Samantha lidera gastos entre deputados eleitos em MT; seis campanhas superaram R$ 1 milhão
A vereadora de Cuiabá Samantha do Abilio (PL) liderou os gastos eleitorais entre os 24 candidatos que conquistaram uma cadeira na Assembleia Legislativa...

A vereadora de Cuiabá Samantha do Abilio (PL) liderou os gastos eleitorais entre os 24 candidatos que conquistaram uma cadeira na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) nas eleições de 2026. Eleita deputada estadual com 57.900 votos, ela declarou R$ 1.218.793,08 em despesas contratadas durante a campanha. O valor foi o maior entre os parlamentares eleitos e representa um investimento equivalente a R$ 21,05 por voto recebido.
Os números constam nos dados de prestação de contas disponibilizados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), atualizados nesta sexta-feira (23). O levantamento considera exclusivamente os candidatos eleitos no primeiro turno, realizado em 4 de outubro, incluindo aqueles que conquistaram o primeiro mandato e os parlamentares reconduzidos à Assembleia.
Na segunda posição aparece Valmir Moretto (Republicanos), reeleito com 37.653 votos e R$ 1.195.080,52 em despesas contratadas. O terceiro maior investimento foi do deputado Dr. João (MDB), que declarou R$ 1.085.660,48 e recebeu 55.955 votos.
Também ultrapassaram a marca de R$ 1 milhão em gastos Beto Dois a Um (Podemos), com R$ 1.077.399,69; Fabinho Tardin (Podemos), com R$ 1.019.703,23; e Max Russi (Podemos), com R$ 1.009.037,65.
Max, que foi o candidato a deputado estadual mais votado de Mato Grosso, com 86.934 votos, aparece apenas na sexta colocação entre os maiores gastos. Seu investimento corresponde a R$ 11,61 por voto, praticamente metade do valor registrado pela campanha de Samantha.
Somadas, as despesas contratadas pelos 24 eleitos chegaram a R$ 16.636.151,20, uma média de aproximadamente R$ 693,2 mil por campanha.
Ranking dos gastos dos 24 deputados eleitos
Confira os valores contratados e declarados à Justiça Eleitoral, em ordem decrescente:
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Samantha do Abilio (PL) – R$ 1.218.793,08
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Valmir Moretto (Republicanos) – R$ 1.195.080,52
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Dr. João (MDB) – R$ 1.085.660,48
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Beto Dois a Um (Podemos) – R$ 1.077.399,69
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Fabinho Tardin (Podemos) – R$ 1.019.703,23
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Max Russi (Podemos) – R$ 1.009.037,65
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Chico Guarnieri (PSDB) – R$ 986.809,46
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Nininho (Republicanos) – R$ 933.598,59
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Diego Guimarães (Republicanos) – R$ 882.995,85
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Alessandra Ferreira (Podemos) – R$ 843.301,20
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Thiago Silva (MDB) – R$ 840.921,16
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Léo Bortolin (MDB) – R$ 767.944,37
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Dilmar Dal Bosco (União) – R$ 735.633,70
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Lúdio Cabral (PT) – R$ 673.819,82
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Adelcino Lopo (Podemos) – R$ 647.000,00
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Wilson Santos (PSD) – R$ 496.772,50
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Alcino Barcelos (PL) – R$ 443.281,74
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Faissal (PL) – R$ 407.124,55
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Valdir Barranco (PT) – R$ 342.019,63
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Carlos Avallone (PSDB) – R$ 321.606,61
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Dr. Eugênio (Republicanos) – R$ 303.824,84
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Sebastião Rezende (União) – R$ 191.706,71
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Ulysses Moraes (Podemos) – R$ 118.839,63
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Gilberto Cattani (PL) – R$ 93.276,19
Total de despesas contratadas: R$ 16.636.151,20.
Chico Guarnieri teve o maior gasto por voto; Cattani, o menor
A relação entre as despesas contratadas e a votação recebida revela diferenças ainda maiores entre os candidatos eleitos.
O deputado Chico Guarnieri (PSDB), que conquistou a última cadeira entre os 24 eleitos e recebeu 18.842 votos, registrou o maior gasto proporcional: R$ 52,37 por voto. Sua campanha declarou R$ 986,8 mil em despesas, o sétimo maior volume entre os eleitos.
Na sequência aparecem Valmir Moretto, com R$ 31,74 por voto, Adelcino Lopo (Podemos), com R$ 30,60, Fabinho Tardin, com R$ 28,23, e Nininho (Republicanos), com R$ 27,92.
Na outra ponta, Gilberto Cattani (PL) apresentou o menor investimento proporcional entre os eleitos. Com 69.672 votos, a terceira maior votação do estado, o parlamentar declarou apenas R$ 93.276,19 em despesas contratadas, equivalentes a R$ 1,34 por voto.
Ulysses Moraes (Podemos), que recebeu 56.207 votos, também aparece entre os menores gastos. Sua campanha declarou R$ 118.839,63, uma relação de R$ 2,11 por voto.
Outro destaque é Lúdio Cabral (PT), segundo candidato mais votado do estado, com 86.107 votos. O parlamentar declarou R$ 673.819,82 em despesas contratadas, equivalentes a R$ 7,83 por voto, ficando na 14ª posição do ranking geral de gastos.
Os valores por voto são indicadores comparativos obtidos pela divisão das despesas contratadas pelo número de votos recebidos. Não significam que os candidatos tenham comprado votos ou que exista relação direta entre o investimento financeiro e o resultado eleitoral.
Prestação de contas termina em novembro
Os candidatos que disputaram as eleições de 2026 têm até 3 de novembro para apresentar à Justiça Eleitoral a prestação de contas final referente ao primeiro turno.
A documentação deverá detalhar as receitas arrecadadas, despesas contratadas, pagamentos realizados e eventuais obrigações financeiras pendentes.
Os valores apresentados no levantamento correspondem às despesas contratadas informadas ao TSE, que não necessariamente foram integralmente pagas. Os registros também poderão sofrer alterações até a entrega e análise das prestações de contas definitivas.
A Justiça Eleitoral poderá solicitar documentos complementares e esclarecimentos antes de decidir pela aprovação, aprovação com ressalvas ou desaprovação das contas dos candidatos.
Publicado originalmente em infoverus.com.br



