Samantha Iris acusa esquerda de espalhar medo na campanha e diz que Brasil está pior que na pandemia
Vereadora de Cuiabá e deputada estadual eleita pelo PL atribuiu vitória de Lula à disseminação de informações sobre possíveis cortes em benefícios sociais e criticou promessas feitas durante a disputa presidencial

A vereadora de Cuiabá e deputada estadual eleita Samantha Iris (PL) atribuiu a vitória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas eleições a uma estratégia da esquerda baseada, segundo ela, na disseminação de medo entre os eleitores. A parlamentar também afirmou que o Brasil enfrenta atualmente uma situação pior do que a registrada durante a pandemia de Covid-19, período em que Jair Bolsonaro (PL) estava na Presidência.
Ao avaliar o resultado eleitoral e a possibilidade de o eleitorado ter demonstrado maior rejeição à família Bolsonaro do que ao PT, Samantha afirmou que a campanha petista teria divulgado informações sobre possíveis perdas de benefícios sociais e mudanças no país caso Bolsonaro fosse eleito.
“Eu acho que foi feito um grande terrorismo pela esquerda, de colar cartazes nos pontos de ônibus, nos muros, pela cidade, distribuir pânico, distribuir terror, falar que ia acabar com isso, que ia acabar com aquilo, que ia acabar com o Bolsa Família, que ia acabar com o benefício”, afirmou.
A parlamentar também criticou o que considera uma tentativa de atribuir a Lula conquistas e realizações que não seriam de responsabilidade do presidente. Em tom irônico, mencionou até a criação do sistema solar entre os feitos que, segundo ela, teriam sido associados ao petista durante a campanha.
“Foi o Lula que criou o SUS, que foi o Lula que criou o mundo, que foi o Lula que criou o sistema solar, enfim, que falar que o Bolsonaro ia vender o Brasil para outro planeta, só história mirabolante que, infelizmente, algumas pessoas acabam caindo nas histórias da esquerda e nesse terrorismo”, declarou.
Na avaliação de Samantha, o resultado das urnas foi influenciado por promessas que considera irreais e por discursos que teriam convencido parte do eleitorado de que a permanência de Bolsonaro no poder poderia provocar retrocessos.
A vereadora voltou a comparar os dois períodos ao afirmar que a situação atual do país seria mais grave do que durante a crise sanitária provocada pela Covid-19. Ela também mencionou Flávio Bolsonaro ao comentar que ele nunca ocupou a Presidência da República.
“Mas, no final das contas, a realidade é, Flávio Bolsonaro nunca foi presidente, a situação em que o país se encontra hoje está pior do que na pandemia, que é quando o Bolsonaro foi presidente e, infelizmente, fizeram um terrorismo muito grande, muitas promessas irreais, muita conversa fiada e, de uma maneira muito triste, a gente vê que muita gente caiu nessas conversas”, afirmou.
Publicado originalmente em infoverus.com.br



