Antonieta de Barros: a professora e jornalista negra que ajudou a instituir o Dia do Professor
Primeira mulher negra a assumir um mandato parlamentar no Brasil, catarinense defendeu a educação pública e a ampliação do acesso ao ensino em uma época marcada por barreiras sociais e raciais
Por Redação Argumento Público3 min de leitura

A história do Dia do Professor, celebrado em 15 de outubro, tem entre seus capítulos a trajetória de Antonieta de Barros, educadora, jornalista, escritora e política catarinense que transformou a defesa da educação em uma das principais bandeiras de sua atuação pública.
Em 1948, Antonieta foi responsável pela lei que instituiu a data comemorativa em Santa Catarina, 15 anos antes de o Dia do Professor ser oficializado em âmbito nacional. Sua trajetória também marcou a história política brasileira, por ter sido a primeira mulher negra a assumir um mandato parlamentar no país.
Da sala de aula à política
Nascida em Florianópolis, em 1901, Antonieta de Barros formou-se professora pela Escola Normal Catarinense aos 17 anos. Dedicou-se ao ensino e à alfabetização, inclusive de adultos, em um período em que o acesso à educação era limitado por profundas desigualdades sociais.
Além do trabalho em sala de aula, construiu carreira no jornalismo. Publicava crônicas e artigos sob o pseudônimo Maria da Ilha, abordando questões sociais, educação, direitos das mulheres e participação política.
Em 1934, ingressou na política catarinense, em um contexto de ampliação dos direitos políticos das mulheres no Brasil. Sua atuação parlamentar foi marcada pela defesa do ensino público, da valorização dos professores e de melhores oportunidades educacionais para a população de baixa renda.
Antonieta voltou à Assembleia Legislativa de Santa Catarina em uma nova etapa de sua trajetória política, mantendo a educação entre os temas centrais de sua atuação.
A origem do Dia do Professor
Em 12 de outubro de 1948, foi promulgada em Santa Catarina a Lei nº 145, de autoria de Antonieta de Barros, que instituiu o dia 15 de outubro como Dia do Professor e feriado escolar no estado.
A escolha da data remete a 15 de outubro de 1827, quando Dom Pedro I assinou um decreto que estabeleceu regras para a organização do ensino elementar no Brasil.
A iniciativa catarinense antecedeu o reconhecimento nacional. Em 14 de outubro de 1963, o presidente João Goulart assinou o Decreto nº 52.682, que oficializou o Dia do Professor em todo o país e estabeleceu a data como feriado escolar.
Assim, uma lei estadual proposta por Antonieta tornou-se parte da história de uma celebração que passou a integrar o calendário educacional brasileiro.
Um legado que ultrapassa a data comemorativa
Antonieta de Barros morreu em 1952, aos 50 anos, mas sua trajetória permanece como referência na história da educação, do jornalismo e da participação política das mulheres negras no Brasil.
Em 2023, seu nome foi inscrito no Livro dos Heróis e Heroínas da Pátria, por meio da Lei Federal nº 14.518, reconhecimento de sua contribuição para a história nacional.
Sua atuação reuniu diferentes frentes: a formação de estudantes, a produção jornalística, a defesa da educação pública e a ocupação de espaços políticos em uma sociedade marcada por barreiras de gênero e raça.
No Dia do Professor, sua história acrescenta uma dimensão histórica à celebração: a de uma educadora que levou a experiência da sala de aula para o Parlamento e participou da construção de uma data que, anos depois, passou a integrar o calendário nacional.
Fontes consultadas: Assembleia Legislativa de Santa Catarina, Memória Política de Santa Catarina, Senado Federal e Portal da Legislação da Presidência da República.
Em 1948, Antonieta foi responsável pela lei que instituiu a data comemorativa em Santa Catarina, 15 anos antes de o Dia do Professor ser oficializado em âmbito nacional. Sua trajetória também marcou a história política brasileira, por ter sido a primeira mulher negra a assumir um mandato parlamentar no país.
Da sala de aula à política
Nascida em Florianópolis, em 1901, Antonieta de Barros formou-se professora pela Escola Normal Catarinense aos 17 anos. Dedicou-se ao ensino e à alfabetização, inclusive de adultos, em um período em que o acesso à educação era limitado por profundas desigualdades sociais.
Além do trabalho em sala de aula, construiu carreira no jornalismo. Publicava crônicas e artigos sob o pseudônimo Maria da Ilha, abordando questões sociais, educação, direitos das mulheres e participação política.
Em 1934, ingressou na política catarinense, em um contexto de ampliação dos direitos políticos das mulheres no Brasil. Sua atuação parlamentar foi marcada pela defesa do ensino público, da valorização dos professores e de melhores oportunidades educacionais para a população de baixa renda.
Antonieta voltou à Assembleia Legislativa de Santa Catarina em uma nova etapa de sua trajetória política, mantendo a educação entre os temas centrais de sua atuação.
A origem do Dia do Professor
Em 12 de outubro de 1948, foi promulgada em Santa Catarina a Lei nº 145, de autoria de Antonieta de Barros, que instituiu o dia 15 de outubro como Dia do Professor e feriado escolar no estado.
A escolha da data remete a 15 de outubro de 1827, quando Dom Pedro I assinou um decreto que estabeleceu regras para a organização do ensino elementar no Brasil.
A iniciativa catarinense antecedeu o reconhecimento nacional. Em 14 de outubro de 1963, o presidente João Goulart assinou o Decreto nº 52.682, que oficializou o Dia do Professor em todo o país e estabeleceu a data como feriado escolar.
Assim, uma lei estadual proposta por Antonieta tornou-se parte da história de uma celebração que passou a integrar o calendário educacional brasileiro.
Um legado que ultrapassa a data comemorativa
Antonieta de Barros morreu em 1952, aos 50 anos, mas sua trajetória permanece como referência na história da educação, do jornalismo e da participação política das mulheres negras no Brasil.
Em 2023, seu nome foi inscrito no Livro dos Heróis e Heroínas da Pátria, por meio da Lei Federal nº 14.518, reconhecimento de sua contribuição para a história nacional.
Sua atuação reuniu diferentes frentes: a formação de estudantes, a produção jornalística, a defesa da educação pública e a ocupação de espaços políticos em uma sociedade marcada por barreiras de gênero e raça.
No Dia do Professor, sua história acrescenta uma dimensão histórica à celebração: a de uma educadora que levou a experiência da sala de aula para o Parlamento e participou da construção de uma data que, anos depois, passou a integrar o calendário nacional.
Fontes consultadas: Assembleia Legislativa de Santa Catarina, Memória Política de Santa Catarina, Senado Federal e Portal da Legislação da Presidência da República.



