Pivetta estuda fundir secretarias e reduzir cargos no alto escalão do Governo de MT
Propostas incluem unir Fazenda e Planejamento, transferir Assistência Social para a Casa Civil e incorporar Ciência e Tecnologia à Educação; decisão depende de estudo sobre custos e estrutura

O governador eleito de Mato Grosso, Otaviano Pivetta (Republicanos), avalia reunir secretarias estaduais para diminuir o número de cargos de primeiro e segundo escalões e concentrar funções administrativas. A proposta é reduzir a estrutura no topo do governo sem comprometer os serviços públicos prestados à população.
Entre as mudanças em análise estão a união da Secretaria de Estado de Fazenda (Sefaz) com a Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão (Seplag), além da transferência das atribuições da Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc) para a Casa Civil. A Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação (Seciteci) também poderá ser incorporada à Secretaria de Estado de Educação (Seduc).
As possibilidades ainda estão em discussão e não há definição sobre quais alterações serão efetivadas. A intenção é reunir áreas com funções administrativas relacionadas e diminuir postos de comando, mantendo as atividades atualmente executadas pelas pastas que podem deixar de existir como secretarias independentes.
A redução do número de secretarias já havia sido mencionada pela vice-governadora eleita, Gisela Simona (União). Em declaração ao Olhar Direto, ela confirmou que o corte de cargos comissionados está entre as prioridades da reorganização, mas ressaltou que o formato da estrutura administrativa continua em avaliação.
O estudo que servirá de base para a decisão de Pivetta está sob responsabilidade do procurador do Estado Rogério Gallo (União), ex-secretário de Fazenda e um dos principais nomes da gestão de Mauro Mendes (União).
Gallo recebeu a missão de identificar possibilidades de redução de despesas e propor mudanças no organograma estadual sem prejudicar a execução das políticas públicas. A previsão é concluir o diagnóstico ainda em outubro, para que o governador eleito tenha condições de avaliar as alternativas antes de definir a estrutura que pretende adotar em 2027.
As discussões também contam com a participação do secretário-chefe da Casa Civil, Eduardo Manciolli (Republicanos), amigo pessoal de Pivetta e ex-chefe de gabinete do governador eleito. Integrante do grupo mais próximo de Pivetta, ele deverá ter influência na definição do novo modelo administrativo.
Gisela Simona também passou a acompanhar diretamente o processo. Depois de dez dias de férias, ela retornou na quinta-feira passada e começou a participar integralmente das análises sobre a organização das secretarias, os contratos e as despesas do governo.
A configuração final ainda depende das conclusões do levantamento coordenado por Gallo. O relatório deverá indicar quais fusões são possíveis e quais mudanças podem gerar economia antes de Pivetta bater o martelo sobre a estrutura administrativa para 2027.
Publicado originalmente em infoverus.com.br



