplia o poder de negociação dos partidos. A possibilidade de apresentar uma chapa alternativa pressiona o grupo liderado pelo vice-governador Otaviano Pivetta (Republicanos) a rever a distribuição dos espaços para as eleições.
O Podemos, por exemplo, considera que a participação oferecida até agora está abaixo da representatividade conquistada pela legenda. A indicação de um nome para a suplência da candidatura de Margareth Buzetti (PP) ao Senado não teria atendido às expectativas da direção partidária, que reivindica presença mais relevante na composição governista.
No caso do MDB, as conversas também esfriaram após mudanças no cenário político. Antes da convenção do União Brasil, havia interlocução para que Janaina Riva pudesse integrar a chapa majoritária como candidata a vice-governadora, além da possibilidade de manter sua pré-candidatura ao Senado em discussão. Com a reorganização interna do União, essas alternativas deixaram de avançar.
Mesmo diante da pressão de aliados para disputar o Governo, tanto Janaina quanto Max analisam os impactos de uma eventual mudança de estratégia.
A deputada emedebista estruturou sua pré-campanha ao Senado ao longo dos últimos meses e uma candidatura ao Executivo exigiria abandonar esse planejamento. Já Max Russi precisaria trocar uma posição de destaque na presidência da Assembleia Legislativa por uma disputa majoritária iniciada às vésperas das convenções partidárias.
Outro fator observado nas negociações envolve o PL. Embora o senador Wellington Fagundes veja com bons olhos uma aproximação com o MDB, integrantes da legenda ligados ao deputado federal José Medeiros resistem à possibilidade de Janaina integrar uma chapa ao Senado.
O Podemos encontra um ambiente mais favorável dentro do PL, mas Max Russi segue defendendo uma solução construída em conjunto com o MDB, preservando o entendimento político firmado com Janaina.
Com isso, a reunião prevista para os próximos dias deverá indicar se MDB e Podemos caminharão para uma candidatura própria ou se utilizarão o movimento para buscar uma participação mais expressiva na composição da base governista antes da definição oficial das chapas.
Segundo pessoas que acompanharam a conversa, os deputados estaduais Janaina Riva (MDB) e Max Russi (Podemos) decidiram ouvir familiares, lideranças regionais e aliados políticos antes de qualquer anúncio. A expectativa é que uma nova rodada de negociações aconteça até domingo (2), quando o grupo pretende avaliar os próximos passos.
A hipótese de lançar uma candidatura ao Palácio Paiaguás ganhou força depois que integrantes das duas legendas passaram a defender um projeto próprio diante da redução do espaço reservado ao MDB e ao Podemos nas negociações da base do governador Mauro Mendes (União Brasil).
Apesar disso, nos bastidores a avaliação é de que o debate também amplia o poder de negociação dos partidos. A possibilidade de apresentar uma chapa alternativa pressiona o grupo liderado pelo vice-governador Otaviano Pivetta (Republicanos) a rever a distribuição dos espaços para as eleições.
O Podemos, por exemplo, considera que a participação oferecida até agora está abaixo da representatividade conquistada pela legenda. A indicação de um nome para a suplência da candidatura de Margareth Buzetti (PP) ao Senado não teria atendido às expectativas da direção partidária, que reivindica presença mais relevante na composição governista.
No caso do MDB, as conversas também esfriaram após mudanças no cenário político. Antes da convenção do União Brasil, havia interlocução para que Janaina Riva pudesse integrar a chapa majoritária como candidata a vice-governadora, além da possibilidade de manter sua pré-candidatura ao Senado em discussão. Com a reorganização interna do União, essas alternativas deixaram de avançar.
Mesmo diante da pressão de aliados para disputar o Governo, tanto Janaina quanto Max analisam os impactos de uma eventual mudança de estratégia.
A deputada emedebista estruturou sua pré-campanha ao Senado ao longo dos últimos meses e uma candidatura ao Executivo exigiria abandonar esse planejamento. Já Max Russi precisaria trocar uma posição de destaque na presidência da Assembleia Legislativa por uma disputa majoritária iniciada às vésperas das convenções partidárias.
Outro fator observado nas negociações envolve o PL. Embora o senador Wellington Fagundes veja com bons olhos uma aproximação com o MDB, integrantes da legenda ligados ao deputado federal José Medeiros resistem à possibilidade de Janaina integrar uma chapa ao Senado.
O Podemos encontra um ambiente mais favorável dentro do PL, mas Max Russi segue defendendo uma solução construída em conjunto com o MDB, preservando o entendimento político firmado com Janaina.
Com isso, a reunião prevista para os próximos dias deverá indicar se MDB e Podemos caminharão para uma candidatura própria ou se utilizarão o movimento para buscar uma participação mais expressiva na composição da base governista antes da definição oficial das chapas.
Publicado originalmente em infoverus.com.br



