Alvo de operação que apura rombo de R$ 90 milhões em MT foi condenado pelo 8 de Janeiro
Francismar Vieira Bezerra da Cruz é apontado como integrante de esquema com empresas usadas para movimentar grãos sem recolher ICMS
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Francismar Vieira Bezerra da Cruz foi preso em Cuiabá nesta quarta-feira (26) durante a Operação Safra Oculta, deflagrada pelo Ministério Público de Goiás (MPGO) para investigar um suposto esquema de sonegação fiscal envolvendo o comércio interestadual de grãos. Segundo as investigações, duas empresas ligadas ao esquema acumularam cerca de R$ 90 milhões em débitos de ICMS.
Além da investigação por crimes fiscais, Francismar também já foi condenado pela participação nos atos de 8 de Janeiro, quando as sedes dos Três Poderes, em Brasília, foram invadidas e depredadas.
A operação cumpriu nove mandados de prisão preventiva e 13 de busca e apreensão em Goiás, Santa Catarina, São Paulo, Mato Grosso e Bahia. Os investigados são suspeitos de envolvimento com organização criminosa, lavagem de dinheiro e sonegação fiscal.
Empresas movimentavam grãos sem pagar imposto
A investigação começou há cerca de dois anos, depois que a Superintendência de Fiscalização Regionalizada da Receita Estadual identificou movimentações consideradas suspeitas.
Por meio dos sistemas de fiscalização e das abordagens de trânsito, foram encontradas empresas que emitiam documentos fiscais com ICMS destacado, mas que não faziam o pagamento do imposto.
O aprofundamento da apuração levou os investigadores até empresas conhecidas como “noteiras”, utilizadas em operações envolvendo grãos. Conforme o MPGO, essas empresas não teriam estrutura financeira ou capacidade de produção compatível com a quantidade de mercadorias movimentada.
Também foram identificadas pessoas que, segundo a investigação, seriam utilizadas para aparecer formalmente nos quadros societários das empresas.
De acordo com o superintendente de Fiscalização Regionalizada da Secretaria da Economia, Gustavo Henrique dos Reis Cardoso, em determinadas operações com grãos o ICMS precisa ser recolhido antecipadamente.
A suspeita é de que os documentos fiscais eram utilizados para dar aparência regular à saída das mercadorias, enquanto o imposto devido não era recolhido.
Uma das empresas investigadas chegou a movimentar quase R$ 200 milhões em um curto período, segundo a apuração.
Investigado também responde por atos de 8 de Janeiro
Francismar também aparece em outro caso de grande repercussão nacional. Ele foi condenado pela Justiça por participação nos atos de 8 de Janeiro de 2023.
Em 14 de agosto de 2025, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), proferiu decisões envolvendo pessoas condenadas pelos atos que estavam em liberdade provisória e eram monitoradas por tornozeleira eletrônica.
Conforme a decisão, Francismar havia sido condenado a um ano de reclusão e 20 dias-multa, além do pagamento de R$ 5 milhões.
Por ser réu primário e preencher os requisitos previstos em lei, a prisão havia sido substituída por medidas cautelares.
O problema é que, ainda segundo Alexandre de Moraes, Francismar acumulava 12 violações das medidas cautelares registradas somente em julho de 2025.
Agora, ele volta a ser alvo da Justiça, desta vez em uma investigação conduzida pelo MPGO sobre um esquema que, segundo os investigadores, teria provocado dezenas de milhões de reais em débitos de ICMS.
Além da investigação por crimes fiscais, Francismar também já foi condenado pela participação nos atos de 8 de Janeiro, quando as sedes dos Três Poderes, em Brasília, foram invadidas e depredadas.
A operação cumpriu nove mandados de prisão preventiva e 13 de busca e apreensão em Goiás, Santa Catarina, São Paulo, Mato Grosso e Bahia. Os investigados são suspeitos de envolvimento com organização criminosa, lavagem de dinheiro e sonegação fiscal.
Empresas movimentavam grãos sem pagar imposto
A investigação começou há cerca de dois anos, depois que a Superintendência de Fiscalização Regionalizada da Receita Estadual identificou movimentações consideradas suspeitas.
Por meio dos sistemas de fiscalização e das abordagens de trânsito, foram encontradas empresas que emitiam documentos fiscais com ICMS destacado, mas que não faziam o pagamento do imposto.
O aprofundamento da apuração levou os investigadores até empresas conhecidas como “noteiras”, utilizadas em operações envolvendo grãos. Conforme o MPGO, essas empresas não teriam estrutura financeira ou capacidade de produção compatível com a quantidade de mercadorias movimentada.
Também foram identificadas pessoas que, segundo a investigação, seriam utilizadas para aparecer formalmente nos quadros societários das empresas.
De acordo com o superintendente de Fiscalização Regionalizada da Secretaria da Economia, Gustavo Henrique dos Reis Cardoso, em determinadas operações com grãos o ICMS precisa ser recolhido antecipadamente.
A suspeita é de que os documentos fiscais eram utilizados para dar aparência regular à saída das mercadorias, enquanto o imposto devido não era recolhido.
Uma das empresas investigadas chegou a movimentar quase R$ 200 milhões em um curto período, segundo a apuração.
Investigado também responde por atos de 8 de Janeiro
Francismar também aparece em outro caso de grande repercussão nacional. Ele foi condenado pela Justiça por participação nos atos de 8 de Janeiro de 2023.
Em 14 de agosto de 2025, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), proferiu decisões envolvendo pessoas condenadas pelos atos que estavam em liberdade provisória e eram monitoradas por tornozeleira eletrônica.
Conforme a decisão, Francismar havia sido condenado a um ano de reclusão e 20 dias-multa, além do pagamento de R$ 5 milhões.
Por ser réu primário e preencher os requisitos previstos em lei, a prisão havia sido substituída por medidas cautelares.
O problema é que, ainda segundo Alexandre de Moraes, Francismar acumulava 12 violações das medidas cautelares registradas somente em julho de 2025.
Agora, ele volta a ser alvo da Justiça, desta vez em uma investigação conduzida pelo MPGO sobre um esquema que, segundo os investigadores, teria provocado dezenas de milhões de reais em débitos de ICMS.
Publicado originalmente em infoverus.com.br



