Vereadores Maysa Leão e Demilson Nogueira trocam acusações durante sessão em Cuiabá; VEJA VÍDEO
Discussão envolveu suposta interferência da Prefeitura no Legislativo, CPI do Assédio Sexual e críticas à atuação de parlamentares
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A sessão ordinária da Câmara Municipal de Cuiabá desta quinta-feira (9) foi marcada por gritos, acusações e bate-boca entre os vereadores Maysa Leão (Republicanos) e Demilson Nogueira (PP). O confronto ocorreu durante debates sobre a relação entre o Legislativo e o Executivo Municipal e quase levou à interrupção dos trabalhos pela terceira vez.
A discussão começou após Maysa criticar o que classificou como interferência da Prefeitura nos assuntos internos da Câmara. A vereadora afirmou que alguns parlamentares estariam atuando para proteger a gestão do prefeito Abilio Brunini (PL) e comparou a atual relação entre os poderes com críticas feitas na legislatura passada, quando opositores diziam que a Casa de Leis funcionava como um “puxadinho” do Executivo.
Durante o discurso, Maysa citou a ação judicial movida pelo prefeito contra trechos do Regimento Interno da Câmara, incluindo regras que exigem quórum qualificado para aprovação de determinadas matérias. O tema gerou novos debates após o vereador Daniel Monteiro questionar que a iniciativa do Executivo teria partido de uma solicitação feita por um parlamentar.
“Aqui é uma filial do prefeito Abilio”, afirmou Maysa ao criticar a postura de parte dos vereadores.
A parlamentar também mencionou o arquivamento de uma denúncia de assédio sexual envolvendo a Prefeitura e citou a tentativa de retomada da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) sobre o caso, protocolada pela vereadora Maria Avallone (PSDB). Segundo Maysa, Demilson teria articulado uma nova CPI para impedir o avanço da investigação.
“O vereador Demilson Nogueira, numa atitude patética, 21h44 estava protocolando uma nova CPI para barrar a CPI de Maria Avallone. Qual é o desespero? Por que não se pode investigar? (...) Por que o desespero de às 21h44 minutos estar protocolando uma CPI para barrar uma investigação? Que medo é esse? Que desespero é esse?”, declarou.
Inicialmente, Demilson não respondeu às acusações. Após outro momento de tensão envolvendo a ação sobre o Regimento Interno, o vereador rebateu as críticas e afirmou que Maysa costuma atacar colegas quando é contrariada.
Segundo ele, a parlamentar teria adotado comportamento semelhante em períodos próximos às eleições. Demilson também lembrou que teria ajudado Maysa durante um processo que poderia resultar na cassação do mandato dela.
“Ela sempre querendo ser a última bolacha do pacote, tem que sair atacando quando alguém diverge do que ela pensa (...). Eu lhe respeito da forma que você o é, (...) o mesmo pateta chamado por você hoje, foi aquele que teve diligência… inclusive recebi ligação do seu marido dizendo ‘obrigado por tudo o que você fez’, mas hoje, quando as minhas ideias não batem com as suas, você tem que agir assim, tentando reduzir os seus colegas, mas nós já te conhecemos, sabemos como você o é”, afirmou.
Após ser citada, Maysa pediu direito de resposta, mas a presidente da Câmara, Paula Calil (PL), negou o pedido. Segundo a presidente, as declarações de Demilson não teriam atingido a honra da vereadora, requisito necessário para concessão da resposta.
A decisão aumentou a tensão no plenário. Maysa se exaltou durante a discussão e precisou ser contida por outros parlamentares, enquanto a sessão seguia com o clima de confronto entre os vereadores.
A discussão começou após Maysa criticar o que classificou como interferência da Prefeitura nos assuntos internos da Câmara. A vereadora afirmou que alguns parlamentares estariam atuando para proteger a gestão do prefeito Abilio Brunini (PL) e comparou a atual relação entre os poderes com críticas feitas na legislatura passada, quando opositores diziam que a Casa de Leis funcionava como um “puxadinho” do Executivo.
Durante o discurso, Maysa citou a ação judicial movida pelo prefeito contra trechos do Regimento Interno da Câmara, incluindo regras que exigem quórum qualificado para aprovação de determinadas matérias. O tema gerou novos debates após o vereador Daniel Monteiro questionar que a iniciativa do Executivo teria partido de uma solicitação feita por um parlamentar.
“Aqui é uma filial do prefeito Abilio”, afirmou Maysa ao criticar a postura de parte dos vereadores.
A parlamentar também mencionou o arquivamento de uma denúncia de assédio sexual envolvendo a Prefeitura e citou a tentativa de retomada da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) sobre o caso, protocolada pela vereadora Maria Avallone (PSDB). Segundo Maysa, Demilson teria articulado uma nova CPI para impedir o avanço da investigação.
“O vereador Demilson Nogueira, numa atitude patética, 21h44 estava protocolando uma nova CPI para barrar a CPI de Maria Avallone. Qual é o desespero? Por que não se pode investigar? (...) Por que o desespero de às 21h44 minutos estar protocolando uma CPI para barrar uma investigação? Que medo é esse? Que desespero é esse?”, declarou.
Inicialmente, Demilson não respondeu às acusações. Após outro momento de tensão envolvendo a ação sobre o Regimento Interno, o vereador rebateu as críticas e afirmou que Maysa costuma atacar colegas quando é contrariada.
Segundo ele, a parlamentar teria adotado comportamento semelhante em períodos próximos às eleições. Demilson também lembrou que teria ajudado Maysa durante um processo que poderia resultar na cassação do mandato dela.
“Ela sempre querendo ser a última bolacha do pacote, tem que sair atacando quando alguém diverge do que ela pensa (...). Eu lhe respeito da forma que você o é, (...) o mesmo pateta chamado por você hoje, foi aquele que teve diligência… inclusive recebi ligação do seu marido dizendo ‘obrigado por tudo o que você fez’, mas hoje, quando as minhas ideias não batem com as suas, você tem que agir assim, tentando reduzir os seus colegas, mas nós já te conhecemos, sabemos como você o é”, afirmou.
Após ser citada, Maysa pediu direito de resposta, mas a presidente da Câmara, Paula Calil (PL), negou o pedido. Segundo a presidente, as declarações de Demilson não teriam atingido a honra da vereadora, requisito necessário para concessão da resposta.
A decisão aumentou a tensão no plenário. Maysa se exaltou durante a discussão e precisou ser contida por outros parlamentares, enquanto a sessão seguia com o clima de confronto entre os vereadores.
Publicado originalmente em infoverus.com.br



