Consulta com psicólogo é autorizada dois anos após morte de paciente em Cuiabá
Filha de Sidelia Paula da Silva Soares recebeu autorização do SUS em julho e criticou demora no atendimento que havia sido solicitado meses antes da morte da mãe
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Dois anos após a morte de Sidelia Paula da Silva Soares, a consulta com um psicólogo que ela havia solicitado pela rede pública de Saúde de Cuiabá foi autorizada. A filha dela, a jornalista Janaiara Soares, publicou um vídeo nas redes sociais para relatar a situação e questionar a demora na liberação do atendimento.
Sidelia, que tinha depressão, morreu por suicídio. Segundo Janaiara, a família recebeu uma mensagem da Secretaria Municipal de Saúde no dia 15 de julho de 2026, informando que a consulta havia sido autorizada. O atendimento estava marcado para 24 de julho, na USF Parque Cuiabá.
No relato, a jornalista afirmou que o pedido havia sido feito meses antes da morte da mãe e criticou o tempo de espera pelo atendimento.
“A depressão matou minha mãe, mas o sistema público de saúde de Cuiabá também tem culpa. Amanhã fazem dois anos que a minha mãe cometeu suicídio e no mês passado nós recebemos uma mensagem da Secretaria de Saúde dizendo que a consulta dela com o psicólogo foi autorizada, que ela vai poder passar por um psicólogo. Consulta essa que foi solicitada meses antes dela tirar a própria vida”, contou Janaiara.
A filha explicou que a família chegou a tentar convencer Sidelia a buscar acompanhamento na rede particular, mas ela recusou e decidiu fazer o tratamento somente pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
“Ela se recusou por achar que depressão é uma coisa que é de gente doida, beber remédio é coisa de gente doida e aceitou somente se ela conseguisse fazer pelo SUS. Ela fez todo o procedimento, ela foi no postinho, ela passou por um clínico, ela pegou encaminhamento, entrou na rede de regulação e ela conseguiu a consulta, dois anos depois dela ter tirado a própria vida”, lamentou.
Janaiara também ponderou que a realização do tratamento não seria garantia de que a mãe não atentaria contra a própria vida, mas afirmou que a demora provocou um sentimento de sofrimento e impotência na família.
“Mesmo sabendo que o tratamento não garantiria que ela não atentaria contra a própria vida, o sentimento é terrível, um sentimento de tristeza, um sentimento de potência, um sentimento de sofrimento por saber que a gente está à mercê e um sistema de saúde que é lindo nas propagandas, mas que não funciona”, desabafou.
Sidelia, que tinha depressão, morreu por suicídio. Segundo Janaiara, a família recebeu uma mensagem da Secretaria Municipal de Saúde no dia 15 de julho de 2026, informando que a consulta havia sido autorizada. O atendimento estava marcado para 24 de julho, na USF Parque Cuiabá.
No relato, a jornalista afirmou que o pedido havia sido feito meses antes da morte da mãe e criticou o tempo de espera pelo atendimento.
“A depressão matou minha mãe, mas o sistema público de saúde de Cuiabá também tem culpa. Amanhã fazem dois anos que a minha mãe cometeu suicídio e no mês passado nós recebemos uma mensagem da Secretaria de Saúde dizendo que a consulta dela com o psicólogo foi autorizada, que ela vai poder passar por um psicólogo. Consulta essa que foi solicitada meses antes dela tirar a própria vida”, contou Janaiara.
A filha explicou que a família chegou a tentar convencer Sidelia a buscar acompanhamento na rede particular, mas ela recusou e decidiu fazer o tratamento somente pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
“Ela se recusou por achar que depressão é uma coisa que é de gente doida, beber remédio é coisa de gente doida e aceitou somente se ela conseguisse fazer pelo SUS. Ela fez todo o procedimento, ela foi no postinho, ela passou por um clínico, ela pegou encaminhamento, entrou na rede de regulação e ela conseguiu a consulta, dois anos depois dela ter tirado a própria vida”, lamentou.
Janaiara também ponderou que a realização do tratamento não seria garantia de que a mãe não atentaria contra a própria vida, mas afirmou que a demora provocou um sentimento de sofrimento e impotência na família.
“Mesmo sabendo que o tratamento não garantiria que ela não atentaria contra a própria vida, o sentimento é terrível, um sentimento de tristeza, um sentimento de potência, um sentimento de sofrimento por saber que a gente está à mercê e um sistema de saúde que é lindo nas propagandas, mas que não funciona”, desabafou.
Publicado originalmente em infoverus.com.br
