Cinco chapas brigam por duas vagas na reta final da disputa por 24 cadeiras da Assembleia de MT
Republicanos, Podemos, Federação Brasil da Esperança, PSD e Novo aparecem na disputa pelas últimas cadeiras, enquanto 22 vagas têm cenário-base definido a partir das projeções
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A eleição para a Assembleia Legislativa de Mato Grosso deve ter uma disputa especialmente apertada pelas últimas duas das 24 cadeiras. Republicanos, Podemos, Federação Brasil da Esperança, formada por PT, PV e PCdoB, PSD e Novo aparecem como os principais concorrentes por essas vagas, de acordo com uma projeção elaborada a partir das chapas registradas, do desempenho histórico dos candidatos, da estrutura política atual e de um quociente eleitoral estimado em aproximadamente 77 mil votos.
O cenário indica que 22 cadeiras estariam encaminhadas entre as oito chapas que disputam a eleição, caso as nominatas apresentem desempenho dentro de uma faixa considerada mediana, sem votação muito abaixo ou muito acima das expectativas atuais.
Isso não significa, porém, que 22 candidatos já estejam matematicamente eleitos. Trata-se de uma projeção baseada nas faixas de votação consideradas mais plausíveis neste momento. A definição real dependerá do resultado das urnas, do total de votos válidos e, principalmente, das médias calculadas na distribuição das sobras.
Pela estimativa atual, Republicanos e Podemos partem com possibilidade de conquistar quatro cadeiras cada. O MDB também aparece com quatro, enquanto o PL teria três. A Federação Brasil da Esperança e a Federação União Progressista, formada por União Brasil e PP, aparecem com duas cadeiras cada. A Federação PSDB/Cidadania teria duas, e o PSD começaria com uma.
A conta deixa, portanto, duas cadeiras abertas para uma disputa que pode envolver cinco chapas.
Republicanos e Podemos tentam ampliar bancadas
Republicanos e Podemos aparecem no topo da disputa proporcional e têm como principal objetivo transformar a força das respectivas nominatas em uma quinta cadeira.
No Republicanos, a chapa reúne candidatos com histórico eleitoral consolidado, entre eles Nininho, Diego Guimarães, Dr. Eugênio, Gilberto Figueiredo, Paulo Araújo, Valmir Moretto, Maysa Leão, Alex Sandro, Wlad Mesquita, Ari Lafin e Alan Porto.
A nominata também reúne vereadores, ex-deputados e outros candidatos com votação conhecida em eleições anteriores. Alan Porto chega ao pleito após comandar a Secretaria de Estado de Educação por duas gestões. Gilberto Figueiredo traz a experiência à frente da Secretaria de Estado de Saúde, enquanto Ari Lafin carrega a estrutura política construída durante o período em que foi prefeito de Sorriso.
A projeção atual coloca o Republicanos na faixa de 300 mil votos. Esse desempenho seria suficiente para deixar quatro cadeiras em situação bastante confortável e colocar a quinta diretamente na disputa pelas médias.
O Podemos apresenta cenário semelhante. A chapa tem como principal nome o presidente da Assembleia Legislativa, Max Russi, além de Beto Dois a Um, Fabinho Tardin, Ulysses Moraes, Allan Kardec, Mauro Savi e outros candidatos com histórico eleitoral.
Max chega ao novo pleito com a maior estrutura política de sua carreira e depois de registrar crescimento sucessivo em votação. Beto Dois a Um, que passou quatro anos como vice-líder do Governo, trabalha internamente com uma meta próxima de 40 mil votos.
A estimativa também coloca o Podemos na casa dos 300 mil votos ou mais. Com isso, quatro cadeiras aparecem fortemente sustentadas, enquanto a quinta dependeria do desempenho da chapa e da comparação com as demais concorrentes nas sobras.
O próprio Max Russi já projetou que o partido possa chegar a seis deputados estaduais. Para que isso aconteça, porém, seria necessário um desempenho acima da faixa considerada atualmente provável e, principalmente, que outras chapas fiquem abaixo das expectativas.
MDB aparece com três cadeiras seguras e quarta no radar
O MDB vem logo atrás das duas maiores nominatas, com uma chapa que reúne Eduardo Botelho, Dr. João, Thiago Silva, Jéssica Riva, Léo Bortolin, Silvano Amaral, Túlio Fontes e outros candidatos com bases eleitorais próprias.
Eduardo Botelho continua sendo o principal puxador de votos da chapa pelo histórico eleitoral. Dr. João chega fortalecido pela posição de primeiro-secretário da Assembleia, enquanto Thiago Silva mantém uma base consolidada em Rondonópolis e junto à Igreja Assembleia de Deus.
Léo Bortolin possui frentes políticas espalhadas por diferentes regiões do Estado, enquanto Jéssica Riva entra na disputa carregando o espólio eleitoral da família Riva. A avaliação é de que a nominata já teria condições de ser competitiva mesmo sem a presença dela.
A projeção atual coloca o MDB entre 260 mil e 300 mil votos.
Nesse intervalo, três cadeiras aparecem em terreno considerado bastante seguro. A quarta também é apontada como provável, mas depende do comportamento das médias na distribuição das sobras.
PL deve chegar a três com Cattani, Faissal e Samantha
O PL também aparece com uma perspectiva de crescimento na Assembleia. A chapa parte de duas candidaturas com votação estadual já comprovada: Gilberto Cattani e Faissal Calil.
A principal novidade é Samantha Iris, vereadora mais votada de Cuiabá em 2024 e que agora disputa uma vaga de deputada estadual contando com a estrutura política e eleitoral do marido, o prefeito Abilio Brunini.
A projeção para a chapa varia entre 200 mil e 220 mil votos. Nesse patamar, duas cadeiras seriam conquistadas com relativa tranquilidade, enquanto a terceira teria condições de entrar de forma competitiva na disputa das médias.
Por isso, o cenário-base aponta para três deputados eleitos pelo PL.
Federação de esquerda tenta repetir força e buscar terceira cadeira
A Federação Brasil da Esperança também aparece entre as chapas que podem surpreender na parte final da distribuição.
O principal nome é Lúdio Cabral, que chega à eleição apenas dois anos depois de disputar o segundo turno da Prefeitura de Cuiabá. O desempenho naquela eleição amplia o recall do candidato, principalmente na Capital, onde ele já havia concentrado parcela importante de sua votação para deputado estadual em 2022.
A nominata ainda conta com o deputado estadual Valdir Barranco, o ex-deputado Zé Carlos do Pátio, a ex-vereadora Edna Sampaio e o sindicalista Henrique Lopes, todos com histórico de votações relevantes em eleições anteriores.
Duas cadeiras aparecem como cenário-base. A terceira, entretanto, é possível caso a federação consiga levar sua votação para uma faixa superior e tenha desempenho suficiente para superar as demais chapas na disputa pelas últimas vagas.
União Progressista aposta em poucos nomes com votação consolidada
A Federação União Progressista, formada por União Brasil e PP, apresenta uma estratégia diferente das maiores nominatas. A chapa possui apenas dez candidatos, número inferior ao de suas principais adversárias.
Em compensação, concentra nomes com forte histórico eleitoral, como Dilmar Dal Bosco, Sebastião Rezende e Júlio Campos.
A quantidade reduzida de candidatos limita o potencial de uma votação muito elevada da chapa, mas também permite que os votos se concentrem nos principais nomes.
A projeção atual coloca a federação entre 140 mil e 160 mil votos.
Com aproximadamente 145 mil votos e um quociente eleitoral estimado em 77 mil, a chapa não alcançaria dois quocientes completos. Ainda assim, entraria na disputa pela segunda cadeira por meio das sobras, com uma média inicial próxima de 72,5 mil votos.
É justamente por isso que a segunda vaga continua aparecendo como provável. A terceira, por outro lado, está distante do cenário atual.
PSDB/Cidadania mira duas cadeiras
Na Federação PSDB/Cidadania, Carlos Avallone e Juca do Guaraná aparecem como os nomes mais conhecidos da chapa.
Chico Guarnieri também chega ao novo pleito em uma condição diferente daquela de 2022. Depois de assumir o mandato de deputado estadual, ganhou estrutura e exposição política, o que pode aumentar seu desempenho eleitoral.
A chapa ainda reúne Adenilson Rocha, Hugo Garcia, Carlos Sirena, Moacir Couto e outros candidatos com presença regional e histórico de votação.
A estimativa coloca a federação entre 140 mil e 170 mil votos, faixa na qual duas cadeiras entram no cenário-base.
Cinco chapas ficam de olho nas duas últimas cadeiras
É nesse ponto que a matemática eleitoral fica mais imprevisível.
Com 22 vagas encaminhadas dentro das projeções atuais, restariam duas cadeiras para cinco concorrentes: Republicanos, Podemos, Federação Brasil da Esperança, PSD e Novo.
Republicanos e Podemos tentam transformar suas grandes nominatas em uma quinta cadeira. A Federação Brasil da Esperança busca chegar ao terceiro deputado. O PSD tenta sair de uma para duas cadeiras, enquanto o Novo aparece com possibilidade de conquistar sua primeira vaga na Assembleia.
A expectativa é que a média necessária para entrar nessa disputa fique próxima de 64 mil votos, embora o número final dependa diretamente do total de votos válidos e da distribuição das cadeiras nas etapas anteriores.
Essa dinâmica faz com que a disputa não seja simplesmente entre quem possui mais votos. Uma chapa com grande votação pode estar concorrendo pela quinta cadeira ao mesmo tempo em que uma legenda menor tenta conquistar sua primeira vaga.
Quociente eleitoral deve ficar perto de 77 mil
Mato Grosso terá 2.638.230 eleitores aptos a votar em 2026, crescimento de aproximadamente 7% em relação às eleições gerais de 2022, quando o Estado tinha 2.469.414 eleitores.
Considerando aproximadamente o mesmo nível de comparecimento e a proporção de votos brancos, nulos e válidos registrada na eleição anterior, a estimativa é de cerca de 1,85 milhão de votos válidos para deputado estadual.
Dividindo esse total pelas 24 cadeiras da Assembleia Legislativa, chega-se a um quociente eleitoral estimado em aproximadamente 77 mil votos.
O número oficial, no entanto, só será conhecido depois da apuração. O quociente eleitoral é calculado pela divisão do total de votos válidos pelo número de vagas em disputa.
A partir desse resultado, os partidos e federações passam a calcular quantas cadeiras conquistaram diretamente. Depois dessa primeira distribuição, começa a disputa pelas sobras.
Entenda como funciona a conta das sobras
Com um quociente hipotético de 77 mil votos, uma chapa que alcance 230 mil votos conquistaria duas cadeiras diretamente, já que a divisão resulta em 2,98 e, nessa primeira etapa, é considerada apenas a parte inteira.
As vagas que permanecem sem preenchimento entram na distribuição das sobras.
Nesse momento, a Justiça Eleitoral calcula a média de cada partido ou federação, dividindo a quantidade total de votos da chapa pelo número de cadeiras que ela já conquistou, acrescido de um.
Uma chapa com 300 mil votos, por exemplo, conquistaria três cadeiras diretamente com um quociente de 77 mil. Para disputar a quarta, sua média seria de 75 mil votos. Caso obtivesse a cadeira, passaria a disputar a quinta com média de 60 mil votos.
É essa fórmula que deixa a disputa pelas últimas vagas tão aberta.
Uma chapa com 320 mil votos que esteja tentando conquistar seu quinto deputado pode chegar à disputa com uma média de 64 mil votos. Ao mesmo tempo, uma legenda que tenha 64 mil votos e ainda não tenha nenhuma cadeira pode entrar na mesma disputa pela primeira vaga.
Na primeira etapa das sobras, existe ainda uma exigência mínima: a chapa precisa alcançar pelo menos 80% do quociente eleitoral, enquanto o candidato precisa atingir individualmente 20% do quociente.
Considerando o quociente estimado em 77 mil votos, isso significaria aproximadamente 61,6 mil votos para a chapa e 15,4 mil votos para o candidato.
Por isso, embora 22 cadeiras apareçam hoje como encaminhadas dentro das projeções, a eleição para as últimas duas vagas deverá depender de uma combinação de desempenho das chapas, votação individual dos candidatos e médias obtidas na distribuição das sobras.
O cenário indica que 22 cadeiras estariam encaminhadas entre as oito chapas que disputam a eleição, caso as nominatas apresentem desempenho dentro de uma faixa considerada mediana, sem votação muito abaixo ou muito acima das expectativas atuais.
Isso não significa, porém, que 22 candidatos já estejam matematicamente eleitos. Trata-se de uma projeção baseada nas faixas de votação consideradas mais plausíveis neste momento. A definição real dependerá do resultado das urnas, do total de votos válidos e, principalmente, das médias calculadas na distribuição das sobras.
Pela estimativa atual, Republicanos e Podemos partem com possibilidade de conquistar quatro cadeiras cada. O MDB também aparece com quatro, enquanto o PL teria três. A Federação Brasil da Esperança e a Federação União Progressista, formada por União Brasil e PP, aparecem com duas cadeiras cada. A Federação PSDB/Cidadania teria duas, e o PSD começaria com uma.
A conta deixa, portanto, duas cadeiras abertas para uma disputa que pode envolver cinco chapas.
Republicanos e Podemos tentam ampliar bancadas
Republicanos e Podemos aparecem no topo da disputa proporcional e têm como principal objetivo transformar a força das respectivas nominatas em uma quinta cadeira.
No Republicanos, a chapa reúne candidatos com histórico eleitoral consolidado, entre eles Nininho, Diego Guimarães, Dr. Eugênio, Gilberto Figueiredo, Paulo Araújo, Valmir Moretto, Maysa Leão, Alex Sandro, Wlad Mesquita, Ari Lafin e Alan Porto.
A nominata também reúne vereadores, ex-deputados e outros candidatos com votação conhecida em eleições anteriores. Alan Porto chega ao pleito após comandar a Secretaria de Estado de Educação por duas gestões. Gilberto Figueiredo traz a experiência à frente da Secretaria de Estado de Saúde, enquanto Ari Lafin carrega a estrutura política construída durante o período em que foi prefeito de Sorriso.
A projeção atual coloca o Republicanos na faixa de 300 mil votos. Esse desempenho seria suficiente para deixar quatro cadeiras em situação bastante confortável e colocar a quinta diretamente na disputa pelas médias.
O Podemos apresenta cenário semelhante. A chapa tem como principal nome o presidente da Assembleia Legislativa, Max Russi, além de Beto Dois a Um, Fabinho Tardin, Ulysses Moraes, Allan Kardec, Mauro Savi e outros candidatos com histórico eleitoral.
Max chega ao novo pleito com a maior estrutura política de sua carreira e depois de registrar crescimento sucessivo em votação. Beto Dois a Um, que passou quatro anos como vice-líder do Governo, trabalha internamente com uma meta próxima de 40 mil votos.
A estimativa também coloca o Podemos na casa dos 300 mil votos ou mais. Com isso, quatro cadeiras aparecem fortemente sustentadas, enquanto a quinta dependeria do desempenho da chapa e da comparação com as demais concorrentes nas sobras.
O próprio Max Russi já projetou que o partido possa chegar a seis deputados estaduais. Para que isso aconteça, porém, seria necessário um desempenho acima da faixa considerada atualmente provável e, principalmente, que outras chapas fiquem abaixo das expectativas.
MDB aparece com três cadeiras seguras e quarta no radar
O MDB vem logo atrás das duas maiores nominatas, com uma chapa que reúne Eduardo Botelho, Dr. João, Thiago Silva, Jéssica Riva, Léo Bortolin, Silvano Amaral, Túlio Fontes e outros candidatos com bases eleitorais próprias.
Eduardo Botelho continua sendo o principal puxador de votos da chapa pelo histórico eleitoral. Dr. João chega fortalecido pela posição de primeiro-secretário da Assembleia, enquanto Thiago Silva mantém uma base consolidada em Rondonópolis e junto à Igreja Assembleia de Deus.
Léo Bortolin possui frentes políticas espalhadas por diferentes regiões do Estado, enquanto Jéssica Riva entra na disputa carregando o espólio eleitoral da família Riva. A avaliação é de que a nominata já teria condições de ser competitiva mesmo sem a presença dela.
A projeção atual coloca o MDB entre 260 mil e 300 mil votos.
Nesse intervalo, três cadeiras aparecem em terreno considerado bastante seguro. A quarta também é apontada como provável, mas depende do comportamento das médias na distribuição das sobras.
PL deve chegar a três com Cattani, Faissal e Samantha
O PL também aparece com uma perspectiva de crescimento na Assembleia. A chapa parte de duas candidaturas com votação estadual já comprovada: Gilberto Cattani e Faissal Calil.
A principal novidade é Samantha Iris, vereadora mais votada de Cuiabá em 2024 e que agora disputa uma vaga de deputada estadual contando com a estrutura política e eleitoral do marido, o prefeito Abilio Brunini.
A projeção para a chapa varia entre 200 mil e 220 mil votos. Nesse patamar, duas cadeiras seriam conquistadas com relativa tranquilidade, enquanto a terceira teria condições de entrar de forma competitiva na disputa das médias.
Por isso, o cenário-base aponta para três deputados eleitos pelo PL.
Federação de esquerda tenta repetir força e buscar terceira cadeira
A Federação Brasil da Esperança também aparece entre as chapas que podem surpreender na parte final da distribuição.
O principal nome é Lúdio Cabral, que chega à eleição apenas dois anos depois de disputar o segundo turno da Prefeitura de Cuiabá. O desempenho naquela eleição amplia o recall do candidato, principalmente na Capital, onde ele já havia concentrado parcela importante de sua votação para deputado estadual em 2022.
A nominata ainda conta com o deputado estadual Valdir Barranco, o ex-deputado Zé Carlos do Pátio, a ex-vereadora Edna Sampaio e o sindicalista Henrique Lopes, todos com histórico de votações relevantes em eleições anteriores.
Duas cadeiras aparecem como cenário-base. A terceira, entretanto, é possível caso a federação consiga levar sua votação para uma faixa superior e tenha desempenho suficiente para superar as demais chapas na disputa pelas últimas vagas.
União Progressista aposta em poucos nomes com votação consolidada
A Federação União Progressista, formada por União Brasil e PP, apresenta uma estratégia diferente das maiores nominatas. A chapa possui apenas dez candidatos, número inferior ao de suas principais adversárias.
Em compensação, concentra nomes com forte histórico eleitoral, como Dilmar Dal Bosco, Sebastião Rezende e Júlio Campos.
A quantidade reduzida de candidatos limita o potencial de uma votação muito elevada da chapa, mas também permite que os votos se concentrem nos principais nomes.
A projeção atual coloca a federação entre 140 mil e 160 mil votos.
Com aproximadamente 145 mil votos e um quociente eleitoral estimado em 77 mil, a chapa não alcançaria dois quocientes completos. Ainda assim, entraria na disputa pela segunda cadeira por meio das sobras, com uma média inicial próxima de 72,5 mil votos.
É justamente por isso que a segunda vaga continua aparecendo como provável. A terceira, por outro lado, está distante do cenário atual.
PSDB/Cidadania mira duas cadeiras
Na Federação PSDB/Cidadania, Carlos Avallone e Juca do Guaraná aparecem como os nomes mais conhecidos da chapa.
Chico Guarnieri também chega ao novo pleito em uma condição diferente daquela de 2022. Depois de assumir o mandato de deputado estadual, ganhou estrutura e exposição política, o que pode aumentar seu desempenho eleitoral.
A chapa ainda reúne Adenilson Rocha, Hugo Garcia, Carlos Sirena, Moacir Couto e outros candidatos com presença regional e histórico de votação.
A estimativa coloca a federação entre 140 mil e 170 mil votos, faixa na qual duas cadeiras entram no cenário-base.
Cinco chapas ficam de olho nas duas últimas cadeiras
É nesse ponto que a matemática eleitoral fica mais imprevisível.
Com 22 vagas encaminhadas dentro das projeções atuais, restariam duas cadeiras para cinco concorrentes: Republicanos, Podemos, Federação Brasil da Esperança, PSD e Novo.
Republicanos e Podemos tentam transformar suas grandes nominatas em uma quinta cadeira. A Federação Brasil da Esperança busca chegar ao terceiro deputado. O PSD tenta sair de uma para duas cadeiras, enquanto o Novo aparece com possibilidade de conquistar sua primeira vaga na Assembleia.
A expectativa é que a média necessária para entrar nessa disputa fique próxima de 64 mil votos, embora o número final dependa diretamente do total de votos válidos e da distribuição das cadeiras nas etapas anteriores.
Essa dinâmica faz com que a disputa não seja simplesmente entre quem possui mais votos. Uma chapa com grande votação pode estar concorrendo pela quinta cadeira ao mesmo tempo em que uma legenda menor tenta conquistar sua primeira vaga.
Quociente eleitoral deve ficar perto de 77 mil
Mato Grosso terá 2.638.230 eleitores aptos a votar em 2026, crescimento de aproximadamente 7% em relação às eleições gerais de 2022, quando o Estado tinha 2.469.414 eleitores.
Considerando aproximadamente o mesmo nível de comparecimento e a proporção de votos brancos, nulos e válidos registrada na eleição anterior, a estimativa é de cerca de 1,85 milhão de votos válidos para deputado estadual.
Dividindo esse total pelas 24 cadeiras da Assembleia Legislativa, chega-se a um quociente eleitoral estimado em aproximadamente 77 mil votos.
O número oficial, no entanto, só será conhecido depois da apuração. O quociente eleitoral é calculado pela divisão do total de votos válidos pelo número de vagas em disputa.
A partir desse resultado, os partidos e federações passam a calcular quantas cadeiras conquistaram diretamente. Depois dessa primeira distribuição, começa a disputa pelas sobras.
Entenda como funciona a conta das sobras
Com um quociente hipotético de 77 mil votos, uma chapa que alcance 230 mil votos conquistaria duas cadeiras diretamente, já que a divisão resulta em 2,98 e, nessa primeira etapa, é considerada apenas a parte inteira.
As vagas que permanecem sem preenchimento entram na distribuição das sobras.
Nesse momento, a Justiça Eleitoral calcula a média de cada partido ou federação, dividindo a quantidade total de votos da chapa pelo número de cadeiras que ela já conquistou, acrescido de um.
Uma chapa com 300 mil votos, por exemplo, conquistaria três cadeiras diretamente com um quociente de 77 mil. Para disputar a quarta, sua média seria de 75 mil votos. Caso obtivesse a cadeira, passaria a disputar a quinta com média de 60 mil votos.
É essa fórmula que deixa a disputa pelas últimas vagas tão aberta.
Uma chapa com 320 mil votos que esteja tentando conquistar seu quinto deputado pode chegar à disputa com uma média de 64 mil votos. Ao mesmo tempo, uma legenda que tenha 64 mil votos e ainda não tenha nenhuma cadeira pode entrar na mesma disputa pela primeira vaga.
Na primeira etapa das sobras, existe ainda uma exigência mínima: a chapa precisa alcançar pelo menos 80% do quociente eleitoral, enquanto o candidato precisa atingir individualmente 20% do quociente.
Considerando o quociente estimado em 77 mil votos, isso significaria aproximadamente 61,6 mil votos para a chapa e 15,4 mil votos para o candidato.
Por isso, embora 22 cadeiras apareçam hoje como encaminhadas dentro das projeções, a eleição para as últimas duas vagas deverá depender de uma combinação de desempenho das chapas, votação individual dos candidatos e médias obtidas na distribuição das sobras.
Publicado originalmente em infoverus.com.br



