Justiça libera construtora investigada por suposta lavagem de dinheiro ligada ao “jogo do tigrinho”
Empresa Total Max teve medidas cautelares revogadas após apresentar documentos que comprovariam atividade regular; investigação sobre demais alvos continua
Por Everson Teodoro2 min de leitura

A Justiça revogou as medidas cautelares impostas contra a Total Max Construtora e Incorporadora Ltda., uma das empresas investigadas em um inquérito conduzido pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) que apura suspeitas de lavagem de dinheiro e exploração de plataformas clandestinas de jogos de azar on-line, incluindo o chamado “jogo do tigrinho”.
A decisão foi proferida pelo juiz Cássio Leite de Barros Netto, do Núcleo de Justiça 4.0 das Garantias de Cuiabá, e autorizou a retomada das atividades da empresa, além da reativação do CNPJ junto aos órgãos competentes e a devolução de valores bloqueados via SISBAJUD.
A Total Max havia sido alvo de medidas cautelares durante a operação por ser apontada, em tese, como uma empresa que poderia ter sido utilizada para ocultação de valores provenientes das atividades investigadas.
Após a defesa, feita pelo advogado Vinícius Segatto, apresentar novos documentos, o processo passou a contar com contrato social, alvará de funcionamento, registros de responsabilidade técnica, inscrições no Cadastro Nacional de Obras (CNO), documentos fiscais, comprovantes de recolhimentos tributários e previdenciários, além de informações sobre obras executadas pela empresa.
Com base no material apresentado, o Ministério Público se manifestou favoravelmente ao pedido de revogação das restrições. Segundo o órgão, até o momento não foram identificados novos elementos concretos que comprovem que a Total Max tenha recebido valores oriundos das plataformas investigadas.
Ao analisar o caso, o magistrado entendeu que não havia fundamentos suficientes para manter a suspensão das atividades da construtora.
A decisão, porém, é restrita à situação da Total Max Construtora e Incorporadora Ltda. As demais medidas cautelares relacionadas aos outros investigados permanecem válidas.
Em contato com a defesa, o advogado Vinícius Segatto informou que não comentaria o caso por se tratar de processo que tramita sob sigilo.
Investigação
O inquérito do Gaeco investiga uma suposta organização criminosa voltada à exploração de plataformas ilegais de apostas on-line e lavagem de capitais. Entre os investigados estão Erison dos Santos Coutinho, Williane Orben Vasconcelos Coutinho, Jéssica Orben Vasconcelos Magalhães e Wilton Wagner Magalhães Vasconcelos.
Segundo as investigações, Wilton seria apontado como líder de um esquema de lavagem de dinheiro envolvendo recursos obtidos por meio de apostas ilegais. A suspeita é de que valores eram ocultados por meio de empresas e pessoas interpostas, chamadas de “laranjas”.
A operação também teve como alvos a esposa do empresário, Jéssica Vasconcelos Magalhães, além de Erison Coutinho, proprietário da loja Rei dos Panos, e sua esposa, conhecida nas redes sociais como Lili Vasconcelos.
Conforme a apuração policial, o grupo utilizava redes sociais para divulgar plataformas de apostas clandestinas, atraindo usuários com promessas de ganhos elevados. A investigação aponta ainda características semelhantes às de esquemas de pirâmide financeira, em que os lucros dependeriam da entrada de novos participantes.
A decisão foi proferida pelo juiz Cássio Leite de Barros Netto, do Núcleo de Justiça 4.0 das Garantias de Cuiabá, e autorizou a retomada das atividades da empresa, além da reativação do CNPJ junto aos órgãos competentes e a devolução de valores bloqueados via SISBAJUD.
A Total Max havia sido alvo de medidas cautelares durante a operação por ser apontada, em tese, como uma empresa que poderia ter sido utilizada para ocultação de valores provenientes das atividades investigadas.
Após a defesa, feita pelo advogado Vinícius Segatto, apresentar novos documentos, o processo passou a contar com contrato social, alvará de funcionamento, registros de responsabilidade técnica, inscrições no Cadastro Nacional de Obras (CNO), documentos fiscais, comprovantes de recolhimentos tributários e previdenciários, além de informações sobre obras executadas pela empresa.
Com base no material apresentado, o Ministério Público se manifestou favoravelmente ao pedido de revogação das restrições. Segundo o órgão, até o momento não foram identificados novos elementos concretos que comprovem que a Total Max tenha recebido valores oriundos das plataformas investigadas.
Ao analisar o caso, o magistrado entendeu que não havia fundamentos suficientes para manter a suspensão das atividades da construtora.
A decisão, porém, é restrita à situação da Total Max Construtora e Incorporadora Ltda. As demais medidas cautelares relacionadas aos outros investigados permanecem válidas.
Em contato com a defesa, o advogado Vinícius Segatto informou que não comentaria o caso por se tratar de processo que tramita sob sigilo.
Investigação
O inquérito do Gaeco investiga uma suposta organização criminosa voltada à exploração de plataformas ilegais de apostas on-line e lavagem de capitais. Entre os investigados estão Erison dos Santos Coutinho, Williane Orben Vasconcelos Coutinho, Jéssica Orben Vasconcelos Magalhães e Wilton Wagner Magalhães Vasconcelos.
Segundo as investigações, Wilton seria apontado como líder de um esquema de lavagem de dinheiro envolvendo recursos obtidos por meio de apostas ilegais. A suspeita é de que valores eram ocultados por meio de empresas e pessoas interpostas, chamadas de “laranjas”.
A operação também teve como alvos a esposa do empresário, Jéssica Vasconcelos Magalhães, além de Erison Coutinho, proprietário da loja Rei dos Panos, e sua esposa, conhecida nas redes sociais como Lili Vasconcelos.
Conforme a apuração policial, o grupo utilizava redes sociais para divulgar plataformas de apostas clandestinas, atraindo usuários com promessas de ganhos elevados. A investigação aponta ainda características semelhantes às de esquemas de pirâmide financeira, em que os lucros dependeriam da entrada de novos participantes.
Publicado originalmente em infoverus.com.br



