Cobrança contra Pivetta chega a R$ 21,6 milhões; idosa pede penhora de R$ 500 mil doados pelo governador à própria campanha
Pedido foi feito em setembro por Elvira Batista Nunes, que entrou na ação aos 76 anos e há seis anos espera receber a parte que a Justiça reconheceu como seu direito
Por Daniel Trindade2 min de leitura

O governador de Mato Grosso e candidato à reeleição, Otaviano Pivetta, é alvo de uma cobrança judicial que já chega a R$ 21,6 milhões. Em setembro, uma das pessoas que tem direito a receber parte desse dinheiro, Elvira Batista Nunes, pediu à Justiça que bloqueie também R$ 500 mil que Pivetta colocou na própria campanha eleitoral.
Os R$ 500 mil foram transferidos por Pivetta para sua candidatura em duas parcelas de R$ 250 mil, segundo os documentos apresentados no processo. Elvira quer que esse dinheiro seja usado para ajudar no pagamento da dívida. Em junho, os credores já haviam apresentado à Justiça uma conta de R$ 21.614.959,78 e pedido o bloqueio de mais R$ 11,7 milhões, além dos valores que já haviam sido encontrados e bloqueados.
A cobrança tem origem em uma disputa por uma área rural de 1.075 hectares, em Nova Mutum. A Justiça decidiu que Pivetta deveria devolver a área e pagar pelos prejuízos causados pelo período em que ocupou parte da propriedade. A decisão se tornou definitiva em 4 de outubro de 2016.
Depois disso, começou outra batalha: fazer com que o dinheiro determinado pela Justiça fosse realmente pago. Em 2020, Elvira entrou oficialmente na execução, aos 76 anos, porque tinha direito a uma parte dos valores. Um acordo reconhecido pela Justiça estabeleceu como o dinheiro recebido seria dividido entre os beneficiários, depois do pagamento dos honorários dos advogados.
Ao longo do processo, a Justiça determinou bloqueios de aproximadamente R$ 11,8 milhões. Em uma dessas tentativas, houve um problema com o bloqueio de quase R$ 10 milhões. A juíza Luciana de Souza Cavar Moretti considerou que houve “ato atentatório à dignidade da Justiça” e afirmou que Pivetta havia agido “em conluio com Banco BTG Pactual S/A”. Por isso, a multa contra Pivetta e o banco foi aumentada.
A cobrança continuou mesmo depois disso. Valores e investimentos ligados a Pivetta foram alvo de novas tentativas de bloqueio, enquanto sua defesa apresentou recursos para questionar os valores cobrados e as medidas tomadas pela Justiça. Pivetta também tentou derrubar a decisão que deu origem à cobrança, mas o pedido foi rejeitado pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso. A decisão que sustenta a cobrança continua válida.
Como apurou o site “deixaqueeuteconto”, agora, seis anos depois de entrar no processo, Elvira, já com mais de 80 anos, continua esperando receber o que a Justiça reconheceu como seu direito. A diferença é que a cobrança, que começou com uma disputa por terra, já ultrapassa R$ 21 milhões e chegou ao dinheiro que o próprio governador destinou à sua campanha.
O pedido de penhora dos R$ 500 mil ainda aguarda decisão da Justiça.
Os R$ 500 mil foram transferidos por Pivetta para sua candidatura em duas parcelas de R$ 250 mil, segundo os documentos apresentados no processo. Elvira quer que esse dinheiro seja usado para ajudar no pagamento da dívida. Em junho, os credores já haviam apresentado à Justiça uma conta de R$ 21.614.959,78 e pedido o bloqueio de mais R$ 11,7 milhões, além dos valores que já haviam sido encontrados e bloqueados.
A cobrança tem origem em uma disputa por uma área rural de 1.075 hectares, em Nova Mutum. A Justiça decidiu que Pivetta deveria devolver a área e pagar pelos prejuízos causados pelo período em que ocupou parte da propriedade. A decisão se tornou definitiva em 4 de outubro de 2016.
Depois disso, começou outra batalha: fazer com que o dinheiro determinado pela Justiça fosse realmente pago. Em 2020, Elvira entrou oficialmente na execução, aos 76 anos, porque tinha direito a uma parte dos valores. Um acordo reconhecido pela Justiça estabeleceu como o dinheiro recebido seria dividido entre os beneficiários, depois do pagamento dos honorários dos advogados.
Ao longo do processo, a Justiça determinou bloqueios de aproximadamente R$ 11,8 milhões. Em uma dessas tentativas, houve um problema com o bloqueio de quase R$ 10 milhões. A juíza Luciana de Souza Cavar Moretti considerou que houve “ato atentatório à dignidade da Justiça” e afirmou que Pivetta havia agido “em conluio com Banco BTG Pactual S/A”. Por isso, a multa contra Pivetta e o banco foi aumentada.
A cobrança continuou mesmo depois disso. Valores e investimentos ligados a Pivetta foram alvo de novas tentativas de bloqueio, enquanto sua defesa apresentou recursos para questionar os valores cobrados e as medidas tomadas pela Justiça. Pivetta também tentou derrubar a decisão que deu origem à cobrança, mas o pedido foi rejeitado pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso. A decisão que sustenta a cobrança continua válida.
Como apurou o site “deixaqueeuteconto”, agora, seis anos depois de entrar no processo, Elvira, já com mais de 80 anos, continua esperando receber o que a Justiça reconheceu como seu direito. A diferença é que a cobrança, que começou com uma disputa por terra, já ultrapassa R$ 21 milhões e chegou ao dinheiro que o próprio governador destinou à sua campanha.
O pedido de penhora dos R$ 500 mil ainda aguarda decisão da Justiça.
Publicado originalmente em deixaqueeuteconto.com.br



