Ananias Filho rebate suplente de Medeiros e diz que MT não pode ignorar feminicídios
Ananias Filho afirmou que combate à violência contra mulheres não pode ser tratado apenas como questão de estatística ou nomenclatura
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O presidente do PL em Mato Grosso, Ananias Filho, se posicionou contra a declaração do empresário Odilio Balbinotti Filho, primeiro suplente do candidato ao Senado José Medeiros (PL), que atribuiu à esquerda a criação do feminicídio e defendeu que assassinatos de mulheres fossem tratados apenas como homicídios.
A declaração de Ananias ocorre após a repercussão de um vídeo publicado por Balbinotti nas redes sociais no sábado (29). No conteúdo, o empresário questionou a utilização do termo feminicídio e afirmou que “a esquerda criou o feminicídio”, sustentando que, na prática, o crime seria apenas um “homicídio de mulheres”. A fala também repercutiu entre outros nomes da política mato-grossense.
Ananias afirmou que tomou conhecimento da manifestação pela imprensa e deixou claro que não concorda com a avaliação feita pelo suplente. Para o dirigente partidário, a discussão sobre a violência contra as mulheres não deve ficar restrita à forma como os crimes são classificados.
“Não concordo. Eu fiquei sabendo dessa informação agora por parte da imprensa que me comunicou. Eu não concordo. Eu acho que não pode ser só estatística, não pode ser só nomenclatura. Nós temos que fazer realmente, fazer com que as mulheres tenham uma proteção cada vez maior”, afirmou.
MUDANÇA CULTURAL
Ao explicar sua posição, Ananias afirmou que a violência contra a mulher está ligada também a comportamentos e estruturas sociais que colocam as vítimas em situação de maior vulnerabilidade.
Segundo ele, embora as mulheres tenham força e capacidade em diferentes áreas da vida, existe uma imposição social de fragilidade que pode contribuir para situações de submissão e violência. Por isso, defendeu que o enfrentamento ao problema também passe por uma transformação cultural.
“Porque a mulher é mais frágil, ela é forte como ser humano, ela é forte como um desempenho de trabalhadora, mas a sociedade impõe fragilidade a ela. E mostra e quer subjugar muitas vezes as mulheres. Eu acho que nós temos um dever de mudar essa cultura de feminicídio que existe no Brasil e que existe em Mato Grosso”, declarou.
A manifestação coloca o presidente estadual do PL em uma posição de discordância pública em relação a um dos integrantes da chapa de José Medeiros. Balbinotti, além de primeiro suplente na disputa pelo Senado, também atua na coordenação da campanha presidencial de Flávio Bolsonaro em Mato Grosso.
“NÃO PODE SER SECUNDÁRIO”
Ananias também chamou atenção para a situação de Mato Grosso e afirmou que o Estado não pode tratar os casos de violência contra mulheres como um problema de menor importância.
A avaliação foi feita justamente após Balbinotti utilizar os índices de mortes de mulheres em Mato Grosso para sustentar sua crítica à legislação. O empresário defendeu que, em vez de criar uma nomenclatura específica, o poder público deveria concentrar esforços em ações de combate à violência e no enfrentamento da impunidade.
Para o presidente do PL, entretanto, a gravidade do cenário exige uma resposta mais ampla e uma mudança na forma como a sociedade encara a violência contra as mulheres.
“Mato Grosso não pode ser de forma alguma campeão nacional de uma coisa tão asquerosa que é o feminicídio”, afirmou.
A declaração de Ananias reforça que, apesar de integrarem o mesmo campo político, os dois não têm a mesma avaliação sobre a necessidade de utilizar a tipificação de feminicídio no enfrentamento aos assassinatos de mulheres.
A declaração de Ananias ocorre após a repercussão de um vídeo publicado por Balbinotti nas redes sociais no sábado (29). No conteúdo, o empresário questionou a utilização do termo feminicídio e afirmou que “a esquerda criou o feminicídio”, sustentando que, na prática, o crime seria apenas um “homicídio de mulheres”. A fala também repercutiu entre outros nomes da política mato-grossense.
Ananias afirmou que tomou conhecimento da manifestação pela imprensa e deixou claro que não concorda com a avaliação feita pelo suplente. Para o dirigente partidário, a discussão sobre a violência contra as mulheres não deve ficar restrita à forma como os crimes são classificados.
“Não concordo. Eu fiquei sabendo dessa informação agora por parte da imprensa que me comunicou. Eu não concordo. Eu acho que não pode ser só estatística, não pode ser só nomenclatura. Nós temos que fazer realmente, fazer com que as mulheres tenham uma proteção cada vez maior”, afirmou.
MUDANÇA CULTURAL
Ao explicar sua posição, Ananias afirmou que a violência contra a mulher está ligada também a comportamentos e estruturas sociais que colocam as vítimas em situação de maior vulnerabilidade.
Segundo ele, embora as mulheres tenham força e capacidade em diferentes áreas da vida, existe uma imposição social de fragilidade que pode contribuir para situações de submissão e violência. Por isso, defendeu que o enfrentamento ao problema também passe por uma transformação cultural.
“Porque a mulher é mais frágil, ela é forte como ser humano, ela é forte como um desempenho de trabalhadora, mas a sociedade impõe fragilidade a ela. E mostra e quer subjugar muitas vezes as mulheres. Eu acho que nós temos um dever de mudar essa cultura de feminicídio que existe no Brasil e que existe em Mato Grosso”, declarou.
A manifestação coloca o presidente estadual do PL em uma posição de discordância pública em relação a um dos integrantes da chapa de José Medeiros. Balbinotti, além de primeiro suplente na disputa pelo Senado, também atua na coordenação da campanha presidencial de Flávio Bolsonaro em Mato Grosso.
“NÃO PODE SER SECUNDÁRIO”
Ananias também chamou atenção para a situação de Mato Grosso e afirmou que o Estado não pode tratar os casos de violência contra mulheres como um problema de menor importância.
A avaliação foi feita justamente após Balbinotti utilizar os índices de mortes de mulheres em Mato Grosso para sustentar sua crítica à legislação. O empresário defendeu que, em vez de criar uma nomenclatura específica, o poder público deveria concentrar esforços em ações de combate à violência e no enfrentamento da impunidade.
Para o presidente do PL, entretanto, a gravidade do cenário exige uma resposta mais ampla e uma mudança na forma como a sociedade encara a violência contra as mulheres.
“Mato Grosso não pode ser de forma alguma campeão nacional de uma coisa tão asquerosa que é o feminicídio”, afirmou.
A declaração de Ananias reforça que, apesar de integrarem o mesmo campo político, os dois não têm a mesma avaliação sobre a necessidade de utilizar a tipificação de feminicídio no enfrentamento aos assassinatos de mulheres.
Publicado originalmente em infoverus.com.br



