Julgamento de Carlinhos Bezerra é retomado nesta sexta após adiamento causado por abandono da defesa
A nova sessão do Tribunal do Júri ocorre dez dias após o primeiro julgamento ser interrompido em razão do abandono do plenário pelos advogados de defesa.
Por Vinicius Ferreira2 min de leitura

O empresário Carlos Alberto Gomes Bezerra, conhecido como Carlinhos Bezerra e filho do ex-deputado federal Carlos Bezerra (MDB), volta ao banco dos réus nesta sexta-feira (31), a partir das 9h, no Fórum de Cuiabá. Ele será julgado pelo feminicídio da ex-companheira Thays Machado e pelo homicídio qualificado de Willian César Moreno, mortos a tiros em janeiro de 2023, no bairro Consil, na Capital.
A nova sessão do Tribunal do Júri ocorre dez dias após o primeiro julgamento ser interrompido em razão do abandono do plenário pelos advogados de defesa. Na ocasião, a banca alegou cerceamento de defesa e sustentou não ter tido tempo suficiente para analisar o grande volume de provas digitais juntadas ao processo. Diante da saída dos defensores, a juíza Mônica Catarina Perri Siqueira dissolveu o Conselho de Sentença, redesignou o júri para esta sexta-feira e determinou que o réu apresentasse nova defesa, além de intimar a Defensoria Pública para atuar de forma subsidiária caso houvesse nova desistência dos advogados.
Desde então, a defesa intensificou uma ofensiva jurídica para tentar impedir a realização do julgamento. Além de recorrer ao Supremo Tribunal Federal (STF), os advogados protocolaram representações no Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e na Corregedoria-Geral da Justiça de Mato Grosso pedindo providências contra a magistrada responsável pelo caso. Os defensores alegam supostas violações ao direito de ampla defesa, afirmando que houve restrição ao acesso a provas digitais, decisões proferidas oralmente sem disponibilização tempestiva das gravações e condução processual que, segundo eles, comprometeria o exercício do contraditório.
Os pedidos, contudo, não impediram a realização do júri. Nesta semana, o Tribunal de Justiça de Mato Grosso rejeitou o pedido para afastar a juíza Mônica Perri e manter suspenso o julgamento. O entendimento foi de que decisões desfavoráveis à defesa, por si só, não caracterizam suspeição da magistrada nem demonstram falta de imparcialidade. Com isso, o Tribunal manteve a sessão desta sexta-feira.
Na véspera do julgamento, o advogado Elson Marcelino da Silva Júnior afirmou que a defesa continuará insistindo nas medidas judiciais e não descartou deixar novamente o plenário caso entenda que persistem violações às garantias processuais do acusado. Já o Ministério Público sustenta que os sucessivos recursos apresentados têm caráter meramente protelatório e defende a realização do julgamento sem novos adiamentos.
Carlos Alberto Gomes Bezerra responde por feminicídio em contexto de violência doméstica e de gênero contra Thays Machado e por homicídio qualificado de Willian César Moreno. Conforme a denúncia do Ministério Público, os crimes foram praticados por motivo torpe, com recurso que dificultou a defesa das vítimas e mediante emboscada. O empresário permanece preso preventivamente no Centro de Ressocialização Industrial Ahmenon Lemos Dantas, em Várzea Grande, enquanto aguarda o julgamento.
A nova sessão do Tribunal do Júri ocorre dez dias após o primeiro julgamento ser interrompido em razão do abandono do plenário pelos advogados de defesa. Na ocasião, a banca alegou cerceamento de defesa e sustentou não ter tido tempo suficiente para analisar o grande volume de provas digitais juntadas ao processo. Diante da saída dos defensores, a juíza Mônica Catarina Perri Siqueira dissolveu o Conselho de Sentença, redesignou o júri para esta sexta-feira e determinou que o réu apresentasse nova defesa, além de intimar a Defensoria Pública para atuar de forma subsidiária caso houvesse nova desistência dos advogados.
Desde então, a defesa intensificou uma ofensiva jurídica para tentar impedir a realização do julgamento. Além de recorrer ao Supremo Tribunal Federal (STF), os advogados protocolaram representações no Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e na Corregedoria-Geral da Justiça de Mato Grosso pedindo providências contra a magistrada responsável pelo caso. Os defensores alegam supostas violações ao direito de ampla defesa, afirmando que houve restrição ao acesso a provas digitais, decisões proferidas oralmente sem disponibilização tempestiva das gravações e condução processual que, segundo eles, comprometeria o exercício do contraditório.
Os pedidos, contudo, não impediram a realização do júri. Nesta semana, o Tribunal de Justiça de Mato Grosso rejeitou o pedido para afastar a juíza Mônica Perri e manter suspenso o julgamento. O entendimento foi de que decisões desfavoráveis à defesa, por si só, não caracterizam suspeição da magistrada nem demonstram falta de imparcialidade. Com isso, o Tribunal manteve a sessão desta sexta-feira.
Na véspera do julgamento, o advogado Elson Marcelino da Silva Júnior afirmou que a defesa continuará insistindo nas medidas judiciais e não descartou deixar novamente o plenário caso entenda que persistem violações às garantias processuais do acusado. Já o Ministério Público sustenta que os sucessivos recursos apresentados têm caráter meramente protelatório e defende a realização do julgamento sem novos adiamentos.
Carlos Alberto Gomes Bezerra responde por feminicídio em contexto de violência doméstica e de gênero contra Thays Machado e por homicídio qualificado de Willian César Moreno. Conforme a denúncia do Ministério Público, os crimes foram praticados por motivo torpe, com recurso que dificultou a defesa das vítimas e mediante emboscada. O empresário permanece preso preventivamente no Centro de Ressocialização Industrial Ahmenon Lemos Dantas, em Várzea Grande, enquanto aguarda o julgamento.
Publicado originalmente em 24horasmt.com.br


